
O pesquisador associado do Capability & Sustainability Centre e professor do Departamento de Economia da USP, José Eli da Veiga, esteve ontem, em uma livraria de São Paulo, para lançar seu novo livro: “Mundo em Transe: Do aquecimento global ao ecodesenvolvimento”.
Na ocasião, o economista falou um pouco sobre o conteúdo da obra e defendeu a ideia de que a transição para uma economia de baixo carbono é a melhor opção para o mundo – já que o decrescimento econômico, que seria ideal, só será viável em um futuro distante.
Depois do evento, o Planeta Sustentável aproveitou a oportunidade para falar com o especialista sobre suas expectativas para o desfecho da COP15. Apesar de achar que, por enquanto, é impossível prever o que será decidido ao final da conferência, Zé Eli arriscou um palpite sobre o que seria um bom resultado para o evento.
“Torço por um acordo político que tenha metas e esquemas de financiamento bem definidos para 2020 e que conte com a participação dos países emergentes e das nações desenvolvidas que ficaram de fora do Protocolo de Kyoto, como EUA, Austrália e Canadá”.
O economista ressaltou a ideia de que estabelecer um vínculo jurídico na COP15 não é fundamental. “O mundo começou a discutir as mudanças climáticas muito recentemente, em 2007, e nos últimos meses houve um atropelo nas discussões por conta da COP15. Não houve tempo para amadurecer as ideias e, por isso, não vejo problema em estabelecermos apenas um acordo político na conferência e deixarmos o vínculo jurídico para o ano que vem, por exemplo”, disse Zé Eli.
“Talvez seja até melhor que isso aconteça, para evitarmos um segundo Protocolo de Kyoto, que, na minha opinião, foi pífio e precipitado”, completou.
Amanhã, dia 16 de dezembro, Zé Eli estará em Brasília, na Esplanada dos Ministérios, para lançar seu livro na cidade. Saiba mais aqui. (Débora Spitzcovsky)
Acompanhe a cobertura da conferência pelo Especial COP15.
Foto de Elza Fiuza