
Por Juliana Calderari
Guia de Vinhos Quatro Rodas - 06/2008
A viticultura, mais do que uma indústria próspera no mundo, é uma tradição, um grande caso de amor entre alguns povos e suas uvas. Por isso, não poderia deixar de mobilizar muitos profi ssionais e grandes esforços em torno do tema, como o climatologista Gregory Jones. Maior autoridade no assunto, o norte-americano estudou 27 regiões produtoras de vinhos e, usando um programa capaz de simular as condições climáticas no futuro, comprovou que em 18 delas haverá elevação de temperatura. O clima mais quente leva ao amadurecimento precoce da uva, que concentra mais açúcares e produz mais álcool. Por outro lado, o desenvolvimento do sabor e da acidez é prejudicado, o que certamente afetará as propriedades dos vinhos como conhecemos hoje. Perda de aromas e alteração de cor são algumas das mudanças indesejadas.
As projeções mostram que entre 2049 e 2099, a faixa ideal para o plantio de uvas viníferas deverá se deslocar de 200 a 500 quilômetros em direção aos pólos, explica Jones, em entrevista ao Guia Quatro Rodas de Vinhos. Segundo os resultados, será desafi ador manter o cultivo em regiões já quentes como o sul da Califórnia e a Península Ibérica. Outras, muito frias, como Rússia, Inglaterra e Canadá, poderão se tornar as grandes regiões produtoras do futuro para desgosto dos franceses. A fi m de evitar maiores prejuízos, e para que ninguém deixe de apreciar um champanhe ou uma garrafa de Pinot noir, especialistas estudam alternativas para enfrentar a falta de água e o aumento de pestes causadas pelo calor. Veja, a seguir, quais regiões podem sofrer com o aquecimento global e quais podem se benefi ciar com as mudanças climáticas.
PODERÃO SER PREJUDICADOS
França
Até 2049 a região de Bordeaux sofrerá um aumento de 2,3ºC, deixando a região
no limite da temperatura ideal para o crescimento da tradicional Cabernet sauvignon. Na Borgonha, a temperatura poderá subir de 1,5ºC a 2,4ºC, afetando principalmente a uva Pinot noir, ideal para climas mais frescos. No sul do país, na região do Rhône, a elevação de temperatura deverá ser maior, e o amadurecimento da uva Syrah, por exemplo, poderá acontecer até cinco semanas antes do que ocorre atualmente, prejudicando o sabor e a cor do vinho. Por outro lado, é possível que outras regiões, como o Vale do Loire, sejam benefi ciadas com as conseqüências do aquecimento global. Conhecida por produzir vinhos brancos bastante secos e de acidez elevada, a partir da uva Muscadet, a região tende a apresentar vinhos mais maduros e menos duros. Também já são bastante notáveis as melhoras no cultivo da Chenin blanc.
Austrália
A previsão é de que a temperatura aumente de 1ºC a 6ºC até 2070. Devido ao amadurecimento mais rápido das uvas, a colheita será feita por volta de dez dias antes do que acontece hoje em dia, prejudicando o nível de acidez e o sabor de variedades como Shiraz, Semillion e Chardonnay. O problema mais grave que o país enfrentará, no entanto, é a falta de água. Seu encarecimento e a maior necessidade de irrigação das plantações elevarão os preços do produto e diminuirão a competitividade dos vinhos australianos. Alguns especialistas acreditam que a saída será concentrar a produção na costa e mais ao sul do país, na ilha da Tasmânia.
África do Sul
Provavelmente será a região com menor elevação de temperatura, com um aumento de apenas 0,9ºC em 50 anos. Isso, porém, não livra os sul-africanos das conseqüências do aquecimento global, já que terão seu suprimento de água reduzido e encarecido. Acredita-se que algumas vinícolas não conseguirão sobreviver aos altos custos de irrigação e das novas tecnologias de adaptação que serão necessárias para manter a produção no país, famoso pela criação da uva Pinotage.
Portugal
A viticultura lusitana será a mais afetada pelo aquecimento global. Prevê-se um
aumento de temperatura de 4,5ºC em 50 anos e pode haver uma redução de até 70% na umidade do solo. Estudos indicam que Portugal deverá aumentar a variabilidade de uvas para driblar a crise.
Espanha
Em 2100, a temperatura no interior do país deverá aumentar entre 5ºC e 7ºC e, na costa, de 3ºC a 5ºC. Além da maior demanda de água devido ao aumento da população e da temperatura, haverá queda nos níveis de precipitação. Acredita-se que uvas de baixa acidez como a Tempranillo, da região de Rioja, sofram bastante com o amadurecimento precoce da fruta. Uma das saídas é plantar variedades com boa resistência ao calor e à baixa umidade. No sul, a uva Palomino, com a qual é produzido o Jerez, poderia ser substituída, segundo especialistas, por variedades como Mantuo e Perruno.
EUA
Estima-se que o potencial de produção de vinhos de prestígio do país pode se reduzir a 81% até o fi nal do século 21. A principal região produtora, Napa Valley, na Califórnia, deve ter um aumento de até 2,2ºC na média de temperatura até 2049, o que poderá diminuir a produção da região ou fazer com que as vinícolas optem por produzir vinhos de menor qualidade. As regiões de Washington e Oregon, na costa oeste, se tornarão boas alternativas. Outra aposta é o estado de Nova York, que já produz Rieslings encorpados e secos como os alemães modernos na região de Finger Lake. Também pode vir a ser grande produtor de Pinot noir e Cabernet franc devido à diminuição do risco de geadas.
Itália
A previsão para a região do Piemonte, berço das uvas Barolo e Barbera, é que a temperatura suba cerca de 1,3ºC nos próximos 50 anos. Mas a região que poderá ser mais afetada é a da Toscana. Estudos com a uva Sangiovese, com a qual são produzidos os Chianti e os Brunello de Montalcino, mostraram que as mudanças climáticas na Itália poderão levar ao amadurecimento mais rápido da fruta e maior variabilidade na produção.
OS POSSÍVEIS PRIVILEGIADOS
Canadá
O país que no passado só era capaz de produzir o icewine, vinho feito a partir de uvas supermaduras e congeladas, hoje se orgulha dos resultados obtidos com as uvas Chardonnay e Pinot noir. O potencial de produção de regiões como a Colúmbia Britânica e Niágara deverão crescer proporcionalmente ao aumento da temperatura.
Alemanha
É provavelmente o país que mais vem notando os efeitos do aquecimento. O amadurecimento precoce já fez com que os vinhos feitos a partir da principal uva local, a Riesling, tivessem um aumento de 2,5% no seu teor alcoólico nos últimos 30 anos. Também considerados bastante secos, os vinhos dessa variedade passaram a se benefi ciar de uma quantidade extra de açúcar. O sul da Alemanha já se tornou produtor de vinhos tintos obtidos a partir de Pinot noir e Spätburgunder, e a tendência é melhorar ainda mais com o aumento de temperatura.
Inglaterra
A mídia inglesa adora provocar os franceses e dizer que o aquecimento global forçará os produtores da região de Champagne, no nordeste da França, a investir no sul da Inglaterra. O aquecimento do ar e da corrente do Golfo vem possibilitando que a região de Sussex produza espumantes, que hoje somam 15% da produção total do país. Usando o método tradicional e clones das uvas francesas Pinot noir, Pinot munier e Chardonnay para produzir espumantes, a qualidade dos vinhos ingleses ainda não é uma ameaça aos veteranos franceses, mas as mudanças climáticas poderão equilibrar as condições entre os dois países.
Rússia
A bebida produzida no país vinha do sul, das regiões da Criméia e Krasnodar, e era artifi cialmente adoçada e alcoolizada para que se tornasse vinho. Nos primeiros anos do novo milênio, utilizando cepas e tecnologia francesas, o país passou a produzir vinhos secos brancos (Chardonnay, Sauvignon blanc e Aligoté) e tintos (Pinot franc, Krasnostop e Cabernet sauvignon). O aumento do calor pode ajudar no amadurecimento das variedades cultivadas.
Brasil
As previsões apontam de 1ºC a 3ºC o aumento da temperatura no país. A região da Serra Gaúcha, já bastante úmida, poderia sofrer com uma eventual elevação pluviométrica. O Vale do São Francisco, a segunda maior região produtora do Brasil, pouco seria afetado, pois as duas safras anuais já convivem com altas temperaturas e necessidade de irrigação. A boa novidade ficaria por conta de São Joaquim, no sul de Santa Catarina, uma das apostas do futuro. O clima da região já está menos frio e há bons vinhos brancos e tintos sendo produzidos a partir das variedades Chardonnay, Sauvignon blanc e Pinot noir.
Chile
As regiões do Vale Central e do Aconcágua serão as mais afetadas pelo aumento da temperatura. Uma alternativa é cultivar terras mais próximas ao Oceano Pacífico, que sofrem a influência da fria corrente marítima de Humboldt.
Argentina
A preocupação para os argentinos é manter o suprimento de água. Em Mendoza, a principal região produtora do país, as plantações da uva Malbec são irrigadas com a água vinda da Cordilheira dos Andes.
Dinamarca
Beneficiada pelo aquecimento global e pelo sol da meianoite, a Dinamarca está produzindo vinhos brancos, tintos, rosés e até espumantes a partir das uvas Müller-Turgau, Kerner, Auxerrois, Chardonnay e Pinot noir.
Bélgica
Algumas regiões do país, como Charleroi e Hageland, cultivam as uvas Pinot noir e Müller-Thurgau. O aumento da temperatura e o menor risco de nevascas ajudarão o amadurecimento das frutas.
Confira no mapa os países que podem ser beneficiados e os que podem ser prejudicados
Por Juliana Calderari
Guia de Vinhos Quatro Rodas - 06/2008
A viticultura, mais do que uma indústria próspera no mundo, é uma tradição, um grande caso de amor entre alguns povos e suas uvas. Por isso, não poderia deixar de mobilizar muitos profi ssionais e grandes esforços em torno do tema, como o climatologista Gregory Jones. Maior autoridade no assunto, o norte-americano estudou 27 regiões produtoras de vinhos e, usando um programa capaz de simular as condições climáticas no futuro, comprovou que em 18 delas haverá elevação de temperatura. O clima mais quente leva ao amadurecimento precoce da uva, que concentra mais açúcares e produz mais álcool. Por outro lado, o desenvolvimento do sabor e da acidez é prejudicado, o que certamente afetará as propriedades dos vinhos como conhecemos hoje. Perda de aromas e alteração de cor são algumas das mudanças indesejadas.
As projeções mostram que entre 2049 e 2099, a faixa ideal para o plantio de uvas viníferas deverá se deslocar de 200 a 500 quilômetros em direção aos pólos, explica Jones, em entrevista ao Guia Quatro Rodas de Vinhos. Segundo os resultados, será desafi ador manter o cultivo em regiões já quentes como o sul da Califórnia e a Península Ibérica. Outras, muito frias, como Rússia, Inglaterra e Canadá, poderão se tornar as grandes regiões produtoras do futuro para desgosto dos franceses. A fi m de evitar maiores prejuízos, e para que ninguém deixe de apreciar um champanhe ou uma garrafa de Pinot noir, especialistas estudam alternativas para enfrentar a falta de água e o aumento de pestes causadas pelo calor. Veja, a seguir, quais regiões podem sofrer com o aquecimento global e quais podem se benefi ciar com as mudanças climáticas.
PODERÃO SER PREJUDICADOS
França
Até 2049 a região de Bordeaux sofrerá um aumento de 2,3ºC, deixando a região
no limite da temperatura ideal para o crescimento da tradicional Cabernet sauvignon. Na Borgonha, a temperatura poderá subir de 1,5ºC a 2,4ºC, afetando principalmente a uva Pinot noir, ideal para climas mais frescos. No sul do país, na região do Rhône, a elevação de temperatura deverá ser maior, e o amadurecimento da uva Syrah, por exemplo, poderá acontecer até cinco semanas antes do que ocorre atualmente, prejudicando o sabor e a cor do vinho. Por outro lado, é possível que outras regiões, como o Vale do Loire, sejam benefi ciadas com as conseqüências do aquecimento global. Conhecida por produzir vinhos brancos bastante secos e de acidez elevada, a partir da uva Muscadet, a região tende a apresentar vinhos mais maduros e menos duros. Também já são bastante notáveis as melhoras no cultivo da Chenin blanc.
Austrália
A previsão é de que a temperatura aumente de 1ºC a 6ºC até 2070. Devido ao amadurecimento mais rápido das uvas, a colheita será feita por volta de dez dias antes do que acontece hoje em dia, prejudicando o nível de acidez e o sabor de variedades como Shiraz, Semillion e Chardonnay. O problema mais grave que o país enfrentará, no entanto, é a falta de água. Seu encarecimento e a maior necessidade de irrigação das plantações elevarão os preços do produto e diminuirão a competitividade dos vinhos australianos. Alguns especialistas acreditam que a saída será concentrar a produção na costa e mais ao sul do país, na ilha da Tasmânia.
África do Sul
Provavelmente será a região com menor elevação de temperatura, com um aumento de apenas 0,9ºC em 50 anos. Isso, porém, não livra os sul-africanos das conseqüências do aquecimento global, já que terão seu suprimento de água reduzido e encarecido. Acredita-se que algumas vinícolas não conseguirão sobreviver aos altos custos de irrigação e das novas tecnologias de adaptação que serão necessárias para manter a produção no país, famoso pela criação da uva Pinotage.
Portugal
A viticultura lusitana será a mais afetada pelo aquecimento global. Prevê-se um
aumento de temperatura de 4,5ºC em 50 anos e pode haver uma redução de até 70% na umidade do solo. Estudos indicam que Portugal deverá aumentar a variabilidade de uvas para driblar a crise.
Espanha
Em 2100, a temperatura no interior do país deverá aumentar entre 5ºC e 7ºC e, na costa, de 3ºC a 5ºC. Além da maior demanda de água devido ao aumento da população e da temperatura, haverá queda nos níveis de precipitação. Acredita-se que uvas de baixa acidez como a Tempranillo, da região de Rioja, sofram bastante com o amadurecimento precoce da fruta. Uma das saídas é plantar variedades com boa resistência ao calor e à baixa umidade. No sul, a uva Palomino, com a qual é produzido o Jerez, poderia ser substituída, segundo especialistas, por variedades como Mantuo e Perruno.
EUA
Estima-se que o potencial de produção de vinhos de prestígio do país pode se reduzir a 81% até o fi nal do século 21. A principal região produtora, Napa Valley, na Califórnia, deve ter um aumento de até 2,2ºC na média de temperatura até 2049, o que poderá diminuir a produção da região ou fazer com que as vinícolas optem por produzir vinhos de menor qualidade. As regiões de Washington e Oregon, na costa oeste, se tornarão boas alternativas. Outra aposta é o estado de Nova York, que já produz Rieslings encorpados e secos como os alemães modernos na região de Finger Lake. Também pode vir a ser grande produtor de Pinot noir e Cabernet franc devido à diminuição do risco de geadas.
Itália
A previsão para a região do Piemonte, berço das uvas Barolo e Barbera, é que a temperatura suba cerca de 1,3ºC nos próximos 50 anos. Mas a região que poderá ser mais afetada é a da Toscana. Estudos com a uva Sangiovese, com a qual são produzidos os Chianti e os Brunello de Montalcino, mostraram que as mudanças climáticas na Itália poderão levar ao amadurecimento mais rápido da fruta e maior variabilidade na produção.
OS POSSÍVEIS PRIVILEGIADOS
Canadá
O país que no passado só era capaz de produzir o icewine, vinho feito a partir de uvas supermaduras e congeladas, hoje se orgulha dos resultados obtidos com as uvas Chardonnay e Pinot noir. O potencial de produção de regiões como a Colúmbia Britânica e Niágara deverão crescer proporcionalmente ao aumento da temperatura.
Alemanha
É provavelmente o país que mais vem notando os efeitos do aquecimento. O amadurecimento precoce já fez com que os vinhos feitos a partir da principal uva local, a Riesling, tivessem um aumento de 2,5% no seu teor alcoólico nos últimos 30 anos. Também considerados bastante secos, os vinhos dessa variedade passaram a se benefi ciar de uma quantidade extra de açúcar. O sul da Alemanha já se tornou produtor de vinhos tintos obtidos a partir de Pinot noir e Spätburgunder, e a tendência é melhorar ainda mais com o aumento de temperatura.
Inglaterra
A mídia inglesa adora provocar os franceses e dizer que o aquecimento global forçará os produtores da região de Champagne, no nordeste da França, a investir no sul da Inglaterra. O aquecimento do ar e da corrente do Golfo vem possibilitando que a região de Sussex produza espumantes, que hoje somam 15% da produção total do país. Usando o método tradicional e clones das uvas francesas Pinot noir, Pinot munier e Chardonnay para produzir espumantes, a qualidade dos vinhos ingleses ainda não é uma ameaça aos veteranos franceses, mas as mudanças climáticas poderão equilibrar as condições entre os dois países.
Rússia
A bebida produzida no país vinha do sul, das regiões da Criméia e Krasnodar, e era artifi cialmente adoçada e alcoolizada para que se tornasse vinho. Nos primeiros anos do novo milênio, utilizando cepas e tecnologia francesas, o país passou a produzir vinhos secos brancos (Chardonnay, Sauvignon blanc e Aligoté) e tintos (Pinot franc, Krasnostop e Cabernet sauvignon). O aumento do calor pode ajudar no amadurecimento das variedades cultivadas.
Brasil
As previsões apontam de 1ºC a 3ºC o aumento da temperatura no país. A região da Serra Gaúcha, já bastante úmida, poderia sofrer com uma eventual elevação pluviométrica. O Vale do São Francisco, a segunda maior região produtora do Brasil, pouco seria afetado, pois as duas safras anuais já convivem com altas temperaturas e necessidade de irrigação. A boa novidade ficaria por conta de São Joaquim, no sul de Santa Catarina, uma das apostas do futuro. O clima da região já está menos frio e há bons vinhos brancos e tintos sendo produzidos a partir das variedades Chardonnay, Sauvignon blanc e Pinot noir.
Chile
As regiões do Vale Central e do Aconcágua serão as mais afetadas pelo aumento da temperatura. Uma alternativa é cultivar terras mais próximas ao Oceano Pacífico, que sofrem a influência da fria corrente marítima de Humboldt.
Argentina
A preocupação para os argentinos é manter o suprimento de água. Em Mendoza, a principal região produtora do país, as plantações da uva Malbec são irrigadas com a água vinda da Cordilheira dos Andes.
Dinamarca
Beneficiada pelo aquecimento global e pelo sol da meianoite, a Dinamarca está produzindo vinhos brancos, tintos, rosés e até espumantes a partir das uvas Müller-Turgau, Kerner, Auxerrois, Chardonnay e Pinot noir.
Bélgica
Algumas regiões do país, como Charleroi e Hageland, cultivam as uvas Pinot noir e Müller-Thurgau. O aumento da temperatura e o menor risco de nevascas ajudarão o amadurecimento das frutas.
Confira no mapa os países que podem ser beneficiados e os que podem ser prejudicados
























