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Nossa alimentação ainda vai mal Afonso Capelas Jr. - 12/04/2015 às 12:11

GARFO_FACA_OK_3Acaba de sair a mais recente pesquisa do Ministério da Saúde sobre os hábitos alimentares dos brasileiros. A conclusão é a de que ainda comemos mal. A pesquisa feita pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2014 revela que apenas 24,1% da população do país consomem a quantidade de frutas e hortaliças ideal para prevenir doenças estipulada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Essa quantidade, determina a OMS, é algo em torno de 400 gramas de frutas e verduras diariamente, em cinco ou mais dias da semana. As mulheres são as que mais consomem esses itens, com 28,3% do recomendável. Apenas 19,3% dos homens brasileiros costumam comer frutas e verduras habitualmente.

Ao contrário, quando o alimento é a carne os homens são imbatíveis. Mais de 38% devoram carnes com excesso de gordura, enquanto que as mulheres só comem 21,7%. No total, 29,4% da população brasileira comem carnes muito gordurosas.

Já com relação aos refrigerantes o consumo decresceu em 20% nos últimos seis anos. Mas ainda tem muita gente ingerindo bebidas açucaradas e engordativas: 20% dos brasileiros bebem refrigerantes cinco ou mais vezes por semana.

O feijão nosso de cada dia continua imbatível na preferência nacional, o que é um hábito muito saudável, associado ao arroz. A pesquisa Vigitel apontou que 66% dos brasileiros comem esse alimento em cinco ou mais dias da semana. Nesse quesito os homens ingerem 73% nesse período e as mulheres 61%.

Acompanhe a comparação entre as pesquisas Vigitel de 2009 e 2014:

- Em 2009 o consumo de frutas e hortaliças foi de 18,9%, em cinco ou seis dias da semana. Em 2014, 24,1%;

- Os brasileiros consumiram mais carnes com excesso de gordura em 2009, com porcentagem de 33%. Em 2014 o consumo foi de 29,4%;

- Bebíamos mais refrigerantes em 2009. O consumo dessas bebidas era de 26%, seis anos atrás, e caiu para 20,8% em 2014;

- O consumo de feijão pouco variou em seis anos. Em 2009 foi de 65,8% e em 2014 de 66%.

Com informações da Agência Brasil

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Imagem – Pikabay.com

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O guia do consumo colaborativo Afonso Capelas Jr. - 27/03/2015 às 13:28

CONSUMO_OK_3

O consumo colaborativo está em franco crescimento no mundo. No Brasil também. Para quem não sabe, esse tipo de consumo está ligado à troca e compartilhamento de bens e serviços entre pessoas. Até mesmo entre quem nunca se viu na vida. Por ser ainda uma prática nova, embora muito promissora e saudável, a Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor acaba de lançar o seu Guia da vida colaborativa. Ele é grátis e pode ser baixado no seu computador.

A intenção é incentivar e orientar consumidores para esse tipo de consumo. A publicação está organizada de A a Z para facilitar a procura por bens e serviços disponíveis desejados. Assim, o guia relaciona dezenas de sites que promovem trocas, compartilhamentos, empréstimos e até caronas.

Sim, porque a internet é a principal ferramenta desse tipo de prática. E como o guia é digital, traz links diretos para as páginas eletrônicas. É só clicar e acessar.

No consumo colaborativo é possível fazer escambo com quase tudo: de artesanato a compartilhamento de veículos, de livros a roupas, de hospedagens a viagens.

Há também a possibilidade de trocar não só mercadorias, mas serviços experiências. Se precisar de um advogado, um desses profissionais pode prestar serviços para você em troca de aulas de violão, por exemplo. Existem sites que promovem encontros de pessoas que gostam de cuidar de hortas comunitárias onde você pode participar se for do seu interesse.

A proposta da Proteste é também fazer com que o próprio guia seja colaborativo. Depois de baixá-lo você pode sugerir novos sites e grupos de consumidores colaborativos que conhece para que sejam incluídos na publicação, fazendo com que ela esteja constantemente atualizada.

Para a coordenadora institucional da Proteste, o consumo colaborativo veio para ficar e é baseado no bom senso, a fim de reduzir o desperdício do consumo desenfreado dos dias atuais. “Se um vizinho tem um carrinho de bebê, com os filhos já criados, por que não trocá-lo ou doá-lo para outro que será pai em alguns meses, se estiver em boas condições de uso?”

O Guia da vida colaborativa em PDF para download gratuito

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Imagem – Creative Commons

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Como assistir “A lei da água” Afonso Capelas Jr. - 20/03/2015 às 14:19

LEI_AGUA_OK_7_3Muitos leitores enviaram mensagens perguntando como fazer para assistir ao filme A lei da água, a que me referi no post “Ver e entender a crise da água”, publicado em 16 de janeiro passado. O documentário que elucida toda a polêmica em torno do novo Código Florestal brasileiro e tem apoio da Fundação SOS Mata Atlântica estava sendo exibido apenas em comunidades dispostas a organizar cinedebates.

Para que mais pessoas possam ver o filme, mas não estão ligadas a essas comunidades, a O2 Filmes – co-produtora – organizou um crowdfunding (financiamento coletivo) para que A lei da água seja apresentado também em sessões regulares nas cidades de São Paulo, Santos (SP), Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Brasília. Assim, o grande público também terá acesso ao documentário.

Você pode ajudar a exibir o filme em uma sala de cinema de sua cidade financiando com doações a partir de 10 reais, até 31 de março.

O crowdfunding do filme funciona desta forma: na página do site de financiamento coletivo Catarse há opções de escolha de uma das oito cidades onde o filme será exibido. Lá é possível fazer suas doações.

Quando for atingido o valor mínimo necessário o documentário será rodado em uma determinada sala de cinema em data já definida na própria página do Catarse. Imediatamente uma nova sessão será aberta para compra. Não existem fins lucrativos nessa transação.

Quem não faz questão de assistir, mas quer ajudar pode doar apenas 10 reais. Esse valor não garante o ingresso, apenas ajuda a levar o filme para escolas, universidades, ONGs, comunidades e sindicatos.

A partir 20 reais o financiador tem direito a um ingresso para assistir ao filme. Ao final da exibição também poderá participar de um debate sobre a questão do Código Florestal e a crise da água. Com 40 reais dois ingressos estarão garantidos e assim por diante.

“É um jeito de oferecer mais do que uma sessão de cinema, mas uma experiência completa que permita um aprofundamento a respeito da questão ambiental”, conta o diretor da O2, Igor Kupstas.

A boa notícia é que várias sessões nas oito cidades já estão confirmadas. Entre na página do Catarse e reserve seus ingressos.

Sobre o filme A lei da água

documentário apresenta – em entrevistas com ambientalistas, políticos, cientistas, agricultores e ruralistas – todo o imbróglio a respeito das mudanças na legislação que prevê o que pode ser desmatado e o que deve ser conservado nas propriedades rurais e áreas de vegetação nativa de todo o país.

É um alerta para as consequências do novo Código Florestal que concedeu anistia para quem desmatou 29 milhões de hectares de florestas ilegalmente no Brasil. É também um chamado para ações da sociedade que evitem que o meio ambiente e os recursos hídricos continuem a ser tratados com descaso.

Acesso à página do Catarse para fazer doações e saber as datas e salas de exibição

Assista ao trailer do documentário

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Imagem – Divulgação

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Sustentável na Prática

AFONSO CAPELAS JR

é paulistano, jornalista e produz textos sobre meio ambiente, turismo ecológico e sustentabilidade desde que saiu da faculdade (ou seja, faz tempo). Colabora com a revista National Geographic e o site do Planeta Sustentável. Neste blog – atualizado às terças e sextas - debate com os leitores ideias sobre o que podemos fazer pela sustentabilidade em nosso dia-a-dia. Sem dor, sem chatice, sem imposição, mas com a consciência de que não vivemos mais a era do desperdício. Afinal, está na hora de enfrentarmos o século 21. Você tem dúvidas sobre como ser sustentável na prática? Então, pergunte para o Afonso! As mais relevantes serão respondidas aqui no blog. Seu e-mail é pergunteaoafonso@gmail.com

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