floresta em pé
Combate ao desmatamento fortalecerá receita brasileira
Novo relatório da ONG norte-americana AD Partners aponta que o fim progressivo do desmatamento pode estimular a agricultura brasileira e aumentar a receita do país em até R$ 545 bilhões até o ano de 2030
Mônica Nunes/Débora Spitzcovsky
Planeta Sustentável - 02/07/2010
Depois de afirmar, no relatório “Fazendas Aqui, Florestas Lá”, que o fim do desmatamento desestimularia o setor da agricultura nos países tropicais (saiba mais em ONGs lançam manifesto de apoio à produção agrícola), a entidade norte-americana AD Partners – Avoided Deforestation Partners voltou atrás e divulgou um novo estudo – dessa vez chamado de “Florestas Lá, Plantações Aqui” –, que mostra que o fim progressivo do desmatamento pode representar um grande potencial econômico para o Brasil, sobretudo no setor agrícola.
De acordo com o relatório, o combate ao desmatamento irá estimular a intensificação e a modernização das operações agrícolas que já existem no Brasil e, ainda, modificará, progressivamente, a agricultura de não-desmatamento no país, que leva vantagem por ter temperaturas relativamente constantes e milhões de hectares degradados disponíveis para produção. Em números, todas essas mudanças significam um aumento de R$ 260 a R$ 545 bilhões na receita brasileira, até o ano de 2030.
O estudo ainda cita uma recente pesquisa feita pelo Banco Mundial que mostra que a redução do desmatamento também pode beneficiar o setor brasileiro de criação de gado, estimulando melhorias no manejo de pastejo e nos estoques de reprodutores, entre outras mudanças que, segundo a pesquisa, só aumentariam os lucros do setor.
O novo relatório da AD Partners foi enviado para vários pesquisadores e ambientalistas brasileiros, que consideram que o maior benefício desse novo estudo é provar para os brasileiros que o combate ao desmatamento é de interesse nacional e não representará prejuízos para a economia do país, como muitos parlamentares e lideranças ruralistas brasileiras passaram a afirmar, após a divulgação do primeiro relatório da AD Partners, com a intenção de defender mudanças no Código Florestal.
Veja o relatório Floresta Lá, Plantações Aqui, na íntegra, em inglês.
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*AD Partners
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De acordo com o relatório, o combate ao desmatamento irá estimular a intensificação e a modernização das operações agrícolas que já existem no Brasil e, ainda, modificará, progressivamente, a agricultura de não-desmatamento no país, que leva vantagem por ter temperaturas relativamente constantes e milhões de hectares degradados disponíveis para produção. Em números, todas essas mudanças significam um aumento de R$ 260 a R$ 545 bilhões na receita brasileira, até o ano de 2030.
O estudo ainda cita uma recente pesquisa feita pelo Banco Mundial que mostra que a redução do desmatamento também pode beneficiar o setor brasileiro de criação de gado, estimulando melhorias no manejo de pastejo e nos estoques de reprodutores, entre outras mudanças que, segundo a pesquisa, só aumentariam os lucros do setor.
O novo relatório da AD Partners foi enviado para vários pesquisadores e ambientalistas brasileiros, que consideram que o maior benefício desse novo estudo é provar para os brasileiros que o combate ao desmatamento é de interesse nacional e não representará prejuízos para a economia do país, como muitos parlamentares e lideranças ruralistas brasileiras passaram a afirmar, após a divulgação do primeiro relatório da AD Partners, com a intenção de defender mudanças no Código Florestal.
Veja o relatório Floresta Lá, Plantações Aqui, na íntegra, em inglês.
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