amazônia
Governo e agronegócio prorrogam moratória da soja
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, assinou o termo de compromisso que representa a entrada do governo na Moratória da Soja. O acordo, firmado com ONGs, indústrias e exportadoras do setor, combate o grão plantado em áreas deflorestadas da Amazônia. Com a prorrogação, a moratória vigora até julho de 2009
Por Érica Georgino
Planeta Sustentável - 20/06/2008
As indústrias e empresas exportadoras com atividades ligadas à soja estão proibidas, até julho de 2009, de comercializar grãos plantados em áreas desflorestadas da Amazônia. A decisão foi tomada através da renovação da moratória da soja, ocorrida nesta terça-feira (17/06), em Brasília.
No encontro, assinaram um Termo de Compromisso associações civis, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a Abiove - Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, e a Anec - Associação Nacional dos Exportadores de Cereais. Estes dois grupos controlam, juntos, 94% do comércio brasileiro de soja.
A moratória existe desde julho de 2006, quando foi instituída com validade de dois anos. Na época, o acordo fora estabelecido apenas pelo setor privado e por associações civis, como o Greenpeace e o WWF Brasil. Agora o governo quer potencializar as ações de preservação, com o cadastro e o licenciamento ambiental das propriedades rurais no bioma da Amazônia.
Como contrapartida ao seu ingresso no acordo, o ministério pediu que o GTS - Grupo de Trabalho da Moratória da Soja, responsável pela implementação e pelo controle da medida, apresente um balanço detalhado dos avanços obtidos até o momento, e que aponte as áreas mais problemáticas de atuação.
O acordo é uma garantia na luta pela preservação da Amazônia, frente à pressão provocada pelos recentes recordes de alta nos preços dos grãos. Quando a restrição começou, em 2006, a saca de 60kg de soja custava US$10. Hoje, o preço fica em torno de US$23. Carlos Minc também anunciou que a moratória deverá ser expandida para os setores madeireiro e de carne bovina, num esforço de seu governo para estimular a legalização das cadeias produtivas .
O Termo de Compromisso assinado em Brasília está disponível no site do Ministério do Meio Ambiente.
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No encontro, assinaram um Termo de Compromisso associações civis, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a Abiove - Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, e a Anec - Associação Nacional dos Exportadores de Cereais. Estes dois grupos controlam, juntos, 94% do comércio brasileiro de soja.
A moratória existe desde julho de 2006, quando foi instituída com validade de dois anos. Na época, o acordo fora estabelecido apenas pelo setor privado e por associações civis, como o Greenpeace e o WWF Brasil. Agora o governo quer potencializar as ações de preservação, com o cadastro e o licenciamento ambiental das propriedades rurais no bioma da Amazônia.
Como contrapartida ao seu ingresso no acordo, o ministério pediu que o GTS - Grupo de Trabalho da Moratória da Soja, responsável pela implementação e pelo controle da medida, apresente um balanço detalhado dos avanços obtidos até o momento, e que aponte as áreas mais problemáticas de atuação.
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O Termo de Compromisso assinado em Brasília está disponível no site do Ministério do Meio Ambiente.
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