Praça Victor Civita
Exemplo a céu aberto
Roberto Civita, presidente da Editora Abril, e Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, entregam a Praça Victor Civita, um marco na história da sustentabilidade
Por Nataly Pugliesi
Revista Contigo! - 11/2008
São Paulo ganha um presente que também é um exemplo a todas as pessoas interessadas em conservação do meio ambiente. A Praça Victor Civita, o mais novo espaço público do bairro de Pinheiros, ao lado da Editora Abril, surgiu onde antes funcionava um incinerador de lixo. Agora, além de lazer e descanso, o endereço oferece programação cultural e de educação ambiental. A inauguração, na noite de segunda-feira (3), foi embalada pela música da Orquestra Filarmônica Paulista, regida por Abel Rocha, e pelas vozes da soprano Rosana Lamosa e do tenor Rubens Medina. Entre os 700 convidados estavam os representantes da parceria que transformou o projeto em realidade: o presidente da Editora Abril, Roberto Civita, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, a presidente do Instituto Itaú Cultural, Milú Villela, o presidente da Even Construtora, Carlos Terepins, e o gerente de comunicação da Regional São Paulo da Petrobras, José Barbosa. O vice-governador do Estado de São Paulo, Alberto Goldman, representou o governador José Serra.
O descerramento da placa oficial foi feito pelo prefeito e por Roberto Civita, enquanto Rosana Lamosa interpretou O Mio Babbino Caro, ária da ópera Gianni Schicchi, de Giacomo Puccini, composição favorita de Victor Civita (1907–1990), que fundou o Grupo Abril, em 1950. Além do evento inaugural, a noite também serviu para marcar o início das atividades culturais e de educação ambiental do espaço.
VIDA NA PRAÇA
Sob a gestão e a coordenação do Instituto Abril, a Praça Victor Civita foi construída sobre um terreno degradado. Houve o aproveitamento e a descontaminação das instalações físicas, onde, ao longo do período 1949–1989, queimavam-se cerca de 200 toneladas de lixo por dia.
O projeto, da arquiteta Adriana Levisky, incorporou diversas soluções pautadas pelos preceitos da sustentabilidade. Por exemplo, o grande deck de madeira legalizada que forma um percurso de 700 metros para caminhada, descanso, reflexão e que isola o público do terreno danificado pelas cinzas que durante 40 anos foram ali enterradas. Essas áreas receberam uma camada de 50 centímetros de terra nova ou o equivalente a duas piscinas olímpicas.
Outra atração são os 14 painéis dispostos ao longo do percurso. Eles permitem ao visitante conhecer os detalhes das intervenções. Informam, por exemplo, que os jardins estão plantados 60 centímetros acima do solo original, e sobre uma estrutura de brita, manta de borracha e ardósia, tudo para exibir uma das possibilidades de recuperação de áreas degradadas. No prédio do museu, até o esgoto recebe tratamento para posterior reuso. O aço, outro material muito evidente na praça, também tem origem correta: uma empresa que recicla 80% do metal que produz.
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Sob a gestão e a coordenação do Instituto Abril, a Praça Victor Civita foi construída sobre um terreno degradado. Houve o aproveitamento e a descontaminação das instalações físicas, onde, ao longo do período 1949–1989, queimavam-se cerca de 200 toneladas de lixo por dia.
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