mata atlântica
O desmatamento continua
Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica de 2005 a 2008 considera nova extensão para o bioma, de acordo com a legislação de 2006, e aponta que Minas Gerais, Santa Catarina e Bahia foram os estados que mais destruíram a floresta nos últimos três anos
Thays Prado
Planeta Sustentável - 27/05/2009
O tamanho da Mata Atlântica mudou. Para se adequar à legislação específica, em vigor desde 2006, o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, divulgado nesta terça-feira pela Fundação SOS Mata Atlântica, que analisou dados de 2005 a 2008, diz que a área original do bioma era de 1.315.460 km² – 50.000 Km² a menos do que se considerava até então – e, hoje, encontra-se reduzida a 7,91%, ou 102.012 km² (veja a diferença no mapa).
A diferença na medição se deve ao fato de a Lei da Mata Atlântica entender que algumas áreas pertencem, na verdade, ao Cerrado e outras, que não eram levadas em conta, compõe o bioma. Nessa conta, o estado de São Paulo foi o que mais perdeu: antes 83% da área total eram vistos como região de Mata Atlântica, agora, são apenas 68%.
O Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, elaborado pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo INPE – Instituto de Pesquisas Espaciais, de cinco em cinto anos realiza praticamente um “raio X” da região. Em função da continuidade da prática do desmatamento ilegal, o levantamento passará a ser realizado a cada dois anos.
DESMATAMENTO
Entre 2005 e 2008, foram desmatados 102.938 hectares de mata nativa – área que corresponde a dois terços da cidade de São Paulo – nos 10 estados avaliados. A média de desflorestamento por ano se manteve próxima ao período de 2000 a 2005 – cerca de 34.121 hectares/ano agora e 34.965hectares/ano no quinquênio anterior.
Os estados de Minas Gerias, Santa Catarina e Bahia foram os que mais desmataram. Veja o ranking em hectares:
- Minas Gerais: 32.728;
- Santa Catarina: 25.953;
- Bahia: 24.148;
- Paraná: 9.978;
- Rio Grande do Sul: 3.117;
- São Paulo: 2.455;
- Mato Grosso do Sul: 2.215;
- Rio de Janeiro: 1.039;
- Goiás: 733 e
- Espírito Santo: 573.
Mário Mantovani, diretor de Mobilização da SOS Mata Atlântica, comenta que, em Minas Gerais, o motivo mais grave que leva ao desmatamento é a exploração criminosa do carvão e a atuação das siderurgias. Para Marcia Hirota, o estado possui o aparelhamento necessário para o cumprimento da legislação, mas lhe falta um trabalho efetivo de fiscalização e controle.
Já em relação a Santa Catarina, Mantovani diz que o caso é de desobediência civil: “nos 14 anos de luta pela Lei Mata Atlântica, os dirigentes do estado fizeram com que o decreto 750 e a Lei não tivessem validade. Caçaram técnicos, desmontaram a Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina, culminando em um Código Ambiental Estadual completamente inconstitucional”.
A maior parte dos desmatamentos – 76% – foi feita em áreas menores do que 10 hectares, especialmente em locais-limites com o Cerrado e se deveram, principalmente, à expansão urbana – 61% da população e 58% dos municípios existentes no país estão localizados na Mata Atlântica. O fato reforça, mais uma vez, a importância da constituição de Corredores Ecológicos para amenizar o problema da fragmentação do bioma.
O tamanho da Mata Atlântica mudou. Para se adequar à legislação específica, em vigor desde 2006, o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, divulgado nesta terça-feira pela Fundação SOS Mata Atlântica, que analisou dados de 2005 a 2008, diz que a área original do bioma era de 1.315.460 km² – 50.000 Km² a menos do que se considerava até então – e, hoje, encontra-se reduzida a 7,91%, ou 102.012 km² (veja a diferença no mapa).
A diferença na medição se deve ao fato de a Lei da Mata Atlântica entender que algumas áreas pertencem, na verdade, ao Cerrado e outras, que não eram levadas em conta, compõe o bioma. Nessa conta, o estado de São Paulo foi o que mais perdeu: antes 83% da área total eram vistos como região de Mata Atlântica, agora, são apenas 68%.
O Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, elaborado pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo INPE – Instituto de Pesquisas Espaciais, de cinco em cinto anos realiza praticamente um “raio X” da região. Em função da continuidade da prática do desmatamento ilegal, o levantamento passará a ser realizado a cada dois anos.
DESMATAMENTO
Entre 2005 e 2008, foram desmatados 102.938 hectares de mata nativa – área que corresponde a dois terços da cidade de São Paulo – nos 10 estados avaliados. A média de desflorestamento por ano se manteve próxima ao período de 2000 a 2005 – cerca de 34.121 hectares/ano agora e 34.965hectares/ano no quinquênio anterior.
Os estados de Minas Gerias, Santa Catarina e Bahia foram os que mais desmataram. Veja o ranking em hectares:
- Minas Gerais: 32.728;
- Santa Catarina: 25.953;
- Bahia: 24.148;
- Paraná: 9.978;
- Rio Grande do Sul: 3.117;
- São Paulo: 2.455;
- Mato Grosso do Sul: 2.215;
- Rio de Janeiro: 1.039;
- Goiás: 733 e
- Espírito Santo: 573.
Mário Mantovani, diretor de Mobilização da SOS Mata Atlântica, comenta que, em Minas Gerais, o motivo mais grave que leva ao desmatamento é a exploração criminosa do carvão e a atuação das siderurgias. Para Marcia Hirota, o estado possui o aparelhamento necessário para o cumprimento da legislação, mas lhe falta um trabalho efetivo de fiscalização e controle.
Já em relação a Santa Catarina, Mantovani diz que o caso é de desobediência civil: “nos 14 anos de luta pela Lei Mata Atlântica, os dirigentes do estado fizeram com que o decreto 750 e a Lei não tivessem validade. Caçaram técnicos, desmontaram a Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina, culminando em um Código Ambiental Estadual completamente inconstitucional”.
A maior parte dos desmatamentos – 76% – foi feita em áreas menores do que 10 hectares, especialmente em locais-limites com o Cerrado e se deveram, principalmente, à expansão urbana – 61% da população e 58% dos municípios existentes no país estão localizados na Mata Atlântica. O fato reforça, mais uma vez, a importância da constituição de Corredores Ecológicos para amenizar o problema da fragmentação do bioma.