Conferência em Poznan é prorrogada
Para aproveitar as contribuições do pacote europeu de ações contra as mudanças climáticas, fechado hoje, em Bruxelas, o resultado final da Conferência de Poznan* só deve sair amanhã. Entre os países da União Européia, ficou definida a redução de 20% nas emissões de gases de efeito estufa e no consumo de energia e o aumento de 20% na participação da matriz energética limpa.
A indústria pesada, afetada pela crise financeira, teve suas responsabilidades aliviadas, mas todos os setores europeus, agora, terão de pagar pelo direito de emitir gases de efeito estufa – 20% dos direitos em 2013 e 70% em 2020, já que cobrar 100% causaria um aumento indesejável no preço de alguns serviços, como o fornecimento de energia.
No último dia oficial da Conferência em Poznan, mais uma vez, o Brasil ganhou elogios, desta vez de Al Gore, por nossa política contra o desmatamento (será que algum brasileiro compartilha dessa opinião?). A China também foi citada pelo Nobel da Paz de 2007, pelos investimentos financeiros maciços contra as mudanças climáticas.
De acordo com
reportagem do jornal O Estado de São Paulo de ontem, 33 dos 39 países que fazem parte do anexo I, do Protocolo de Kyoto, já apresentaram metas de redução de emissões de CO2, para 2012. A expectativa é que até junho do ano que vem todos os países sejam capazes de apresentar suas metas pós-Kyoto.
Foram considerados avanços da 14ª COP:
- a inclusão do REED – Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal no acordo global de longo prazo e
- a definição de que o Fundo de Adaptação da ONU tem autonomia para aprovar projetos dos países em desenvolvimento para redução de emissões e financiá-los diretamente.
Os recursos do fundo, que devem chegar, inicialmente, a U$60 bilhões e serão provenientes de uma taxa de 2% sobre todos os investimentos ambientais feitos pelos países ricos.
Aguardemos o desfecho final de Poznan neste sábado.
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Site da 14ª COP
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