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Cidades alemãs têm grau excessivo de poluição José Eduardo Mendonça - 28/04/2015 às 16:51

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Um relatório do Ministério do Ambiente alemão revela que a cidade mais poluída do país é Stuttgart. As estatísticas foram publicadas em resposta a um pedido feito pelo Partido Verde.

O governo estabelece limites legais para fatores diferentes que contribuem com a poluição, como a quantidade de matéria fina particulada (PM2.5), dióxido de nitrogênio e dióxido de enxofre no ar. Mas os números mostram que os limites são excedidos em toda a nação.

“Isto é assustador”, disse hoje Bärbel Höm, do partido. “O problema ambiental e de saúde é devastador em algumas áreas”, acrescentou seu colega Peter Mailwald. A maior parte da concentração de partículas finas no ar é causada pelo trânsito, principalmente de veículos a diesel. Não surpreende a posição ocupada por Stuttgart, onde se verificam os maiores congestionamentos. Estas partículas, como se sabe, aumentam o risco de câncer no pulmão. De acordo com a Agência Ambiental Europeia, causam 430 mil mortes prematuras na União Europeia por ano.

O estudo também inclui dados sobre os níveis de dióxido de nitrogênio, prejudiciais para quem tem asma e que em altas concentrações podem elevar o risco de ataque cardíaco.

Há um dado positivo. Os níveis de dióxido de enxofre não excederam os níveis em qualquer cidade alemã. Ele é produzido pela queima de carvão e petróleo, e tem caído consistentemente nos últimos 20 anos.

A maioria das autoridades e dos institutos de pesquisa do país reconhece que a questão não será resolvida em futuro próximo. A União Europeia requer de seus membros que contenham suas emissões, mas medidas individuais são da responsabilidade de governos nacionais. A Alemanha poderá ser processada pelo Tribunal Europeu de Justiça, informa o Euractive.

 Foto: Pixabay/Domínio Público

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China: poluição será motivo de conflitos sociais José Eduardo Mendonça - 10/04/2015 às 12:01

Afirmação é do próprio governo

Em março, o presidente chinês Xi Jimping se comprometeu, durante a sessão anual do Congresso do Partido do Povo, a punir “com mão de ferro” os violadores da Lei Ambiental do país.

Desde janeiro começaram a valer algumas emendas na lei. Poluidores receberão multas diárias caso não melhorem seus padrões e reportem suas medidas contra a poluição e a evolução de seu nível. Sob certas condições, grupos não governamentais podem processar o governo por danos.

A nação também planeja colocar em vigor suas primeiras medidas para diminuir a poluição do solo e emendas para proteção da água. Pequim deverá fechar suas quatro últimas grandes usinas a carvão ano que vem. Serão substituídas por usinas a gás com capacidade de fornecer duas vezes mais eletricidade.

Hoje, o Instituto de Planejamento Ambiental (parte do Ministério do Planejamento Ambiental) disse que a economia agora “basicamente deu adeus à escassez” e terá de satisfazer a crescente demanda pública por um país mais limpo.

“Há uma enorme brecha entre a rapidez do que está sendo feito e a da demanda popular, e os problemas do ambiente podem com facilidade se tornar motivo de problemas sociais”, disse o instituto em relatório publicado no jornal oficial China Environmental News.

De acordo com dados governamentais, apenas oito das 74 cidades monitoradas pelo ministério no ano passado alcançaram os padrões de qualidade do ar, e não se espera que os níveis médios de poluição sejam satisfatórios até 2030. Mas o instituto afirma que a guerra agora deverá ser mais fácil com mudanças estruturais na economia, informa o Globe and Mail.

Foto: theglobalpanorama/Creative Commons/Flickr

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Índia quer implantar projeto ambicioso contra poluição do ar José Eduardo Mendonça - 06/04/2015 às 11:56

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Governo fala em ação “melhor do que a do resto do mundo”

O ministro indiano do ambiente Prakash Javadekar prometeu enfrentar o grave problema de poluição do ar no país de forma “melhor do que o resto do mundo jamais fez”. Há grande insatisfação popular com os impactos sobre a saúde de centenas de milhões de pessoas que vivem em suas cidades superpopulosas.

Segundo Javadekar, o governo vai anunciar o primeiro índice amplo do ar esta semana. Até o momento, a coleta de dados é aleatória e não se compara com a da vizinha China.

Especialistas receberam bem a notícia. Segundo Sarath Guttikunda, do grupo independente de pesquisa Urban Emissions, “é um primeiro passo, mas não irá por si só resolver o problema”.

Pesquisa realizada no ano passado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) descobriu que a capital indiana, Nova Deli, é a cidade mais poluída do mundo, com média anual de 153 microgramas por metro cúbico da mais perigosa emissão de poluição, a de matéria fina particulada, conhecida como PM2.5. Isto é seis vezes o padrão recomendado como seguro pela OMS e 12 vezes o padrão dos Estados Unidos.

“Fizemos três reuniões com o governo de Nova Deli, com discussões detalhadas sobre temas como tratamento de esgoto, resíduos sólidos, controle de poluição e monitoração de partículas. Estas autoridades nos asseguraram que apresentariam um plano de ação até 31 de março”, afirmou o ministro. O plano ainda não foi entregue.

Ainda de acordo com o ministro, o novo índice de poluição “informará o público sobre qualidade do ar de forma simples e inteligível. Estará disponível de início em tempo real para 10 cidades”, disse, segundo o Economic Times.

Foto: wili hybrid/Lokantha/Wikimedia Commons

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Planeta Urgente

JOSÉ EDUARDO MENDONÇA

produziu uma série de reportagens pioneiras para o Jornal da Tarde, ainda em 1976, sobre fontes alternativas de energia e, logo depois, indo morar em Londres, tomou contato com o movimento que se chamava à época conservacionismo - e mais tarde se tornaria ambientalismo. Neste blog, escreve artigos e análises sobre temas ligados à sustentabilidade e ao ambiente, intercalados com posts sobre assuntos de destaque na imprensa internacional.

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