
Depois de escolhidos para levar a idéia adiante, especialistas brasileiros e ingleses orientaram os embaixadores a desenvolver, além do projeto, outras quatro atividades relacionadas aos temas:
- desmatamento;
- economia e desenvolvimento;
- agronegócio e
- energia.
Ao longo dos últimos oito meses, eles levaram os alunos do colégio para plantar mil árvores na Zona Leste da cidade, onde, além de contribuir para o microclima local, puderam se deparar com uma realidade social bem diferente da que estão acostumados.
Para tratar do assunto Economia e Desenvolvimento, os adolescentes compraram, com parte do dinheiro destinado ao projeto, quatro aquecedores solares, que eles mesmos instalaram no Arsenal da Esperança, na região do Brás, um abrigo que recebe cerca de 1.500 moradores de rua por dia.
Na intenção de aproximar o tema do Agronegócio do cotidiano urbano, os três ensinaram os colegas a fazerem uma composteira caseira. As atividades para trabalhar o último tópico – energia – ainda estão sendo pensadas pelos alunos.
Em suas pesquisas sobre as sacolas plásticas, os adolescentes descobriram que a cidade de Belo Horizonte já possuía leis para a redução do uso de sacolas plásticas nos próximos anos e, imediatamente se questionaram: “Se já existe uma idéia assim em outra capital, porque não podemos fazer também em São Paulo?”
Com essa motivação, eles optaram por colher assinaturas de paulistanos e encaminhá-las à Prefeitura, por meio do vereador mais votado no município, Gabriel Chalita. De praxe, são necessárias ao menos 5 mil assinaturas para que um projeto possa ser apreciado pela Câmara dos Vereadores. E aí estava o desafio de Ana Clara, Felipe e Ana Cláudia.
A primeira idéia foi encontrar adeptos da idéia durante três horas, na Av. Paulista, grande centro comercial de São Paulo. Dali surgiam as mais de 700 assinaturas que impulsionaram os garotos a seguir adiante.
O passo seguinte foi mobilizar os estudantes da própria escola sobre a importância de se reduzir o consumo de sacolas plásticas e substituí-las por biodegradáveis, de papel ou de pano. A professora Sandra Tonidandel conta que não imaginava que o envolvimento dos outros alunos fosse ser tão grande. Como todos têm menos de 18 anos, não puderam participar diretamente do abaixo-assinado, mas serviram como multiplicadores, ao conscientizarem parentes e vizinhos sobre o assunto e, juntos, conseguirem mais de 5 mil assinaturas.
“Eu não imaginava que, aos 16 anos, faria parte de uma ação tão grande e importante”, diz Ana Clara, entusiasmada. “Mesmo quando o projeto terminar, em abril, queremos dar continuidade às ações que começamos a desenvolver e, quando terminarmos o terceiro ano, vamos deixar outros alunos que sigam o mesmo caminho”, conta Ana Cláudia.