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Arte ambiental nas ruas, já! Afonso Capelas Jr. - 29/08/2014 às 16:13

CAUSARTE_OK_3_7A maior parte dos adolescentes brasileiros não está nem aí para as mudanças climáticas. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) diz que o assunto é a última prioridade da moçada. Para reverter a situação e mostrar que, sim, é preciso preocupar-se com a questão, jovens mais antenados do coletivo Clímax Brasil resolveram incentivar o que chamam de “artivismo ambiental”: tirar as mudanças climáticas do armário com a criação de arte urbana em todo o Brasil.

Em ano eleitoral, a ideia é também chamar a atenção dos candidatos a presidente, governador, deputado e senador para o tema. Assim, o pessoal do Clímax Brasil uniu-se à organização não governamental internacional 350.org – que mantém campanhas voltadas à questão climática em 188 países –  para criar o CausArte.

É um concurso onde a Clímax Brasil convida jovens artistas de rua a produzir trinta trabalhos, em todas as regiões do país, com temas voltados ao meio ambiente, às mudanças climáticas e às eleições.

Como incentivo, o coletivo deu um auxílio de R$ 100 aos participantes já inscritos para a compra de tintas e outros materiais. Os trabalhos devem ser produzidos nos dias 20 e 21 de setembro, às vésperas das eleições.

Depois de prontos, os artistas devem fotografar seus trabalhos e enviá-los aos organizadores. Todos eles serão divulgados em nível nacional com uma exposição virtual permanente.

O coletivo Clímax Brasil nasceu em 2013, por meio de uma dúzia de jovens brasileiros durante o GPS-Global Power Shift, acontecido em junho daquele ano em Istambul, na Turquia. Foi um encontro mundial organizado pela 350.org, onde também estiveram presentes mais seiscentos jovens de vários países, preocupados com o clima do planeta.

Engajados em movimentos sociais, instituições ambientalistas e diversos coletivos culturais e artísticos, eles foram em busca de treinamento, integração e troca de experiências em soluções para as mudanças climáticas . Voltaram ao Brasil dispostos a mobilizar mais jovens para essa empreitada.

As inscrições para participar do CausArte encerraram-se em 24 de agosto. Nada, contudo, impede que outros jovens talentosos também surfem nessa onda e produzam arte ambiental pelas ruas de suas cidades em 21 e 22 de setembro. O futuro deles depende da conscientização de todos, já.

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Imagem – Divulgação Clímax Brasil/Mundano

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Como recolher o cocô do meu cão? Afonso Capelas Jr. - 27/08/2014 às 12:33

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Sempre que vou passear com meu cachorro levo saquinhos plásticos que compro no pet shop para recolher o cocô dele, mas não sei se são biodegradáveis. Qual a melhor forma de recolher os dejetos do meu pet, sem prejudicar o meio ambiente? Ana Maria Hitomi, São Paulo.

Pois é Ana, além dos problemas ambientais e de saúde pública, nada mais chato do que fazer uma caminhada distraidamente e pisar em cocô de cachorro. Assim como também é desagradável ver que há pessoas que até recolhem a sujeira do seu bicho de estimação, mas por preguiça de levar para casa ou encontrar uma lixeira “esquece” o pacote ao pé de um poste ou na beira da calçada.

A maioria das pessoas que passeia com seus cães – e, felizmente, se preocupa em recolher os dejetos deles – costuma levar sacolas descartáveis de supermercado para essa tarefa. Outras escolhem os saquinhos plásticos vendidos em lojas de pets, como você.

O problema é que os sacos plásticos não são degradáveis. Então, se jogá-los no lixo as fezes continuarão lá dentro dele, contaminando o meio ambiente. Nesse caso a solução é chegar em casa e jogar o cocô do seu cão no vaso sanitário. Mas o que fazer com o saco plástico sujo?

Há também nessas lojas outras opções como os kits contendo saquinhos de papel e pá, feita de papelão, para recolher a sujeira dos animais de forma higiênica. O fabricante garante que o produto é confeccionado com papel reciclado.

Prefiro uma solução caseira: fazer uma dobradura – um origami – usando jornal ou qualquer outro tipo de papeldescartado, como papel de embrulho. Mesmo contendo tinta de impressão, ao menos o papel é material orgânico biodegradável. Acredito que ainda seja a melhor e mais econômica alternativa.

Assista abaixo a um vídeo mostrando como fazer essas dobraduras. Vai sobrar mais dinheiro para comprar brinquedos pro seu amigo.

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Um origami, uma sacola a menos

Imagem – Creative Commons

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Boicote produtos antiéticos Afonso Capelas Jr. - 22/08/2014 às 16:05

BUYCOTTQual a procedência dos itens consumidos no seu dia a dia? Tem ideia de como foram fabricados? Você os compraria mesmo sabendo que foram produzidos desrespeitando normas socioambientais?

Essas são perguntas importantíssimas que o aplicativo para smartphone Buycott pode ajudar a responder em questão de segundos. Basta escanear o código de barras de qualquer produto usando o próprio celular. Em instantes um relatório das atividades do fabricante aparece na tela. A empresa recebe classificações do sistema e o usuário vai saber se ela adota práticas antiéticas ou não.

Dessa forma você evita empenhar seu suado dinheiro em empresas que não se importam com princípios sustentáveis e éticos, como privilegiar as energias limpas, evitar a mão de obra escrava, o uso de substâncias químicas nocivas ou repudiar testes com animais para desenvolver seus produtos.

O Buycott é uma ferramenta pronta e funciona bem. Mas a ajuda do próprio consumidor é imprescindível para alimentar o banco de dados com mais informações. Principalmente aqui no Brasil.

Explico: o aplicativo é colaborativo, ou seja, utiliza dados fornecidos por membros de comunidades das redes sociais. Muitas dessas comunidades mantêm fóruns de campanhas temáticas nas redes contra, principalmente, as gigantes multinacionais que não se comportam como deveriam.

Assim, há campanhas em defesa dos animais, pelos direitos humanos, pela proteção ao meio ambiente e aos recursos naturais, por alimentos naturais, entre outras. Caso alguma empresa – incluindo seus fornecedores – saia da linha nessas questões, as informações cruzadas vão incluí-la em listas. Sim, também há listas de empresas com a ficha limpa que merecem conquistar a sua simpatia.

O aplicativo disponibiliza também os contatos das empresas para que o usuário possa entrar cobrar soluções e melhores posturas. Também deixa links e farto material de pesquisa para que o consumidor se aprofunde na questão.

O Buycott foi criado por uma ex-funcionária da Microsoft e faz o maior sucesso entre os consumidores da Europa e dos Estados Unidos. Está disponível gratuitamente para sistemas operacionais Android e iOS, mas ainda somente em inglês.

No Brasil já existem algumas poucas campanhas e empresas listadas. Mas essa situação pode mudar com a nossa ajuda. É preciso abastecer o aplicativo com mais e mais informações sobre empresários que fabricam e comercializam produtos aqui. Essa tarefa é nossa.

O cidadão moderno precisa, cada vez mais, ter posse desses dados na palma da mão para praticar o consumo consciente e passar longe de empresas desleixadas.

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Você tem escravos e nem sabe 

Imagem -Creative Commons

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Sustentável na Prática

AFONSO CAPELAS JR

é paulistano, jornalista e produz textos sobre meio ambiente, turismo ecológico e sustentabilidade desde que saiu da faculdade (ou seja, faz tempo). Colabora com a revista National Geographic e o site do Planeta Sustentável. Neste blog – atualizado às terças e sextas - debate com os leitores ideias sobre o que podemos fazer pela sustentabilidade em nosso dia-a-dia. Sem dor, sem chatice, sem imposição, mas com a consciência de que não vivemos mais a era do desperdício. Afinal, está na hora de enfrentarmos o século 21. Você tem dúvidas sobre como ser sustentável na prática? Então, pergunte para o Afonso! As mais relevantes serão respondidas aqui no blog. Seu e-mail é pergunteaoafonso@gmail.com

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