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Mãos à horta em BH Afonso Capelas Jr. - 19/09/2014 às 16:25

HORTA_URBANA_OK_3Uma ideia genial está brotando em Belo Horizonte e bem poderia ser replicada em outras grandes cidades brasileiras. É o mapeamento das hortas urbanas da região metropolitana da capital mineira. A iniciativa é do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, por meio de um projeto de extensão universitária do curso de Ciências Biológicas, chamado Verde Comunitário.

A intenção é discutir e divulgar o uso de espaços urbanos na região metropolitana de Belo Horizonte para o cultivo agroecológico comunitário. Essa atividade inclui o plantio não só de alimentos, como também de espécies medicinais e ornamentais.

“Vale desde um vasinho de hortelã na janela, até uma grande horta comercial”, diz Marina Alvim, coordenadora do projeto. O Verde Comunitário inspirou-se na constatação de que a agricultura urbana vem ganhando muitos novos adeptos nos últimos anos no Brasil. Essa atividade já é reconhecida pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e considerada uma das mais importantes para o combate à fome nas cidades.

O Verde Comunitário começou suas atividades no próprio campus universitário. “Mantemos uma horta cultivada por alunos e funcionários em recipientes feitos com material reciclável”, conta Marina.

Além disso, os universitários do Izabela Hendrix colaboram com a instalação de hortas e jardins em outras instituições de ensino da Educação Básica da região de Belo Horizonte. “Também ministramos mini cursos e oficinas gratuitas para formar multiplicadores de práticas agroecológicas e sustentáveis”, revela a coordenadora do projeto.

Marina Alvim informa que, agora, o Verde Comunitário pretende mapear experiências espontâneas de cultivo agrícola urbano e periurbano em Belo Horizonte e sua região metropolitana.

Para esse mapeamento, o projeto criou um mapa colaborativo em sua página na internet. Assim, quem mora em Belo Horizonte e tem, ao menos, um vaso de hortaliças na janela do seu apartamento pode divulgar sua experiência no mapa que o Verde Comunitário mantém.

O mapa ilustrado está dividido nas seguintes categorias: Hortas domésticas, comunitárias, escolares ou institucionais, verticais e suspensas, hidropônicas, comercial ou, simplesmente, na janela.

É possível, inclusive, postar fotos de sua horta. Os relatos podem ser feitos também diretamente de aparelhos celulares com os sistemas operacionais iOS ou Android, por meio do aplicativo Ushahidi, disponibilizado na própria página do Verde Comunitário.

Quem não vive na capital mineira e achou a iniciativa interessante pode lançar a ideia em sua instituição de ensino ou em sua comunidade.

Depois é só colher os bons frutos.

Site do Verde Comunitário

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Imagem – Creative Commons

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PET por metrô e recarga de celular Afonso Capelas Jr. - 12/09/2014 às 20:35

LixoPEQUIM_OK_3Se essa ideia vier para o Brasil quem sabe nunca mais veremos garrafas PET jogadas pelas ruas ou boiando nos rios e córregos. Pequim está conseguindo reciclar nada menos que 90% das garrafas plásticas produzidas na cidade de forma simples e criativa: oferecendo recarga para celulares ou créditos para viagens de metrô em troca das PETs.

Como? Disponibilizando em várias partes da cidade 34 máquinas automáticas, que eles estão chamando de máquinas de reciclagem. O cidadão coloca uma garrafa no local apropriado e, dependendo do peso e do tamanho dela, a máquina reconhece seu valor de reciclagem e disponibiliza créditos proporcionais para recarga de celular ou para fazer viagens de metrô.

As primeiras doze máquinas de reciclagem foram instaladas em 2012, dentro das mais movimentadas estações de metrô. Foi um sucesso e os chineses aderiram prontamente. A meta futura é espalhar três mil delas por toda a capital chinesa.

Hoje, Pequim chega a reciclar 15 mi toneladas de garrafas PET por ano, antes mesmo que elas cheguem aos aterros sanitários.

Quem sabe as máquinas venham para cá e virem moda incentivando os brasileiros a cultivar o comportamento responsável de promover a reciclagem.

A diferença do Brasil para a China é que por lá a reciclagem não é só uma questão ambiental. A atividade também é encarada como um negócio, como deveria ser aqui também.

E negócio dos mais lucrativos do país. Tanto que as máquinas são produzidas, instaladas e gerenciadas pela maior empresa recicladora de toda a Ásia, a Incom Resources Recovery.

É que falta ao Brasil: enxergar a reciclagem como uma atividade econômica lucrativa, moderna, definitiva.

Ainda chegaremos lá.

Imagem – Creative Commons

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Vale a pena uma composteira? Afonso Capelas Jr. - 09/09/2014 às 13:49

COMPOSTEIRA_OK_3Quero fazer uma composteira em casa, mas me disseram que é muito complicado, além de atrair insetos e causar mau cheiro. É possível fazer uma composteira pequena e simples sem esses efeitos indesejáveis? Cida Moretti, Guarulhos, SP.

Cida, pelo que sei não é tão complicado manter uma composteira doméstica. Basta apenas ter dedicação e observar alguns cuidados e ela certamente não vai provocar mau cheiro, nem a proliferação de insetos.

A composteira é uma boa opção para dar uma destinação mais adequada a boa parte do lixo orgânico produzido em casa. Assim, restos de comida, cascas de frutas e de legumes, folhas de plantas e até saquinhos de chá e papéis velhos (sem tinta) podem ser usados para alimentá-las.

Depois de algum tempo necessário para o processo de decomposição de todo esse material, você terá um ótimo adubo natural para dar mais vida e saúde às suas plantas.

O Instituto de Botânica da Universidade de São Paulo afirma que até metade do lixo orgânico doméstico pode ter esse destino mais nobre do que os aterros sanitários das cidades. Além de reduzir os riscos ambientais, isto gera também uma grande economia às prefeituras.

Há muitas boas receitas de como se fazer uma composteira doméstica na internet. Mas gostei de uma idealizada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Para quem não sabe, a Embrapa é uma das instituições mais avançadas na área de desenvolvimento de novas tecnologias para a agricultura e a pecuária no Brasil.

A composteira da Embrapa é extremamente simples e barata que não ocupa espaço porque é verticalizada. Serão necessários apenas três baldes, uma torneira de plástico e um pequeno filtro feito de algodão e carvão em pó. E, convenhamos, se foi projetada pela Embrapa, com certeza funciona e bem.

O adubo totalmente ecológico que vai se formar tem tanta qualidade que você poderá até usá-lo para incrementar uma pequena horta. Até mesmo o chorume – o líquido produzido pela decomposição dos materiais orgânicos – pode ser aproveitado para regar as plantas. Segundo a Embrapa, ele é um ótimo fertilizante.

No final das contas, acho que vale muito a pena ter uma composteira em casa, Cida. Clique aqui e saiba de todas as dicas da Embrapa sobre como fazer e manter sua composteira caseira.

Divirta-se!

Imagem – Creative Commons

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Sustentável na Prática

AFONSO CAPELAS JR

é paulistano, jornalista e produz textos sobre meio ambiente, turismo ecológico e sustentabilidade desde que saiu da faculdade (ou seja, faz tempo). Colabora com a revista National Geographic e o site do Planeta Sustentável. Neste blog – atualizado às terças e sextas - debate com os leitores ideias sobre o que podemos fazer pela sustentabilidade em nosso dia-a-dia. Sem dor, sem chatice, sem imposição, mas com a consciência de que não vivemos mais a era do desperdício. Afinal, está na hora de enfrentarmos o século 21. Você tem dúvidas sobre como ser sustentável na prática? Então, pergunte para o Afonso! As mais relevantes serão respondidas aqui no blog. Seu e-mail é pergunteaoafonso@gmail.com

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