Estudo McKinsey - Agricultura
Agricultura é segundo maior emissor de GEE
Apesar de ser um dos grandes responsáveis pelas emissões de gases de efeito esfufa, no país, a agriculturao apresenta boa parte das oportunidades de mudança. Essa foi a conclusão de discussão que reuniu Adalgiso Telles, diretor da Bunge, e Matthew Shirts, coordenador do Planeta Sustentável
Daniela Marques
Planeta Sustentável - 12/03/2009
A sessão temática realizada durante o evento “O Brasil em um mundo de baixo carbono” para discussão do tema Agricultura foi mediada por Matthew Shirts, Coordenador do Planeta Sustentável e redator-chefe da National Geographic Brasil.
Cláudio Silva, especialista na área de materiais básicos da McKinsey, apresentou dados que apontam a agricultura como o segundo setor mais relevante na emissão de gases de efeito estufa (GEE). A atividade, à frente somente do setor florestal, apresenta ainda potencial de crescimento de 40% até 2030.
Por outro lado, é também aí que se encontram grandes oportunidades de abatimento na emissão dos GEE. 14% das possibilidades de redução podem ser conquistadas com mudanças na agricultura.
Para falar sobre a relação com o setor, Adalgiso Telles, diretor corporativo de comunicação e sustentabilidade da Bunge Alimentos, abriu o debate sugerindo que se passasse a usar o termo Agropecuária no lugar de Agricultura.
Segundo ele, a palavra traduzida diretamente do modelo norteamericano não se aplica corretamente à realidade brasileira, já que, a partir do próprio estudo, fica difícil separar agricultura de pecuária.
O diretor elogiou a metodologia utilizada e a riqueza das informações do estudo. Mas sugeriu que algumas bases de dados sejam revistas para que o documento se torne mais fiel à realidade do País. “Temos que considerar que os EUA têm um perfil geoclimático muito diferente”, comenta.
Para diminuir o impacto ambiental da agropecuária, o diretor da Bunge apresentou práticas da companhia que têm como princípio três pilares: conscientização, capacitação e reconhecimento (prêmios).
De acordo com Telles quando nada funciona e os produtores atuam em desacordo com as normas ambientais da Bunge, contratos podem ser rescindidos de forma unilateral.
O diretor destaca ainda a importância de um trabalho desenvolvido em conjunto entre diferentes atores. “Nenhum stakeholder tem o poder de resolver sozinho, mas não adianta nada ficar empurrando o problema de um para o outro”, avalia.
Em relação ao papel do setor público, o diretor entende que o governo deve atuar não só na fiscalização das propriedades, como também na simplificação do Código Florestal.
Pela sua experiência, Telles tem observado que quando a informação chega aos produtores de forma clara e eles compreendem as perdas que podem ter, todos se sensibilizam.
Confira a cobertura completa do evento.
A sessão temática realizada durante o evento “O Brasil em um mundo de baixo carbono” para discussão do tema Agricultura foi mediada por Matthew Shirts, Coordenador do Planeta Sustentável e redator-chefe da National Geographic Brasil.
Cláudio Silva, especialista na área de materiais básicos da McKinsey, apresentou dados que apontam a agricultura como o segundo setor mais relevante na emissão de gases de efeito estufa (GEE). A atividade, à frente somente do setor florestal, apresenta ainda potencial de crescimento de 40% até 2030.
Por outro lado, é também aí que se encontram grandes oportunidades de abatimento na emissão dos GEE. 14% das possibilidades de redução podem ser conquistadas com mudanças na agricultura.
Para falar sobre a relação com o setor, Adalgiso Telles, diretor corporativo de comunicação e sustentabilidade da Bunge Alimentos, abriu o debate sugerindo que se passasse a usar o termo Agropecuária no lugar de Agricultura.
Segundo ele, a palavra traduzida diretamente do modelo norteamericano não se aplica corretamente à realidade brasileira, já que, a partir do próprio estudo, fica difícil separar agricultura de pecuária.
O diretor elogiou a metodologia utilizada e a riqueza das informações do estudo. Mas sugeriu que algumas bases de dados sejam revistas para que o documento se torne mais fiel à realidade do País. “Temos que considerar que os EUA têm um perfil geoclimático muito diferente”, comenta.
Para diminuir o impacto ambiental da agropecuária, o diretor da Bunge apresentou práticas da companhia que têm como princípio três pilares: conscientização, capacitação e reconhecimento (prêmios).
De acordo com Telles quando nada funciona e os produtores atuam em desacordo com as normas ambientais da Bunge, contratos podem ser rescindidos de forma unilateral.
O diretor destaca ainda a importância de um trabalho desenvolvido em conjunto entre diferentes atores. “Nenhum stakeholder tem o poder de resolver sozinho, mas não adianta nada ficar empurrando o problema de um para o outro”, avalia.
Em relação ao papel do setor público, o diretor entende que o governo deve atuar não só na fiscalização das propriedades, como também na simplificação do Código Florestal.
Pela sua experiência, Telles tem observado que quando a informação chega aos produtores de forma clara e eles compreendem as perdas que podem ter, todos se sensibilizam.
Confira a cobertura completa do evento.