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Dobrar energia renovável economizaria U$ 740 bilhões por ano José Eduardo Mendonça - 06/06/2014 às 12:38

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Custos são associados à queima de combustíveis fósseis

Dobrar a quantidade de energia renovável gerada hoje no mundo até 2030, para 36% do mix global, pode significar uma economia de U$ 740 bilhões por ano. Os dados são de um novo estudo da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena).

Segundo ela, esta meta não apenas é possível e viável, como ajudará a limitar o aumento de temperaturas globais em 2ºC em relação aos níveis pré-industriais.

Chegar aos 36% reduziria o consumo de petróleo e gás em cerca de 15% e o de carvão em 26%, afirma o relatório. Isto também induziria a criação de um milhão de empregos, diminuição da poluição e seus efeitos adversos para a saúde. Além disso, as nações dependentes de importação de energia alcançariam sua segurança energética.

“Nossos dados mostram que a energia renovável pode ajudar a evitar uma mudança do clima catastrófica e economizar dinheiro, se forem considerados todos os custos”,  disse hoje Adnan Z Amin, diretor-geral da agência, no lançamento do relatório em Nova York.

No entanto, o estudo nota que a meta provavelmente não será cumprida, se os governos não começarem agora a aumentar seus esforços de planejamento realista, mas ambicioso, com mais opções de tecnologias e a integração da energia limpa à infra-estrutura existente, informa o Clean Technica.

Foto: Don Graham/Creative Commons

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China derruba montanhas para construir cidades José Eduardo Mendonça - 05/06/2014 às 10:45

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Impacto ambiental não está sendo avaliado, dizem cientistas

A campanha chinesa de remover topos de montanhas e preencher vales para a construção de cidades pode ter um custo muito alto, com poluição, erosão e enchentes provocados por um deslocamento de terra sem precedentes, afirmaram ontem pesquisadores chineses.

Dezenas de picos de até 150 metros de altitude foram aplainados na última década, envolvendo uma área de 250 quilômetros quadrados. Mas não foram feitas avaliações suficientes dos riscos, afirmam cientistas da Universidade de Chang’an em estudo publicado na Nature.

“Isto é como promover uma grande cirurgia na camada terrestre,” dizem os autores. Além dos problemas mencionados, os projetos destruíram terras agrícolas e o habitat de animais selvagens e plantas.

A remoção de montanhas para mineração é comum nos Estados Unidos, mas isto nunca aconteceu na escala chinesa, ou para a construção de áreas urbanas, diz um dos autores, Li Peiyue, professor de hidrologia e ciência ambiental, comentou: “Acreditamos que o governo deveria ser cauteloso na promoção de projetos antes que experimentos apropriados tenham provado que são tecnológica, geológica e ambientalmente viáveis.”

A erosão do solo aumenta o conteúdo de sedimentos em fontes locais de água. Em Shiyan, os projetos já provocaram deslizamentos de terra, enchentes e a alteração dos cursos de água. Em Langzhou, na província de Gansu, o trabalho foi temporariamente suspenso pelos graus de poluição causados pela escavação.

Os cientistas alegam que a falta de avaliação econômica da remoção de terras pode gerar problemas: “O governo deveria ser dissuadido de seguir em frente onde o lucro não existe,” escrevem os autores do trabalho, de acordo com o Guardian.

Foto: BackChina/Creative Commons

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Mais de 4 milhões morrem por ano com fumaça de fogões José Eduardo Mendonça - 15/05/2014 às 10:26

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Cerca de 3 bilhões no mundo ainda usam combustíveis sólidos dentro de casa

Bilhões de pessoas ainda queimam dentro de casa combustíveis sólidos, como madeira, sobras de colheitas, carvão e estrume, revela relatório recente da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A maioria delas é pobre, e vive em países de baixa ou média renda. Estes combustíveis ineficientes para aquecimento e cozinha produzem altos níveis de poluição e uma variedade de poluentes perigosos para a saúde, pequenas partículas de fuligem que penetram fundo nos pulmões.

Em lares mal ventilados, a fumaça dentro de casa pode ser 100 vezes maior que os níveis aceitáveis de partículas finas. A exposição é particularmente alta para mulheres e crianças, que passam a maior parte do tempo em seus lares.

Das 4.3 milhões de pessoas que morrem prematuramente por doenças atribuíveis a esta poluição, 12% são por causa de pneumonia, 34% por acidentes vasculares, 26% por doenças cardíacas isquêmicas, 22% por doenças pulmonares crônicas e 6% por câncer no pulmão.

A OMS afirma que sem uma mudança substancial de políticas, o número total de pessoas que dependem de combustível sólido para estas funções vai ter mudado pouco em 2030, de acordo com dados do Banco Mundial. Este uso também ameaça o desenvolvimento sustentável.

A coleta de combustível consome tempo considerável de mulheres e crianças, limitando outras atividades produtivas que poderiam gerar renda. Em locais menos seguros, elas também estão sujeitas à violência.

A fuligem e o metano emitidos são poderosos poluentes e contribuem com o aquecimento global. E a falta de aceso à eletricidade para pelo menos 1.2 bilhão de pessoas cria outros riscos de saúde como queimaduras e envenenamento.

São 11 mil mortes por dia. “Ter um forno aberto dentro de casa é como queimar 400 cigarros por hora,” compara Kirk Smith, professor da Universidade da Califórnia-Berkeley, segundo o Quartz.

Foto: katsrcool/Creative Commons

 

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Planeta Urgente

JOSÉ EDUARDO MENDONÇA

produziu uma série de reportagens pioneiras para o Jornal da Tarde sobre fontes alternativas de energia e, logo depois, indo morar em Londres, tomou contato com o movimento do que se chamava à época conservacionismo - o que se tornou mais tarde ambientalismo. Neste blog, rastreia ações, políticas e o multifacetado pensamento sobre a questão socioambiental pelo mundo. As opiniões expressas nos veículos citados não são de responsabilidade do Planeta Sustentável, embora a divergência entre elas contribua com a dinâmica do debate.

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