Salve-se quem puder
Divulgada nova lista da fauna ameaçada em SP
Mico-leão-preto é o símbolo da nova lista, mas há também uma boa notícia: devido ao esforço que tem sido feito para que a espécie não desapareça, ele mudou de condição: continua em perigo, mas não mais de forma crítica
Por Roberta Ávila
Planeta Sustentável - 03/10/2008
A Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo divulgou, no dia 2 de outubro, uma nova lista com os animais vertebrados que correm risco de extinção no estado. Há 10 anos a lista não era atualizada e a nova versão segue os critérios da IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e aponta, ao todo, 436 espécies e subespécies, que somam 17% dos vertebrados conhecidos em São Paulo.
Estar presente na lista da fauna ameaçada de extinção significa que a população do animal citado está muito reduzida e que ele corre o risco de desaparecer completamente em breve. Apesar de todos os citados estarem ameaçados, eles são classificados em três estágios:
- Criticamente em Perigo;
- Em Perigo;
- Vulnerável.
O mico-leão-preto foi eleito o símbolo da nova lista, já que antes era classificado como espécie criticamente em perigo, quase desaparecendo completamente. Graças ao esforço de preservação, hoje é encontrado no Parque Estadual do Morro do Diabo, na Reserva Estadual de Caetetus e na Estação Ecológica do Mico Preto. A meta é que o mico-leão-preto, hoje em perigo, seja logo retirado da lista.
Também estão correndo risco de extinção vários tipos de onças, veados, gaviões, beija-flores, pica-paus, papagaios, baleias, golfinhos, rãs, macacos, morcegos e todo tipo de bicho que se possa imaginar, inclusive peixes como o linguado, a sardinha, o namorado e a anchova.
Em 2009, será publicado um livro com todas as informações disponíveis sobre os animais da lista e a sua distribuição em São Paulo. A relação da diminuição das populações com o desmatamento e a fragmentação da mata é evidente e ficará registrada.
A lista foi coordenada por profissionais de várias instituições do Estado de São Paulo, de acordo com sua especialidade:
- Mamíferos: Alexandre dos Reis Percequillo (USP/Piracicaba)
- Aves: Luis Fábio Silveira (USP/São Paulo)
- Répteis: Otávio Augusto Vuolo Marques (Instituto Butantan)
- Anfíbios: Paulo Christiano Anchietta Garcia (Museu de Zoologia/USP) e Ricardo Janinni Sawaya (Instituto Butantan)
- Peixes continentais: Osvaldo Takeshi Oyakawa (Museu de Zoologia/USP)
- Peixes marinhos: Carmen Lúcia Del Bianco Rossi (Instituto Oceanográfico/USP).
A lista completa está disponível no site da Secretaria para download.
LEIA TAMBÉM:
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A vida sob risco
A Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo divulgou, no dia 2 de outubro, uma nova lista com os animais vertebrados que correm risco de extinção no estado. Há 10 anos a lista não era atualizada e a nova versão segue os critérios da IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e aponta, ao todo, 436 espécies e subespécies, que somam 17% dos vertebrados conhecidos em São Paulo.
Estar presente na lista da fauna ameaçada de extinção significa que a população do animal citado está muito reduzida e que ele corre o risco de desaparecer completamente em breve. Apesar de todos os citados estarem ameaçados, eles são classificados em três estágios:
- Criticamente em Perigo;
- Em Perigo;
- Vulnerável.
O mico-leão-preto foi eleito o símbolo da nova lista, já que antes era classificado como espécie criticamente em perigo, quase desaparecendo completamente. Graças ao esforço de preservação, hoje é encontrado no Parque Estadual do Morro do Diabo, na Reserva Estadual de Caetetus e na Estação Ecológica do Mico Preto. A meta é que o mico-leão-preto, hoje em perigo, seja logo retirado da lista.
Também estão correndo risco de extinção vários tipos de onças, veados, gaviões, beija-flores, pica-paus, papagaios, baleias, golfinhos, rãs, macacos, morcegos e todo tipo de bicho que se possa imaginar, inclusive peixes como o linguado, a sardinha, o namorado e a anchova.
Em 2009, será publicado um livro com todas as informações disponíveis sobre os animais da lista e a sua distribuição em São Paulo. A relação da diminuição das populações com o desmatamento e a fragmentação da mata é evidente e ficará registrada.
A lista foi coordenada por profissionais de várias instituições do Estado de São Paulo, de acordo com sua especialidade:
- Mamíferos: Alexandre dos Reis Percequillo (USP/Piracicaba)
- Aves: Luis Fábio Silveira (USP/São Paulo)
- Répteis: Otávio Augusto Vuolo Marques (Instituto Butantan)
- Anfíbios: Paulo Christiano Anchietta Garcia (Museu de Zoologia/USP) e Ricardo Janinni Sawaya (Instituto Butantan)
- Peixes continentais: Osvaldo Takeshi Oyakawa (Museu de Zoologia/USP)
- Peixes marinhos: Carmen Lúcia Del Bianco Rossi (Instituto Oceanográfico/USP).
A lista completa está disponível no site da Secretaria para download.
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