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Para onde foi o seu dinheiro? Afonso Capelas Jr. - 08/02/2013 às 17:44

Se você não sabe responder a essa pergunta quando paga impostos (e não são poucos), seus problemas acabaram. A ONG Rede Nossa São Paulo acaba de criar um aplicativo para smartphones chamado, justamente, “Para onde foi o meu dinheiro”. Com ele é possível saber – tintim por tintim – em quais setores ele é aplicado: Educação, Cultura, Transportes, Saúde, Meio Ambiente, Urbanismo…

Atualmente o poder público tem sido pressionado a prestar contas de seus gastos orçamentários. O governo federal, bem como muitos estados e municípios, já estão prestando contas em seus respectivos portais. Acontece que nem todos os cidadãos têm a paciência de ficar vasculhando essas informações na internet. Até porque muitas vezes elas estão dispersas dentro dos sites e quase sempre os números são publicados de forma incompreensível para a maioria dos mortais.

O mérito do aplicativo da Rede Nossa São Paulo é, então, agregar todas as informações disponíveis na internet em um só lugar, de forma simples, didática, fácil de entender. O aplicativo busca todas as contas governamentais à disposição na rede.

No estado de São Paulo, por exemplo, R$ 39 bilhões foram gastos com “encargos especiais”, em 2012, e apenas R$ 5 bilhões com transportes. Com relação ao meio ambiente, menos de R$ 900 milhões foram usados. Qualquer cidadão paulista pode, então, pedir esclarecimentos para o governador e os deputados estaduais sobre o que seriam esses “encargos especiais” tão caros.

Por enquanto, apenas os orçamentos do estado de São Paulo e da capital paulista, além do Governo Federal estão disponíveis. Mas os desenvolvedores prometem estender o serviço para outros estados e municípios brasileiros que mantenham suas contas abertas e publicadas.

O programinha – ainda em fase experimental – pode ser baixada gratuitamente direto no celular. Quem não dispõe de um aparelho com sistema operacional Android, nem Iphone pode checar para onde está indo seu rico dinheirinho no site da ONG. É uma boa forma de verificar se as verbas estão sendo bem utilizadas e exercer sua cidadania. É também um incentivo para que todos os estados e municípios divulguem suas contas abertamente.

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Pedalar e comer em Buenos Aires Afonso Capelas Jr. - 01/02/2013 às 18:20

Em setembro do ano passado noticiei aqui que a cidade de Buenos Aires já se adianta no bom caminho de incentivar o uso da bicicleta entre seus habitantes e turistas. Expansão de ciclovias e incentivos para que empresas e universidades participem de programas de empréstimo das magrelas fazem parte dessa iniciativa.

Agora, os bares e restaurantes da capital argentina também entraram na onda, já que perceberam o nítido aumento de ciclistas na cidade, inclusive durante a noite: estão oferecendo simpáticos descontos para os clientes que chegarem aos seus estabelecimentos pedalando, além de locais apropriados para estacionar as bikes.

Os portenhos estão mesmo aderindo à ideia de ganhar as ruas de sua cidade pedalando tranquilamente e com segurança. Assim, Buenos Aires inaugura uma nova era na área de mobilidade. Tem tudo para dar certo e, por isso mesmo, mais e mais iniciativas vão se multiplicando.

Muitos shows já saem na faixa para quem aparecer de bicicleta às apresentações musicais. A cadeia de lanchonetes Tea Connection também está disponibilizando bicicletários e a segunda xícara de chá grátis para seus clientes do pedal.

Esses roteiros onde ciclistas são sempre muito bem tratados podem ser checados no portal La vida em bici, criado por um grupo de amantes das magrelas.

A prefeitura estima que mais de 100 km de ciclovias já foram abertas na cidade, onde 150 mil viagens de bicicleta são feitas diariamente.

Para quem, como eu, vive em uma cidade onde bicicletas ainda não são bem-vindas na grande maioria dos bares, restaurantes e demais estabelecimentos comerciais – onde nem ao menos há lugares adequados para estacioná-las – Buenos Aires está se tornando um paraíso. Mas chegaremos lá.

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Los hermanos pedalam

Imagem – Creative Commons

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Mais cidades sustentáveis Afonso Capelas Jr. - 25/01/2013 às 14:26

Quase 200 cidades de Norte a Sul do Brasil aderiram, em 2013, ao Programa Cidades Sustentáveis, incentivado pela organização não governamental Rede Nossa São Paulo. Isto quer dizer que os prefeitos e vereadores eleitos no ano passado nesses municípios – assim como os partidos políticos a que estão afiliados – se comprometeram a adotar práticas de sustentabilidade em todas as ações de seus mandatos. No total, mais de 550 candidatos aderiram ao programa.

Lançado em agosto do ano passado, o Programa Cidades Sustentáveis propõe 100 indicadores em 12 eixos básicos. Eles servem para traçar um diagnóstico minucioso das questões de sustentabilidade em áreas urbanas, com objetivos baseados em bons exemplos praticados em vários países: abertura de ciclovias, controle da poluição atmosférica, melhor mobilidade, saneamento básico, adoção de energias alternativas, implantação de áreas verdes, mais qualidade de vida, enfim.

Funciona assim: ao assinar a carta de compromisso com o Programa Cidades Sustentáveis cada governante deve fechar o diagnóstico da situação atual de sua cidade em até 90 dias. Depois precisa esboçar um plano de metas de governo com base nos indicadores de sustentabilidade ano a ano até o final de seu mandato, sempre prestando contas à sociedade de tudo o que efetivamente colocou em prática. Em contrapartida, os cidadãos têm o dever de fiscalizar e exigir que o plano de metas seja devidamente cumprido.

Clique aqui e confira se o prefeito da sua cidade é signatário do programa. Se você mora em uma delas fique de olho nas ações dos seus representantes políticos, cobre deles as metas prometidas. Caso a sua cidade não conste da lista do Cidades Sustentáveis questione o porque e exija que os próximos candidatos assinem o compromisso com o programa.

Imagem – Creative Commons

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Sustentável na Prática

AFONSO CAPELAS JR

é paulistano, jornalista e produz textos sobre meio ambiente, turismo ecológico e sustentabilidade desde que saiu da faculdade (ou seja, faz tempo). Colabora com a revista National Geographic e o site do Planeta Sustentável. Neste blog – atualizado às terças e sextas - debate com os leitores ideias sobre o que podemos fazer pela sustentabilidade em nosso dia-a-dia. Sem dor, sem chatice, sem imposição, mas com a consciência de que não vivemos mais a era do desperdício. Afinal, está na hora de enfrentarmos o século 21. Você tem dúvidas sobre como ser sustentável na prática? Então, pergunte para o Afonso! As mais relevantes serão respondidas aqui no blog. Seu e-mail é pergunteaoafonso@gmail.com

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