
É por isso que a viola, o adufo, o pandeiro e a rabeca se misturam a guitarras e baixos, ao mesmo tempo em que antigos habitantes das comunidades litorâneas dividem a cena com jovens em performances no palco: “Queremos mostrar que a música caiçara não é um museu vivo”, explica a roteirista e diretora Manuela Sobral.
A produção de Teu Canto de Praia envolve trilhas e acampamentos – na foto acima, a equipe havia viajado de carroça durante quatro horas para chegar a uma praia deserta. Grávida, a própria diretora do documentário optou por fazer um “treinamento” com parteiras das comunidades, para caso surgisse algum imprevisto durante as filmagens. O menino Noá acabou nascendo na maternidade mesmo, em 31 de julho, e sob influência do documentário: “Noá é o mesmo que Noé. É a história do cara do dilúvio, traz muito dessa coisa de viajar por aí”, explica Manuela.
O projeto é apoiado pelo Programa Monumenta da UNESCO, em parceria com o Ministério da Cultura. Para saber mais, leia esta reportagem e visite o blog do Teu Canto de Praia.