Depois de a crise financeira norte-americana se espalhar pelo mundo, países como Polônia, Itália e, mais recentemente, a Alemanha, não se mostram mais tão firmes em relação aos compromissos de economizar energia ou investir em matrizes renováveis.
Ainda assim, houve progressos no terceiro dia de conferência. Os EUA se comprometeram a igualar seus níveis de emissões em 2020 aos do ano de 1990, enquanto a Noruega anunciou uma redução de 30% em relação ao mesmo ano e a Suécia falou em 35%.
Parte das discussões girou em torno do aprimoramento de mecanismos para viabilizar tais reduções. Segundo Boer, os delegados dos grupos estão compilando as diferentes sugestões acerca desses mecanismos e assegurando que todas as visões registradas, de fato promovam uma queda significativa nas emissões.
Outro assunto discutido pelos delegados dos países em desenvolvimento foi a necessidade de se aprimorar os inventários de emissões – os próximos devem ser entregues à ONU em 2010. Boer considera o assunto de alta relevância tanto para que os países possam relatar o que têm feito de concreto no combate às mudanças climáticas, quanto para que fiquem claros os suportes necessários à realização de ações adicionais reportáveis, mensuráveis e verificáveis.
A transferência de tecnologia continuou a ser bastante abordada e boa parte dos países têm endossado a prática e demonstrado o desejo de acelerar esse processo. A ajuda financeira dos países ricos aos em desenvolvimento e aos menos desenvolvidos também permaneceu em pauta.