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Uso maior de substâncias químicas piora saúde do mundo José Eduardo Mendonça - 06/09/2012 às 09:48



Ocorrência preocupa mais em países em desenvolvimento

O mau uso crescente de substâncias químicas está causando danos ambientais e à saúde, especialmente em economias emergentes, e os governos devem fazer mais para levar a cabo uma limpeza prometida até 2020, segundo relatório da ONU divulgado ontem.

A produção e o uso destas substâncias, de plásticos a pesticidas, estão passando para as nações em desenvolvimento, onde as salvaguardas são quase sempre mais fracas, disse o programa ambiental da ONU (UNEP). O descarte inadequado e a reciclagem aumentam os riscos, diz a organização.

Os envenenamentos por substâncias industriais e agrícolas são a quinta maior causa de mortes no mundo, contribuindo com mais de um milhão de fatalidades por ano, diz o relatório, Global Chemicals Outlook.

“Os ganhos que as substâncias químicas podem prover não devem ser obtidos às custas da saúde humana e do ambiente,” disse Achim Steiner, chefe da UNEP. O documento afirma que as substâncias são ubíquas em produtos modernos, de alimentos a telefones celulares.

Cientistas avalariam os riscos de apenas uma fração das cercas de 140.000 substâncias comercializadas no mundo. Os governos prometeram em 2002, e reafirmaram a promessa na conferência do clima do Rio em junho, de produzí-los e usá-los até 2020 “de modos que minimizem efeitos adversos significativos sobre o ambiente e a saúde humana.”

O progresso tem sido lento, e os resultados são “com excessiva frequência insuficientes,” diz a UNEP, afirmando que empresas como Bayer, Boots ou BASF têm meios de evitar seus danos. O relatório afirma que o valor global dos produtos químicos passou de U$ 171 bilhões em 1970 para U$ 4.12 trilhões em 2010, mas muitas vezes sem proteção ambiental adequada, de acordo com a Reuters.

Foto: tpmartins / Creative Commons

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Planeta Urgente

JOSÉ EDUARDO MENDONÇA

produziu uma série de reportagens pioneiras para o Jornal da Tarde sobre fontes alternativas de energia e, logo depois, indo morar em Londres, tomou contato com o movimento do que se chamava à época conservacionismo - o que se tornou mais tarde ambientalismo. Neste blog, rastreia ações, políticas e o multifacetado pensamento sobre a questão socioambiental pelo mundo. As opiniões expressas nos veículos citados não são de responsabilidade do Planeta Sustentável, embora a divergência entre elas contribua com a dinâmica do debate.

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