agenda ambiental
Abril debate Lei de Mudanças Climáticas de SP
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o secretário do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge, e o vereador Gilberto Natalini apresentaram a Lei de Mudanças Climáticas no auditório da editora durante o 1º Encontro Aberto da Agenda Ambiental da Abril
Thays Prado
Planeta Sustentável - 20/10/2009
Na tarde de ontem, a Editora Abril recebeu o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o secretário do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, e vereador Gilberto Natalini, no 1º Encontro Aberto da Agenda Ambiental da Abril, para a apresentação da Lei Municipal de Mudanças Climáticas (14.933/09), aprovada no dia 5 de junho deste ano.
Meire Fidélis, diretora de Relações Corporativas do Grupo Abril, comentou sobre a coragem da cidade de São Paulo em propor uma meta de redução de emissões de 30% até 2012. Para Sidnei Basile, vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Abril, as mudanças climáticas já estão causando efeitos visíveis no mundo e a sustentabilidade assumiu o topo das agendas política, econômica, ambiental e eleitoral.
O prefeito Gilberto Kassab disse que a aprovação da lei um ano após ser levada à Câmara dos Vereadores é uma ótima notícia. Ele ainda afirmou que “se São Paulo consegue [aprovar uma lei de mudanças climáticas], todos os municípios podem conseguir”. O vereador Natalini ainda lembrou que a lei foi aprovada na Câmara por unanimidade, recebendo voto positivo dos 51 vereadores presentes no dia da votação.
Eduardo Jorge disse que, em 2005, quando São Paulo começou a se preocupar com o tema das mudanças climáticas e integrou o C40 – Cidades do Grupo de Liderança em Clima, que reúne as 40 maiores cidades do mundo –, o país não tinha a menor disposição de se mover sobre o assunto, considerado um problema apenas dos países do Anexo 1. “Isso tinha um efeito desmobilizador sobre a sociedade”, comentou o secretário.
Entre as ações da cidade de São Paulo para combater as mudanças climáticas, Eduardo Jorge citou a captação e o aproveitamento do metano gerado pelos dois aterros sanitários do município como fonte de energia, lançada na rede elétrica, para 600 mil paulistanos. Além disso, a iniciativa gera créditos de carbono, que já renderam R$70 milhões para a Prefeitura nos últimos três anos.
Outra atitude paulistana é a implementação da inspeção veicular, que cumpre tanto o papel de evitar as emissões de gases de efeito estufa para a atmosfera e, com isso, conter o aquecimento global, quanto o de diminuir a poluição do ar. A estimativa é de que até o final do ano que vem, 100% da frota seja inspecionada.
O plantio de árvores na cidade, segundo o secretário, também já é capaz de neutralizar 40% das emissões de carbono da Prefeitura.
Entre as iniciativas futuras de São Paulo para contribuir com o combate às mudanças climáticas, Eduardo Jorge espera que haja mais investimentos em transporte limpo, com a ampliação das linhas de metrô e a modernização dos trens, a recuperação de trólebus e monotrilhos, de modo que a redução da dependência de petróleo na cidade seja de cerca de 10% ao ano.
Na tarde de ontem, a Editora Abril recebeu o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o secretário do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, e vereador Gilberto Natalini, no 1º Encontro Aberto da Agenda Ambiental da Abril, para a apresentação da Lei Municipal de Mudanças Climáticas (14.933/09), aprovada no dia 5 de junho deste ano.
Meire Fidélis, diretora de Relações Corporativas do Grupo Abril, comentou sobre a coragem da cidade de São Paulo em propor uma meta de redução de emissões de 30% até 2012. Para Sidnei Basile, vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Abril, as mudanças climáticas já estão causando efeitos visíveis no mundo e a sustentabilidade assumiu o topo das agendas política, econômica, ambiental e eleitoral.
O prefeito Gilberto Kassab disse que a aprovação da lei um ano após ser levada à Câmara dos Vereadores é uma ótima notícia. Ele ainda afirmou que “se São Paulo consegue [aprovar uma lei de mudanças climáticas], todos os municípios podem conseguir”. O vereador Natalini ainda lembrou que a lei foi aprovada na Câmara por unanimidade, recebendo voto positivo dos 51 vereadores presentes no dia da votação.
Eduardo Jorge disse que, em 2005, quando São Paulo começou a se preocupar com o tema das mudanças climáticas e integrou o C40 – Cidades do Grupo de Liderança em Clima, que reúne as 40 maiores cidades do mundo –, o país não tinha a menor disposição de se mover sobre o assunto, considerado um problema apenas dos países do Anexo 1. “Isso tinha um efeito desmobilizador sobre a sociedade”, comentou o secretário.
Entre as ações da cidade de São Paulo para combater as mudanças climáticas, Eduardo Jorge citou a captação e o aproveitamento do metano gerado pelos dois aterros sanitários do município como fonte de energia, lançada na rede elétrica, para 600 mil paulistanos. Além disso, a iniciativa gera créditos de carbono, que já renderam R$70 milhões para a Prefeitura nos últimos três anos.
Outra atitude paulistana é a implementação da inspeção veicular, que cumpre tanto o papel de evitar as emissões de gases de efeito estufa para a atmosfera e, com isso, conter o aquecimento global, quanto o de diminuir a poluição do ar. A estimativa é de que até o final do ano que vem, 100% da frota seja inspecionada.
O plantio de árvores na cidade, segundo o secretário, também já é capaz de neutralizar 40% das emissões de carbono da Prefeitura.
Entre as iniciativas futuras de São Paulo para contribuir com o combate às mudanças climáticas, Eduardo Jorge espera que haja mais investimentos em transporte limpo, com a ampliação das linhas de metrô e a modernização dos trens, a recuperação de trólebus e monotrilhos, de modo que a redução da dependência de petróleo na cidade seja de cerca de 10% ao ano.