Estudo McKinsey - Lixo
Emissões de resíduos podem ser abatidas totalmente
Estudo da McKinsey mostra que o potencial de redução no país é de 63 milhões de toneladas anuais de GEE em 2030, estimulado pela reciclagem, o que significa mais de 100% do total
Manoella Oliveira
Planeta Sustentável - 12/03/2009
A sala temática de tratamento de resíduos deu continuidade e detalhamento à exposição do estudo sobre os caminhos para uma economia de baixo carbono no Brasil nesse âmbito. Mediado pelo publisher do Planeta Sustentável e diretor do Núcleo de Turismo da Editora Abril, Caco de Paula, o debate seguiu com exposições do gerente de projetos da McKinsey, José Renato Nogueira, do diretor-presidente do Instituto Akatu e conselheiro do Planeta Sustentável, Hélio Mattar, e do assessor de Meio Ambiente da presidência da Sabesp, Marcelo Morgado.
O setor de resíduos no país responde por uma pequena parte de emissões, representa aproximadamente 2%, em contraposição ao que acontece em outras partes do mundo. No entanto, é preciso observar a importância desse volume, que se torna significativo, cerca de 54 milhões de toneladas de GEE anuais em 2030, em função das dimensões territoriais brasileiras.
A pesquisa destaca, ainda, que esse número pode ser superado em abatimento. A expectativa é que seja evitado o lançamento de 63 milhões de toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera por ano em 2030 com a ajuda da reciclagem. As oportunidade são provenientes, por exemplo, da ação com resíduos novos e existentes em aterros, como a captura e queima de metano e sua transformação em energia elétrica.
Desconsiderando os setores ligados ao uso da terra, como floresta e agricultura, este é o campo de maior potencial de redução, atrás apenas de transportes terrestres. A reciclagem de lixo responde por 85% dessas oportunidades.
O consumo também foi tema levantado na discussão, pelo Instituto Akatu, que trabalha para conscientizar as pessoas sobre o peso de suas ações individuais. Segundo Mattar, esse é um desafio cultural. “As pessoas não reconhecem os impactos causados pelos seus hábitos de consumo. A ligação esse comportamento e a emissão de carbono ainda é muito abstrata para elas”, disse.
Outro ponto desconhecido pelas pessoas é que o padrão de compra dos cidadãos é mobilizador e influencia, em diferentes graus, os hábitos de outros atores sociais. O maior problema é o desperdício.
Dados do Instituto mostram que a quantidade de pessoas no mundo entre 1960 e 1999 dobrou enquanto o consumo quadriplicou. Hoje já se sabe que o consumo humano é 30% superior ao que o planeta consegue renovar e que um terço dos alimentos que os brasileiros compram vai direto para o lixo.
Morgado acrescentou que os problemas ambientais pode trazer, além do esgotamento da Terra, influências para os negócios, como acontece com a Sabesp. O assessor afirmou que reconhecer valores ambientais integra a política da companhia e que a degradação pode trazer consequências negativas para o setor privado.
“Para fornecer água, é preciso conservar os mananciais, por exemplo. O efeito estufa também afeta o negócio: altera o regime de chuvas e aumenta a evaporação nas represa”, contou. Por isso, a Sabesp se empenha em realizar parcerias e iniciativas sustentáveis, como a ação que reduziu as perdas de água em 2008 de 29,5% para 27,7%, uma economia equivalente ao consumo de 600 mil habitantes.
A sala temática de tratamento de resíduos deu continuidade e detalhamento à exposição do estudo sobre os caminhos para uma economia de baixo carbono no Brasil nesse âmbito. Mediado pelo publisher do Planeta Sustentável e diretor do Núcleo de Turismo da Editora Abril, Caco de Paula, o debate seguiu com exposições do gerente de projetos da McKinsey, José Renato Nogueira, do diretor-presidente do Instituto Akatu e conselheiro do Planeta Sustentável, Hélio Mattar, e do assessor de Meio Ambiente da presidência da Sabesp, Marcelo Morgado.
O setor de resíduos no país responde por uma pequena parte de emissões, representa aproximadamente 2%, em contraposição ao que acontece em outras partes do mundo. No entanto, é preciso observar a importância desse volume, que se torna significativo, cerca de 54 milhões de toneladas de GEE anuais em 2030, em função das dimensões territoriais brasileiras.
A pesquisa destaca, ainda, que esse número pode ser superado em abatimento. A expectativa é que seja evitado o lançamento de 63 milhões de toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera por ano em 2030 com a ajuda da reciclagem. As oportunidade são provenientes, por exemplo, da ação com resíduos novos e existentes em aterros, como a captura e queima de metano e sua transformação em energia elétrica.
Desconsiderando os setores ligados ao uso da terra, como floresta e agricultura, este é o campo de maior potencial de redução, atrás apenas de transportes terrestres. A reciclagem de lixo responde por 85% dessas oportunidades.
O consumo também foi tema levantado na discussão, pelo Instituto Akatu, que trabalha para conscientizar as pessoas sobre o peso de suas ações individuais. Segundo Mattar, esse é um desafio cultural. “As pessoas não reconhecem os impactos causados pelos seus hábitos de consumo. A ligação esse comportamento e a emissão de carbono ainda é muito abstrata para elas”, disse.
Outro ponto desconhecido pelas pessoas é que o padrão de compra dos cidadãos é mobilizador e influencia, em diferentes graus, os hábitos de outros atores sociais. O maior problema é o desperdício.
Dados do Instituto mostram que a quantidade de pessoas no mundo entre 1960 e 1999 dobrou enquanto o consumo quadriplicou. Hoje já se sabe que o consumo humano é 30% superior ao que o planeta consegue renovar e que um terço dos alimentos que os brasileiros compram vai direto para o lixo.
Morgado acrescentou que os problemas ambientais pode trazer, além do esgotamento da Terra, influências para os negócios, como acontece com a Sabesp. O assessor afirmou que reconhecer valores ambientais integra a política da companhia e que a degradação pode trazer consequências negativas para o setor privado.
“Para fornecer água, é preciso conservar os mananciais, por exemplo. O efeito estufa também afeta o negócio: altera o regime de chuvas e aumenta a evaporação nas represa”, contou. Por isso, a Sabesp se empenha em realizar parcerias e iniciativas sustentáveis, como a ação que reduziu as perdas de água em 2008 de 29,5% para 27,7%, uma economia equivalente ao consumo de 600 mil habitantes.