contagem regressiva
Relatório GHG do Grupo Abril em fase final
O encontro realizado nesta quinta-feira, 19, na sede da Editora, em São Paulo, mostrou o que tem sido feito na empresa e quais os pontos principais do primeiro relatório, que será lançado no próximo mês
Manoella Oliveira
Planeta Sustentável - 19/03/2009
Membro fundador do Programa Brasileiro do GHG - Greenhouse Gas Protocol – junto com outras 26 empresas do país, o Grupo Abril apresentou, hoje, seus esforços para calcular suas emissões de gases de efeito estufa, em encontro sediado no prédio da Editora, em São Paulo (Veja reportagem Abril vai gerenciar emissões de gases de efeito estufa).
O inventário-piloto soma mais de 80% deste volume, distribuídos em seis endereços mais representativos, localizados no Rio de Janeiro e em São Paulo. O resultado final será apresentado no próximo mês. A intenção é sistematizar o plano corporativo de Sustentabilidade do Grupo Abril e, a partir do mapeamento, fazer o gerenciamento e a neutralização. Por meio dos grupos de trabalho, os processos serão reavaliados e aperfeiçoados.
De acordo com o líder da Abril no GHG Protocol, Daniel Fernandes, a minúcia da medição leva tempo e requer uma compilação de dados criteriosa sobre cada etapa produtiva de cada unidade. “Alguns dados como gasto de energia são fáceis de conseguir, mas o abastecimento de GLP, por exemplo, ainda é feito, em alguns locais, com botijões de gás. Localizar cada nota de cada entrega pode ser muito difícil”, explica.
Para facilitar a implementação das diretrizes de redução das emissões, a ideia é que a editora, futuramente, faça o inventário por produto. Por enquanto, os dados serão coletados de maneira global. Os próximos passos, após a divulgação do piloto, são incluir dados que, nesta primeira versão ficaram de fora, como os endereços faltantes (todos com menos de 200 funcionários, por isso menos significativos em termos de poluição) e o impacto da distância e do tipo de transporte utilizado pelos empregados na rota de casa para o trabalho e vice-versa.
Para a coordenadora adjunta do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV, Rachel Biderman, o Brasil está atrasado em relação à cultura de inventários, já muito comuns em países desenvolvidos, como a Inglaterra. “É uma ferramenta que permite conhecer a pegada carbônica dos negócios da empresa e de quem atende a ela. É preciso criar cultura de quantificar e divulgar esses números”, afirmou. A FGV é representante do GHG no país e parceria dos autores da ferramenta, o WRI - World Resources Institute - e o WBCSD - World Business Council for Sustainable Development.
Em sua exposição, o diretor-presidente da consultoria AMCE, Sérgio Esteves, frisou que as iniciativas foram “colocadas no papel” depois de internalizadas na rotina da empresa, em um processo de construção coletiva por funcionários de diferentes setores. Pluralidade, aliás, é um dos pilares que guia a Abril rumo à sustentabilidade assim como inovação e suas ferramentas. “Não é apenas inclusão, mas a construção de novas realidades equilibradas nos âmbitos social, econômico, ambiental e cultural”, disse.
As ações vão desde a avaliação de condições e relações de trabalho até o engajamento em iniciativas externas. A empresa verifica conformidade ambiental, desempenho de insumos, da produção e da prestação de serviços entre outras iniciativas. Além de promover uma mudança de padrão do consumo interno, a empresa estende seu posicionamento a seus fornecedores e também aos leitores, a quem destina seu conteúdo sobre sustentabilidade reunido no Planeta Sustentável.
Membro fundador do Programa Brasileiro do GHG - Greenhouse Gas Protocol – junto com outras 26 empresas do país, o Grupo Abril apresentou, hoje, seus esforços para calcular suas emissões de gases de efeito estufa, em encontro sediado no prédio da Editora, em São Paulo (Veja reportagem Abril vai gerenciar emissões de gases de efeito estufa).
O inventário-piloto soma mais de 80% deste volume, distribuídos em seis endereços mais representativos, localizados no Rio de Janeiro e em São Paulo. O resultado final será apresentado no próximo mês. A intenção é sistematizar o plano corporativo de Sustentabilidade do Grupo Abril e, a partir do mapeamento, fazer o gerenciamento e a neutralização. Por meio dos grupos de trabalho, os processos serão reavaliados e aperfeiçoados.
De acordo com o líder da Abril no GHG Protocol, Daniel Fernandes, a minúcia da medição leva tempo e requer uma compilação de dados criteriosa sobre cada etapa produtiva de cada unidade. “Alguns dados como gasto de energia são fáceis de conseguir, mas o abastecimento de GLP, por exemplo, ainda é feito, em alguns locais, com botijões de gás. Localizar cada nota de cada entrega pode ser muito difícil”, explica.
Para facilitar a implementação das diretrizes de redução das emissões, a ideia é que a editora, futuramente, faça o inventário por produto. Por enquanto, os dados serão coletados de maneira global. Os próximos passos, após a divulgação do piloto, são incluir dados que, nesta primeira versão ficaram de fora, como os endereços faltantes (todos com menos de 200 funcionários, por isso menos significativos em termos de poluição) e o impacto da distância e do tipo de transporte utilizado pelos empregados na rota de casa para o trabalho e vice-versa.
Para a coordenadora adjunta do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV, Rachel Biderman, o Brasil está atrasado em relação à cultura de inventários, já muito comuns em países desenvolvidos, como a Inglaterra. “É uma ferramenta que permite conhecer a pegada carbônica dos negócios da empresa e de quem atende a ela. É preciso criar cultura de quantificar e divulgar esses números”, afirmou. A FGV é representante do GHG no país e parceria dos autores da ferramenta, o WRI - World Resources Institute - e o WBCSD - World Business Council for Sustainable Development.
Em sua exposição, o diretor-presidente da consultoria AMCE, Sérgio Esteves, frisou que as iniciativas foram “colocadas no papel” depois de internalizadas na rotina da empresa, em um processo de construção coletiva por funcionários de diferentes setores. Pluralidade, aliás, é um dos pilares que guia a Abril rumo à sustentabilidade assim como inovação e suas ferramentas. “Não é apenas inclusão, mas a construção de novas realidades equilibradas nos âmbitos social, econômico, ambiental e cultural”, disse.
As ações vão desde a avaliação de condições e relações de trabalho até o engajamento em iniciativas externas. A empresa verifica conformidade ambiental, desempenho de insumos, da produção e da prestação de serviços entre outras iniciativas. Além de promover uma mudança de padrão do consumo interno, a empresa estende seu posicionamento a seus fornecedores e também aos leitores, a quem destina seu conteúdo sobre sustentabilidade reunido no Planeta Sustentável.