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Austrália tem plano de conservação da Grande Barreira de Corais José Eduardo Mendonça - 15/09/2014 às 15:55

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Para ambientalistas, porém, medidas não são suficientes

Numa tentativa de evitar que as Nações Unidas reclassifiquem a Grande Barreira de Corais, de Patrimônio Mundial da Humanidade para “em perigo”, o governo australiano divulgou hoje um plano de 35 anos para administrar riscos a ela. Mas, dizem conservacionistas, ele não vai até onde deveria.

“O plano não tem ações concretas e firmes que, segundo nos disseram cientistas, são necessárias para reverter a situação, “, disse Louise Matthiesson, uma militante do grupo WWF-Australia. “No geral, não se trata dos negócios como de costume, mas quase isso.”

“Nós esperávamos metas mais altas de redução de poluição, algum financiamento para ajudar os agricultores e alcançá-las, e também uma proibição do despejo de resíduos de dragagem. E até o momento estas coisas não constam da minuta do plano,” afirmou ela.

“A única coisa que está no plano é um compromisso de desenvolvimento de uma política para a dragagem. Não existe garantia de que ele irá terminar com o despejo em toda a área do Patrimônio,” continuou.

A Organização Educacional, Científica e Cultural da ONU listou a Barreira como um patrimônio universal em 1981, mas em 2015 alertou que ela poderia ser retirada da lista.

O governo australiano reconhece em seu relatório que a barreira, que se estende por grande parte da costa do estado de Queensland e tem o tamanho da Itália ou do Japão, se encontra sob ameaça crescente da mudança do clima, a má qualidade da água e o impacto do desenvolvimento costeiro, que inclui a controvertida expansão do grande porto de carvão em Abbot Point, informa o New York Times.

Foto: Tourism and Events Queensland

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Cresce 10 vezes o número de espécies de corais ameaçadas nos EUA José Eduardo Mendonça - 29/08/2014 às 12:44

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Foram acrescentadas a lista 20 agora e apenas duas em 2006

Um estudo publicado esta semana anunciou um aumento de dez vezes no número de espécies de corais ameaçadas, com 20 novas acrescentadas à lista. Duas haviam sido listadas em 2006, elevando a soma para 22.

Corais que criam recifes estão sob severa ameaça pela mudança do clima, afirmou na quarta-feira a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos EUA.

Os oceanos estão ficando mais ácidos e mais quentes. causando a morte em massa de corais. Outras ameaças incluem poluição e pesca em excesso em seus ecossistemas. As espécies acrescentadas à lista encontram-se todas nas costas do Atlântico e do Golfo, ou em águas territoriais dos Estados Unidos.

Elas podem estar extintas em 2100, o que levou à decisão da NOAA de colocá-las na lista da Lei de Espécies Ameaçadas dos EUA.

“Acho que não podemos tomar mais qualquer decisão a este respeito sem levar em consideração que o planeta está aquecendo, e que os oceanos estão se transformando e continuarão a se transformar,” afirmou Russell Brainard, chefe da divisão de ecossistemas de corais da instituição, ao explicar a decisão da agência. Ela terá ainda que decidir como reduzir o estresse destas mudanças nas espécies de corais, algumas das quais tiveram um declínio da 90%.

“Sem a redução das concentrações de dióxido de carbono na atmosfera, não há medidas para salvar estas espécies,” disse Katharine Ricke, cientista do clima na Instituição Carnegie, informa o Science Mag.

Foto: USFWS/Creative Commons/Flickr

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Dobrar energia renovável economizaria U$ 740 bilhões por ano José Eduardo Mendonça - 06/06/2014 às 12:38

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Custos são associados à queima de combustíveis fósseis

Dobrar a quantidade de energia renovável gerada hoje no mundo até 2030, para 36% do mix global, pode significar uma economia de U$ 740 bilhões por ano. Os dados são de um novo estudo da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena).

Segundo ela, esta meta não apenas é possível e viável, como ajudará a limitar o aumento de temperaturas globais em 2ºC em relação aos níveis pré-industriais.

Chegar aos 36% reduziria o consumo de petróleo e gás em cerca de 15% e o de carvão em 26%, afirma o relatório. Isto também induziria a criação de um milhão de empregos, diminuição da poluição e seus efeitos adversos para a saúde. Além disso, as nações dependentes de importação de energia alcançariam sua segurança energética.

“Nossos dados mostram que a energia renovável pode ajudar a evitar uma mudança do clima catastrófica e economizar dinheiro, se forem considerados todos os custos”,  disse hoje Adnan Z Amin, diretor-geral da agência, no lançamento do relatório em Nova York.

No entanto, o estudo nota que a meta provavelmente não será cumprida, se os governos não começarem agora a aumentar seus esforços de planejamento realista, mas ambicioso, com mais opções de tecnologias e a integração da energia limpa à infra-estrutura existente, informa o Clean Technica.

Foto: Don Graham/Creative Commons

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Planeta Urgente

JOSÉ EDUARDO MENDONÇA

produziu uma série de reportagens pioneiras para o Jornal da Tarde sobre fontes alternativas de energia e, logo depois, indo morar em Londres, tomou contato com o movimento do que se chamava à época conservacionismo - o que se tornou mais tarde ambientalismo. Neste blog, rastreia ações, políticas e o multifacetado pensamento sobre a questão socioambiental pelo mundo. As opiniões expressas nos veículos citados não são de responsabilidade do Planeta Sustentável, embora a divergência entre elas contribua com a dinâmica do debate.

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