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Vencedores do Instawalk Planeta no Parque Ana Luiza Vastag - 23/06/2012 às 17:20

Depois de tanta expectativa em torno dos debates oficiais e eventos paralelos da sociedade civil que tomaram o Rio de Janeiro nas últimas semanas, a Rio+20 chegou ao fim. Entre os avanços e retrocessos que a conferência rendeu e que serão discutidos daqui para frente, nosso movimento aproveitou bem a oportunidade para interagir com os leitores que, assim como nós, são amantes do Brasil e da fotografia.

Organizados pelas meninas do Instaforfun – Flávia Tanaka (@fhtanaka), Juliana de Mari (@judemari) e Patrícia P. Maganha (@titaponte) – com o apoio do Planeta Sustentável, a National Geographic Brasil e a Veja Rio, os concursos “O futuro a gente faz agora” e “Instawalk Rio+20” reuniu instagramers de todo o Brasil na missão de registrar imagens inspirados na beleza natural do país tropical, do samba, do futebol e – se tudo der certo - da preservação do meio ambiente.

O primeiro desafio, “O futuro a gente faz agora”, reuniu mais de 7 mil fotos de usuários da rede social Instagram que, utilizando a hashtag #insta4riomais20 formaram uma galeria de fotos incrível. Desse total, 48 imagens foram selecionadas para uma exposição no primeiro Planeta no Parque carioca, durante o final de semana (de 16 a 17/06). Esse número, porém, foi muito pouco para ilustrar a qualidade e emoção que cada uma dessas muitas imagens carrega. Por isso, criamos um vídeo em homenagem aos igers que nos prestigiaram com seu olhar privilegiado. No post As belas imagens do concurso “O futuro a gente faz agora”, em vídeo você pode assistir e comentar.

Devido ao sucesso desse concurso, surgiu outro desafio, o “Instawalk Rio+20”, que levou os fotógrafos do Instagram para uma caminhada no contexto da Conferência das Nações Unidas. Convidados a dar um passeio pelo calçadão da Praia de Ipanema, conduzimos cerca de 100 igers – entre eles, os 48 vencedores d’ “O futuro a gente faz agora” – a uma expedição fotográfica à beira-mar que terminou no Arpoador – onde acontecia o Planeta no Parque.

Durante a caminhada, os instagramers deveriam registrar suas imagens inspirados em três temas: Pessoas, Detalhes e Paisagem. É claro que o resultado foi absolutamente satisfatório. Utilizando a hashtag #insta4desafioriomais20, diversas fotos inspiradoras e reveladoras foram postadas e, dessas, três venceram por maior número de “curtições” no Instagram.

Babi Lemos (@babilemos) foi a grande vencedora na categoria Pessoas. Sua foto foi curtida por 361 usuários. No tema Detalhe, Márcia Carpinelli (@mcarpinelli) recebeu 189 curtições. Por último, a iger @tatigrant_gf levou a melhor na categoria Paisagem, com 244 curtições. Vale a pena conferir, também, as fotos finalistas postadas no Instagram do Instaforfun (@intaforfun), que mostram o Rio de Janeiro através das lentes amadoras de seus visitantes e moradores.

Por fim, agradecimentos aos participantes: muito obrigada a cada um que esteve conosco, seja concorrendo com suas belas fotos, seja votando, seja organizando tudo isso, que fizeram da nossa Rio+20 um tremendo sucesso. Esse foi o começo, tem muito mais pela frente. Por isso, sigam nos acompanhando, colaborando e interagindo por meio do site Planeta Sustentável, sua versão para crianças, Meu Planetinha, nossa página no Facebook, no Twitter e no Instagram (@planetasustentavel). Valeu gente!

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Muitos números, mas uma só mensagem: “Queremos um agora sustentável!” Planeta Na Rio+20 - 23/06/2012 às 16:14

Suzana Camargo

O gari carioca parou no calçadão de um dos mais famosos cartões postais do Rio de Janeiro, a praia de Copacabana, para deixar uma mensagem sobre a preservação dos oceanos. Ele foi apenas um dos muitos escritores e autores do Poema Gigante coletivo, uma iniciativa da Unesco, durante a Rio+20. E foi assim essa conferência: um encontro em que foram citados grandes números – bilhões em investimentos, milhões de emissões de CO2, milhares de espécies mortas, milhares de protestantes no centro da cidade, centenas de compromissos firmados. Ao mesmo tempo, as ações individuais e os pequenos números também fizeram a diferença, como o ato do gari ao escrever na folha de papel de 150 metros.

Talvez o gari da foto acima não tenha total compreensão do que estava sendo discutido durante os nove dias do que foi considerada a maior Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente. Vinte anos depois da realização da Rio92, a canadense Severn Suzuki – “a menina que calou o mundo por cinco minutos”, na época com 12 anos, voltou. Agora com 32 anos, ela é uma engajada ambientalista. Para tomar o posto de Severn, apareceu a neozelandesa Brittany Trilford, de 17 anos. A jovem de cabelos longos, venceu um concurso de discursos em vídeo, mas durante os discursos que fez não causou o mesmo impacto que a canadense.

No Forte de Copacabana, o belíssimo Humanidade 2012 atraiu olhares do mundo todo. Na biblioteca Capela Espaço da Humanidade personalidades revelaram através dos livros quem foram os autores que mais marcaram suas vidas. O espaço foi também um grande centro de discussões que reuniu professores, prefeitos, líderes empresarias e governamentais em torno das discussões sobre sustentabilidade. E os mais importantes visitantes: as crianças. Elas olharam, brincaram, interagiram e se admiraram com um mundo incrível e possível. Ao fechar as portas ontem, o Humanidade contabilizava um número de 210 mil visitantes e mais de três toneladas de resíduos separadas para reciclagem.

Foi exatamente do lixo que Vik Muniz preparou a mais nova obra durante a realização da Rio+20. Com sucata o brasileiro fez um retrato do Pão de Açúcar. A dimensão do trabalho do artista reflete novamente o encontro do Rio. Uma única obra que contem como matéria-prima o resultado do esforço diário de milhares de catadores de material reciclável nos aterros da cidade. Foi assim também com o imenso balão amarelo e solitário do WWF que subiu ao céu levando a mensagem “Levem a SéRIO+20” aos líderes mundiais e Chefes de Estado.

Cerca de 5 mil pessoas trabalharam diariamente no Riocentro para receber as 188 delegações dos Estados-Membros da ONU e 12 mil delegados que vieram ao Brasil. 4.363 seguranças ficaram a postos para garantir a chegada, a participação e os discursos, nem sempre contundentes o suficiente – infelizmente -, dos 100 Chefes de Estado presentes na conferência.

Já os 9.854 integrantes das organizações não-governamentais e entidades que lutam pelo desenvolvimento sustentável, o objetivo comum buscado pela Rio+20, fizeram discursos fortes, protestaram e assinaram uma declaração de repúdio ao documento final e oficial da ONU “O Futuro que queremos”. Não foram apenas os signatários dessa declaração, mas muitos outros que chamaram o texto de pífio, vazio e fraco.

Mas o trabalho de 1.500 voluntários, principalmente jovens, que se ofereceram para estar na Rio+20 de graça, não pode ter sido em vão. A frase de um único homem, o mais importante na hierarquia das Nações Unidas, o secretário-geral Ban Ki-moon reafirma o legado desse encontro. “O resultado dessa conferência é mais do que um documento, é o início de um movimento global por mudanças”, disse . O coreano, com o tradicional sorriso contido dos orientais, tem toda razão. Se o conteúdo do documento final aprovado pelas delegações foi fraco ou pouco ambicioso, 692 compromissos voluntários para o desenvolvimento sustentável foram  registrados por governos, empresas, grupos da sociedade civil e universidades. Pelo que foi acordado, mais de 513 bilhões de dólares serão destinados ao desenvolvimento sustentável, injetando dinheiro em áreas essenciais como água, energia, transportes, florestas e agricultura.

Durante os nove dias da conferência, o Rio de Janeiro e suas paisagens naturais deslumbrantes ofereceram uma excelente infraestrutura para os convidados. Somente no Riocentro havia 17 restaurantes na praça de alimentação, 36 portais de raio-x, 8 quilômetros de cabos telefônicos e acesso à internet sem fio para até 32 mil usuários simultâneos. A taxa de ocupação dos hoteis chegou a 95%. Nem tudo foi perfeito, falhas precisam ser mencionadas. Apesar do feriado de três dias concedido aos cariocas em cima da hora, o trânsito da cidade ficou complicadíssimo. O transporte público de boa qualidade e acessível ainda não é uma realidade no Rio de Janeiro. Houve ainda fila de jornalistas para credenciamento que chegaram a uma hora e manifestantes protestando contra o governo durante um encontro oficial com delegados estrangeiros.

Mas esses são dados menores perante a dimensão do que foi discutido e acertado durante a Rio+20. A mensagem final foi escrita por todos, principalmente a sociedade civil. O desejo da sociedade como um todo é que a mensagem deixada pelo gari carioca seja lida. Que as recomendações feitas pelos especialistas presentes nos Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável sejam levadas em conta. Que aqueles que deixam o carro em casa e usam a bicicleta para ir ao trabalho sejam um exemplo a ser seguido. Não é o documento final que garantirá O FUTURO QUE QUEREMOS. O futuro que desejamos começa agora, com atitudes e compromissos de todos nós.

Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

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O legado de avanços e retrocessos da Rio+20 Planeta Na Rio+20 - 23/06/2012 às 11:09

Vanessa Barbosa – Exame.com

Com um nome que promete mais do que entrega, a declaração final da Rio+20, intitulada “O Futuro que queremos”, foi assinada nesta sexta-feira pelos chefes de Estado e de governo da ONU. O documento de 53 páginas reafirma compromissos assumidos na Rio92 e em Cúpulas anteriores e prevê a criação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, um conjunto de ações a serem implementadas a partir de 2015, que vão desde a erradicação da pobreza ao aumento da oferta de energia limpa para todos. No entanto, faltou definir exatamente quais serão esses objetivos e como eles serão colocados em prática.

O texto, publicado no site oficial da conferência, também peca por compromissos pouco ambiciosos, marcados por muitas intenções e propostas mínimas de soluções concretas. Para a presidente Dilma Rousseff, a declaração “ é um ponto de partida, e não de chegada”, sugerindo que os países devem refinar seus esforços pelo desenvolvimento sustentável daqui para frente.

Em contrapartida, acordos promissores sugiram da sociedade civil em eventos paralelos à Rio+20 nesses últimos dez dias. Confira a seguir, avanços e retrocessos da Conferência da ONU pelo Desenvolvimento Sustentável:

Os avanços:

MUITO ALÉM DO PIB
Há tempos se discute a criação de uma nova métrica para medir as riquezas das nações em substituição ao PIB, considerado por muitos como insuficiente para dar conta da complexidade dos desafios do desenvolvimento sustentável. Em abril, o próprio Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse que por não incorporar avaliações dos custos ambientais e sociais, o indicador é insuficiente para medir o grau de desenvolvimento sustentável dos países e que os resultados finais da Rio+20 deveriam trazer novos parâmetros de medição.

E não é que isso aconteceu? O Índice Inclusivo de Riqueza foi mostrado pelo Programa Internacional de Dimensões Humanas das Mudanças Ambientais Globais (UNU-IHDP, na sigla em inglês) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) durante a Conferência. No cálculo do PIB verde, como vem sendo chamado, entra a “riqueza inclusiva” da nações, incluindo aí fatores como bem-estar social e o capital natural – como florestas, qualidade do ar, recursos hídricos, combustíveis fósseis, solo. Foram analisados os desempenhos de 20 países que somam 56% da população e mais de três quartos do PIB mundial, no período de 1990 a 2008. Segundo esse índice, o Brasil é quinto colocado na média de melhor crescimento com sustentabilidade. Mesmo assim, o país perdeu 25% dos seus recursos naturais em 19 anos.

MEGACIDADES DECLARAM METAS AMBICIOSAS
Enquanto os governos nacionais têm tido dificuldades em chegar a um acordo global para reduzir emissões e combater o aquecimento global, um grupo de prefeitos das maiores cidades do mundo, o C40, lançou metas ambientais ambiciosas durante evento paralelo à Rio+20. Sob coordenação do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, eles fecharam um acordo para reduzir a emissão de gases que provocam o efeito estufa em quantidade equivalente ao que é emitido pelo México durante todo o ano.

Para atingir esse objetivo, as megacidades precisarão implementar soluções para problemas comuns dos grandes centros urbanos, como o trânsito, o lixo (grande emissor de gás metano), infraestrutura falha, entre outros. Para atingir esses objetivos, os prefeitos podem recorrer a um fundo de cerca de R$ 13 bilhões por ano do Banco Mundial.

RECONHECENDO O VALOR DO CAPITAL NATURAL
O Banco Mundial anunciou em parceria com 57 países, a Comissão Europeia e 86 grandes empresas globais a implementação da “contabilidade do capital natural”. Outro avanço na inclusão dos recursos naturais na conta ambiental e financeira das empresas foi o lançamento do maior sistema de reporte de capital natural do planeta, que integra, numa mesma plataforma, a gestão da água, do carbono e das florestas, feito pelo CDP em conjunto com o Global Canopy Programme (GCP). “Tanto os investidores quanto as empresas estão cada vez mais conscientes de que é necessário acessar todas as implicações do nosso capital natural porque suas cadeias de valor são influenciadas pelas limitações de recursos naturais”, afirmou à EXAME.com, Paul Simpson, CEO do Carbon Diclosure Program, maior banco de dados do mundo sobre ações climáticas empresariais.

ECONOMIA VERDE PARA TODOS OS GOSTOS
Ponto polêmico nas negociações, a definição da economia verde se mostrou tão diversa quanto os desafios ambientais, sociais e econômicos dos mais de 190 países representados na Conferência. Grosso modo, as nações mais ricas simpatizam com o lado da produção verde, baseada em tecnologias mais limpas e inovação, para garantir um crescimento econômico sustentável. Enquanto para muitos países pobres, a economia verde deve estar a serviço do desenvolvimento sustentável, ajudando a sanar de uma vez por todas as máculas profundas da desigualdade social, através da erradicação da pobreza extrema, melhoria das condições de vida e acesso justo aos recursos básicos para sobrevivência, como água, ar limpo e alimentos. A boa notícia é que a Declaração final da Rio+20, deixa a cada país decidir sobre a definição que melhor atenda às suas necessidades, reconhecendo a economia verde como uma das ferramentas importantes para avançar rumo ao desenvolvimento sustentável, sem “ “impor regras rígidas” nem desrespeitar a soberania nacional de cada país.

Os retrocessos:

MUITAS INTENÇÕES, POUCAS AÇÕES
Não faltam boas intenções ao longo das 53 páginas do Declaração Final da Rio+20, chamada “O Futuro que queremos”. É de perder a conta o número de frases acompanhadas de expressões como “encorajaremos” e “apoiaremos”. Falta no entanto a assertividade de outros verbos, do tipo “faremos” e “implementaremos”, que demonstram mais compromisso político em viabilizar de fato o desenvolvimento sustentável.

FUNDO VERDE FICOU PARA 2014
É consenso entre os países que participaram da Conferência que as nações mais pobres precisam de ajuda financeira para implementar soluções para o seu desenvolvimento sustentável. A discórdia se instala na hora de pagar essa conta. Como todo mundo tira o corpo fora, principalmente as nações mais ricas, foi por água abaixo na Rio+20 uma das propostas mais esperadas para sair do encontro – a criação de um fundo verde, que segundo os países do G77 (grupo em desenvolvimento) deveria garantir 30 bilhões de dólares. A ideia foi rejeitada pelos Estados Unidos, União Europeia, Canadá e Japão. O texto final prevê apena a formação de uma comissão especial para desenhar um fundo verde até 2014.

OCEANOS À DERIVA 
A proteção da biodiversidade em alto-mar era para a ONU um assunto prioritário e que devia constar de forma consensual no texto final da Rio+20. O desafio era chegar a um consenso sobre a proteção das áreas além-mar que estão fora de jurisdições nacionais dos países. No entanto, o texto fina não contempla essas áreas e registra apenas a preocupação dos países com a preservação dos oceanos de forma genérica. A lista de ameaças aos oceanos e à vida marinha vai da poluição e pesca excessiva (industrial e ilegal) à acidificação causada pelo aquecimento global.

FORTALECIMENTO DO PNUMA
Reforçar a capacidade de governança ambiental internacional era um dos resultados mais esperados da Rio+20. Mas o texto final não tranformou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o Pnuma, numa entidade com mais verba e poder similares aos desfrutados por outras organizações, como a (FAO), comércio (OMC), educação e cultura (Unesco). Diferente das entidades citadas, o Pnuma não tem a força nem a autoridade necessárias para fazer valer os acordos ambientais assinados internacionalmente todos os anos, que na prática deixam muito a desejar.

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Rio+20

Em junho de 2012, o mundo esteve voltado para o Brasil, especialmente para a cidade do Rio de Janeiro - de 13 a 22 -, onde foi realizada a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, mais conhecida como Rio+20. Ela reuniu 193 países e foi uma preciosa oportunidade para que todas as pessoas do mundo e do Brasil refletissem sobre os limites da terra e “o futuro que queremos”. Neste blog – coordenado por Mônica Nunes, com reportagens de Débora Spitzcovsky, Marina Franco, Marina Maciel e Suzana Camargo e a participação especial de outros colaboradores – está registrado tudo o que o Planeta Sustentável realizou por lá (como o Planeta no Parque, pela primeira vez fora de São Paulo), além da cobertura da conferência propriamente dita e de encontros relevantes motivados por ela, entre eles o Global Compact e o Rio+Social. No blog "Imagens do Dia", você encontra fotos que se destacaram nesse período.

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