Causa nobre
Eliana - a força do amor
A apresentadora leva seu carinho às crianças de um orfanato e as ajuda a crescer de forma mais feliz
Por Cristina Poles*
Revista Estilo de Vida - 03/2005
Como toda assistente social, Ivete Fortunatos de Oliveira, 36 anos, tem jeito para lidar com crianças. Atenta, ela circula por uma das cinco casas que compõem a Associação Santa Terezinha, orfanato localizado em Carapicuíba, na Grande São Paulo, conversando de modo carinhoso com os pequenos. Mais do que saber o nome de todos, ela conhece a história de vida e a personalidade de cada um. "Sinto como se fosse uma irmã mais velha", diz. De certa forma ela é. Assim como os pequenos, Ivete foi levada para a instituição com alguns meses de vida. "Cresci aqui. Somos uma grande família. Depois da faculdade, voltei para dar minha contribuição. Contamos com poucos recursos, mas nosso trabalho é sério", afirma.
[img02] Foi esse comprometimento que acabou por conquistar Eliana. Desde que começou a carreira de apresentadora ela vem participando de modo consistente de vários projetos sociais, como o Graac - Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer. Mas, ao visitar o orfanato pela primeira vez, há sete anos, sentiu uma emoção muito especial. "Vim numa festa de Natal a convite de uma amiga querida. Minha missão era acompanhar o Papai Noel e fazer uma surpresa a todos. As crianças ficaram tão felizes que me emocionei", diz. "Ao conversar com as coordenadoras, percebi que se tratava de uma instituição correta e que precisava de muita ajuda." Desde então tornou-se voluntária da entidade, visitando-a com freqüência e colaborando com doações regulares.
A Associação Santa Terezinha foi fundada há 82 anos como uma casa para filhos de portadores de hanseníase. Na época, como os doentes eram mantidos em isolamento, as crianças ficavam desamparadas. "Hoje os problemas que trazem os menores para cá são outros: miséria, envolvimento com drogas e violência doméstica", enumera irmã Lúcia, uma das três religiosas da Ordem Stella Maris que coordenam o orfanato. Atualmente vivem no local 275 crianças de zero a 18 anos. Semanalmente elas recebem a visita do grupo de voluntários - cerca de 70 - que promovem diversas atividades, como computação, marcenaria, culinária, oficinas de artes plásticas e de brincadeiras.
[img01] Nas ocasiões em que visita o orfanato, Eliana procura dar atenção a todos. Quando chega o alvoroço é grande. Sem pressa, distribui beijos e abraços. Depois senta-se e começa a contar histórias para os pequenos. Quando chegam novos internos, conversa com as irmãs para saber como estão. "A realidade é terrível. Há um menino que chegou ao orfanato dependente de drogas por causa da mãe. Outro tinha as pernas atrofiadas porque vivia preso em um armário", conta.
Sempre que pode, leva os amigos para conhecer a instituição. "Um deles adotou uma criança daqui", diz. Na festa de 80 anos do orfanato Eliana organizou uma megaprodução. "Trouxemos tudo, comida, refrigerantes e vários artistas." Atualmente a apresentadora está preocupada em atrair mais voluntários e patrocinadores. "Outro dia, uma das irmãs me contou que o almoço foi especial. Nem sempre há carne para as refeições, pois as doações são esporádicas." Além de alimentos, roupas, fraldas, brinquedos e material esportivo são bem-vindos. "No entanto, o mais importante é o carinho. As pessoas costumam dizer que não ajudam por falta de tempo, mas há muitas formas de ser solidário. E todas são válidas."
Para saber mais sobre a Associação Santa Terezinha e contribuir com doações ligue para o tel. (11) 4181-4731.
* Fotos por Claudio Pinheiro
Como toda assistente social, Ivete Fortunatos de Oliveira, 36 anos, tem jeito para lidar com crianças. Atenta, ela circula por uma das cinco casas que compõem a Associação Santa Terezinha, orfanato localizado em Carapicuíba, na Grande São Paulo, conversando de modo carinhoso com os pequenos. Mais do que saber o nome de todos, ela conhece a história de vida e a personalidade de cada um. "Sinto como se fosse uma irmã mais velha", diz. De certa forma ela é. Assim como os pequenos, Ivete foi levada para a instituição com alguns meses de vida. "Cresci aqui. Somos uma grande família. Depois da faculdade, voltei para dar minha contribuição. Contamos com poucos recursos, mas nosso trabalho é sério", afirma.
[img02] Foi esse comprometimento que acabou por conquistar Eliana. Desde que começou a carreira de apresentadora ela vem participando de modo consistente de vários projetos sociais, como o Graac - Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer. Mas, ao visitar o orfanato pela primeira vez, há sete anos, sentiu uma emoção muito especial. "Vim numa festa de Natal a convite de uma amiga querida. Minha missão era acompanhar o Papai Noel e fazer uma surpresa a todos. As crianças ficaram tão felizes que me emocionei", diz. "Ao conversar com as coordenadoras, percebi que se tratava de uma instituição correta e que precisava de muita ajuda." Desde então tornou-se voluntária da entidade, visitando-a com freqüência e colaborando com doações regulares.
A Associação Santa Terezinha foi fundada há 82 anos como uma casa para filhos de portadores de hanseníase. Na época, como os doentes eram mantidos em isolamento, as crianças ficavam desamparadas. "Hoje os problemas que trazem os menores para cá são outros: miséria, envolvimento com drogas e violência doméstica", enumera irmã Lúcia, uma das três religiosas da Ordem Stella Maris que coordenam o orfanato. Atualmente vivem no local 275 crianças de zero a 18 anos. Semanalmente elas recebem a visita do grupo de voluntários - cerca de 70 - que promovem diversas atividades, como computação, marcenaria, culinária, oficinas de artes plásticas e de brincadeiras.
[img01] Nas ocasiões em que visita o orfanato, Eliana procura dar atenção a todos. Quando chega o alvoroço é grande. Sem pressa, distribui beijos e abraços. Depois senta-se e começa a contar histórias para os pequenos. Quando chegam novos internos, conversa com as irmãs para saber como estão. "A realidade é terrível. Há um menino que chegou ao orfanato dependente de drogas por causa da mãe. Outro tinha as pernas atrofiadas porque vivia preso em um armário", conta.
Sempre que pode, leva os amigos para conhecer a instituição. "Um deles adotou uma criança daqui", diz. Na festa de 80 anos do orfanato Eliana organizou uma megaprodução. "Trouxemos tudo, comida, refrigerantes e vários artistas." Atualmente a apresentadora está preocupada em atrair mais voluntários e patrocinadores. "Outro dia, uma das irmãs me contou que o almoço foi especial. Nem sempre há carne para as refeições, pois as doações são esporádicas." Além de alimentos, roupas, fraldas, brinquedos e material esportivo são bem-vindos. "No entanto, o mais importante é o carinho. As pessoas costumam dizer que não ajudam por falta de tempo, mas há muitas formas de ser solidário. E todas são válidas."
Para saber mais sobre a Associação Santa Terezinha e contribuir com doações ligue para o tel. (11) 4181-4731.
* Fotos por Claudio Pinheiro