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Cresce 10 vezes o número de espécies de corais ameaçadas nos EUA José Eduardo Mendonça - 29/08/2014 às 12:44

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Foram acrescentadas a lista 20 agora e apenas duas em 2006

Um estudo publicado esta semana anunciou um aumento de dez vezes no número de espécies de corais ameaçadas, com 20 novas acrescentadas à lista. Duas haviam sido listadas em 2006, elevando a soma para 22.

Corais que criam recifes estão sob severa ameaça pela mudança do clima, afirmou na quarta-feira a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos EUA.

Os oceanos estão ficando mais ácidos e mais quentes. causando a morte em massa de corais. Outras ameaças incluem poluição e pesca em excesso em seus ecossistemas. As espécies acrescentadas à lista encontram-se todas nas costas do Atlântico e do Golfo, ou em águas territoriais dos Estados Unidos.

Elas podem estar extintas em 2100, o que levou à decisão da NOAA de colocá-las na lista da Lei de Espécies Ameaçadas dos EUA.

“Acho que não podemos tomar mais qualquer decisão a este respeito sem levar em consideração que o planeta está aquecendo, e que os oceanos estão se transformando e continuarão a se transformar,” afirmou Russell Brainard, chefe da divisão de ecossistemas de corais da instituição, ao explicar a decisão da agência. Ela terá ainda que decidir como reduzir o estresse destas mudanças nas espécies de corais, algumas das quais tiveram um declínio da 90%.

“Sem a redução das concentrações de dióxido de carbono na atmosfera, não há medidas para salvar estas espécies,” disse Katharine Ricke, cientista do clima na Instituição Carnegie, informa o Science Mag.

Foto: USFWS/Creative Commons/Flickr

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Dobrar energia renovável economizaria U$ 740 bilhões por ano José Eduardo Mendonça - 06/06/2014 às 12:38

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Custos são associados à queima de combustíveis fósseis

Dobrar a quantidade de energia renovável gerada hoje no mundo até 2030, para 36% do mix global, pode significar uma economia de U$ 740 bilhões por ano. Os dados são de um novo estudo da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena).

Segundo ela, esta meta não apenas é possível e viável, como ajudará a limitar o aumento de temperaturas globais em 2ºC em relação aos níveis pré-industriais.

Chegar aos 36% reduziria o consumo de petróleo e gás em cerca de 15% e o de carvão em 26%, afirma o relatório. Isto também induziria a criação de um milhão de empregos, diminuição da poluição e seus efeitos adversos para a saúde. Além disso, as nações dependentes de importação de energia alcançariam sua segurança energética.

“Nossos dados mostram que a energia renovável pode ajudar a evitar uma mudança do clima catastrófica e economizar dinheiro, se forem considerados todos os custos”,  disse hoje Adnan Z Amin, diretor-geral da agência, no lançamento do relatório em Nova York.

No entanto, o estudo nota que a meta provavelmente não será cumprida, se os governos não começarem agora a aumentar seus esforços de planejamento realista, mas ambicioso, com mais opções de tecnologias e a integração da energia limpa à infra-estrutura existente, informa o Clean Technica.

Foto: Don Graham/Creative Commons

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China derruba montanhas para construir cidades José Eduardo Mendonça - 05/06/2014 às 10:45

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Impacto ambiental não está sendo avaliado, dizem cientistas

A campanha chinesa de remover topos de montanhas e preencher vales para a construção de cidades pode ter um custo muito alto, com poluição, erosão e enchentes provocados por um deslocamento de terra sem precedentes, afirmaram ontem pesquisadores chineses.

Dezenas de picos de até 150 metros de altitude foram aplainados na última década, envolvendo uma área de 250 quilômetros quadrados. Mas não foram feitas avaliações suficientes dos riscos, afirmam cientistas da Universidade de Chang’an em estudo publicado na Nature.

“Isto é como promover uma grande cirurgia na camada terrestre,” dizem os autores. Além dos problemas mencionados, os projetos destruíram terras agrícolas e o habitat de animais selvagens e plantas.

A remoção de montanhas para mineração é comum nos Estados Unidos, mas isto nunca aconteceu na escala chinesa, ou para a construção de áreas urbanas, diz um dos autores, Li Peiyue, professor de hidrologia e ciência ambiental, comentou: “Acreditamos que o governo deveria ser cauteloso na promoção de projetos antes que experimentos apropriados tenham provado que são tecnológica, geológica e ambientalmente viáveis.”

A erosão do solo aumenta o conteúdo de sedimentos em fontes locais de água. Em Shiyan, os projetos já provocaram deslizamentos de terra, enchentes e a alteração dos cursos de água. Em Langzhou, na província de Gansu, o trabalho foi temporariamente suspenso pelos graus de poluição causados pela escavação.

Os cientistas alegam que a falta de avaliação econômica da remoção de terras pode gerar problemas: “O governo deveria ser dissuadido de seguir em frente onde o lucro não existe,” escrevem os autores do trabalho, de acordo com o Guardian.

Foto: BackChina/Creative Commons

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Planeta Urgente

JOSÉ EDUARDO MENDONÇA

produziu uma série de reportagens pioneiras para o Jornal da Tarde sobre fontes alternativas de energia e, logo depois, indo morar em Londres, tomou contato com o movimento do que se chamava à época conservacionismo - o que se tornou mais tarde ambientalismo. Neste blog, rastreia ações, políticas e o multifacetado pensamento sobre a questão socioambiental pelo mundo. As opiniões expressas nos veículos citados não são de responsabilidade do Planeta Sustentável, embora a divergência entre elas contribua com a dinâmica do debate.

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