nas ondas do rádio
Lei da Mata Atlântica é aprovada e revela nova consciência
O programa Planeta Eldorado - gravado na Praça Victor Civita, no dia 18 de fevereiro - registrou as opiniões de representantes da SOS Mata Atlântica e da Reserva Biosfera do Cinturão Verde de SP sobre o tema
Manoella Oliveira
Planeta Sustentável - 23/02/2009
Uma parceria entre o Instituto Abril e a rádio Eldorado FM levou à Praça Victor Civita a gravação do programa Planeta Eldorado, sobre meio ambiente e cidadania, da rádio Eldorado FM, apresentado pela jornalista Paulina Chamorro.
Na conversa - que reuniu Mário Mantovani, diretor de mobilização da SOS Mata Atlântica, e Rodrigo Victor, diretor da Reserva Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo - foi abordada a aprovação da Lei da Mata Atlântica. E o resultado desse encontro pôde ser conferido pelos ouvintes ontem, dia 22 de fevereiro, quando o programa foi ao ar.
Mantovani, comemorou a aprovação da Lei da Mata Atlântica, após 14 anos de luta, o que ele considera uma das conquistas mais importantes para a sociedade. Ele lembrou que, na década de 1980, um mapeamento da área constatou que restavam apenas 7% do bioma, o que desencadeou um movimento em favor da preservação e, logo em seguida, uma reação de conservadores que acusavam os ambientalistas de paralisar o desenvolvimento do país.
Hoje, a realidade mostra que há uma consciência diferente, a concretização da defesa da Mata é fruto da mobilização da sociedade por meio de campanhas, de discussões e esclarecimentos levados aos conselhos estaduais e federais e da adaptação da lei com base na legislação mais atual. O diretor afirmou que, por ser feita com participação popular e debate, esta, certamente, não será como mais uma lei de Brasília, ou seja: que corre riscos de ser descumprida.
RESERVA DA BIOSFERA
O coordenador da Reserva Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo (MAB/UNESCO), Rodrigo Victor, destacou que a Reserva reforça essa mentalidade por ser uma figura de vanguarda. Na década de 1970, quando muitas correntes tendiam a separar a questão humana da preservação, a UNESCO criou um novo modelo que propôs a preservação em harmonia com a ação do homem.
Atualmente, são mais de 500 reservas em mais de cem países, onde a mesma premissa vem sendo aplicada em contextos diferentes, inclusive em áreas metropolitanas, como é o caso do Cinturão Verde de São Paulo que surgiu de um movimento civil que coletou mais de 150 mil assinaturas.
“Essa é a gestão mais adequada porque ela aproveita o que já existe em leis e movimentação da sociedade e articula para conciliar os remanescentes verdes em uma das maiores metrópoles do mundo”, acrescentou Victor.
Em tom bem-humorado, Mantovani ressaltou que a luta pela natureza “não é para defender os micos leões-dourados, mas a população”. “A água que bebemos vem da floresta, é vital. Já temos estudos que mostram que a diferença de temperatura de uma região para outra, na cidade de São Paulo, é de 8ºC e isso pode ser caso de vida ou morte para quem tem problema de saúde”, alertou.
A solução proposta pelo diretor é a adoção de serviços ambientais, o que já acontece em alguns locais do país, como em cidades que adotaram o IPTU verde, com o qual é possível obter descontos de até 90%. A ideia é convidar um congressista da Costa Rica para apresentar, aos colegas brasileiros, maneiras de associar oportunidades de união entre conservação da natureza e ganho econômico.
Uma parceria entre o Instituto Abril e a rádio Eldorado FM levou à Praça Victor Civita a gravação do programa Planeta Eldorado, sobre meio ambiente e cidadania, da rádio Eldorado FM, apresentado pela jornalista Paulina Chamorro.
Na conversa - que reuniu Mário Mantovani, diretor de mobilização da SOS Mata Atlântica, e Rodrigo Victor, diretor da Reserva Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo - foi abordada a aprovação da Lei da Mata Atlântica. E o resultado desse encontro pôde ser conferido pelos ouvintes ontem, dia 22 de fevereiro, quando o programa foi ao ar.
Mantovani, comemorou a aprovação da Lei da Mata Atlântica, após 14 anos de luta, o que ele considera uma das conquistas mais importantes para a sociedade. Ele lembrou que, na década de 1980, um mapeamento da área constatou que restavam apenas 7% do bioma, o que desencadeou um movimento em favor da preservação e, logo em seguida, uma reação de conservadores que acusavam os ambientalistas de paralisar o desenvolvimento do país.
Hoje, a realidade mostra que há uma consciência diferente, a concretização da defesa da Mata é fruto da mobilização da sociedade por meio de campanhas, de discussões e esclarecimentos levados aos conselhos estaduais e federais e da adaptação da lei com base na legislação mais atual. O diretor afirmou que, por ser feita com participação popular e debate, esta, certamente, não será como mais uma lei de Brasília, ou seja: que corre riscos de ser descumprida.
RESERVA DA BIOSFERA
O coordenador da Reserva Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo (MAB/UNESCO), Rodrigo Victor, destacou que a Reserva reforça essa mentalidade por ser uma figura de vanguarda. Na década de 1970, quando muitas correntes tendiam a separar a questão humana da preservação, a UNESCO criou um novo modelo que propôs a preservação em harmonia com a ação do homem.
Atualmente, são mais de 500 reservas em mais de cem países, onde a mesma premissa vem sendo aplicada em contextos diferentes, inclusive em áreas metropolitanas, como é o caso do Cinturão Verde de São Paulo que surgiu de um movimento civil que coletou mais de 150 mil assinaturas.
“Essa é a gestão mais adequada porque ela aproveita o que já existe em leis e movimentação da sociedade e articula para conciliar os remanescentes verdes em uma das maiores metrópoles do mundo”, acrescentou Victor.
Em tom bem-humorado, Mantovani ressaltou que a luta pela natureza “não é para defender os micos leões-dourados, mas a população”. “A água que bebemos vem da floresta, é vital. Já temos estudos que mostram que a diferença de temperatura de uma região para outra, na cidade de São Paulo, é de 8ºC e isso pode ser caso de vida ou morte para quem tem problema de saúde”, alertou.
A solução proposta pelo diretor é a adoção de serviços ambientais, o que já acontece em alguns locais do país, como em cidades que adotaram o IPTU verde, com o qual é possível obter descontos de até 90%. A ideia é convidar um congressista da Costa Rica para apresentar, aos colegas brasileiros, maneiras de associar oportunidades de união entre conservação da natureza e ganho econômico.