Para o futuro presidente, o assunto é um dos maiores desafios para a humanidade atualmente e não há mais como contestá-lo. “O nível do mar está aumentando, as costas estão diminuindo. Estamos vendo secas recordes, a fome se espalhando e as tempestades se tornando mais intensas, com passagens de furacões”, disse.
Obama reconhece que Washington não assumiu a liderança que deveria para evitar o aquecimento global e garantiu que essa situação será diferente a partir do momento em que tomar posse. “Meu mandato vai marcar um novo capítulo na liderança da América diante das mudanças climáticas, fortalecer nossa segurança e criar milhões de novos empregos nesse processo”.
Nas previsões de Obama, cerca de 5 milhões de “empregos verdes”, que vão ajudar a combater também a crise financeira do país. O futuro presidente ainda garantiu que até 2020 os EUA vão reduzir suas emissões aos níveis que tinham em 1990 e, até o ano de 2050, essa redução chegará a 80%.
Para isso, devem ser investidos, durante seu mandato, cerca de U$15 bilhões anualmente em energia limpa – solar, eólica e na nova geração de biocombustíveis. Barack Obama ainda assegurou que não haverá investimentos em energia nuclear até que se prove que ela é segura.
Ele ainda aposta em tecnologias que tornem limpa a produção de energia a partir do carvão, de modo que os EUA não sejam mais dependentes da importação de petróleo.
Obama ressaltou a importância de um trabalho conjunto entre as nações para o controle das mudanças climáticas e disse que, tão logo tome posse, os EUA vão atuar vigorosamente nisso.
Apesar de ainda não poder comparecer ao encontro em Poznan, que vai contar com a presença de George Bush, Obama solicitou a membros do Congresso que o mantenham informado sobre tudo o que for discutido lá, já que não há mais tempo a perder.
O futuro presidente terminou seu discurso dizendo que qualquer governador, empresa ou nação que quiser investir em energia limpa e no combate ao aquecimento global terá o apoio dos EUA.
Já estava na hora...