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Planetas distantes dão um vislumbre do futuro dos oceanos da Terra José Eduardo Mendonça - 24/10/2014 às 09:59

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Cientistas examinam o que novas descobertas nos dizem

Vastos mares de hidrocarbonos e massas de água abaixo de quilômetros de gelo estão entre os ambientes incomuns de planetas distantes, que estão fornecendo informações sobre o destino potencial de nossos mares.

Um novo livro, da Universidade de Leicester, publicado ontem (24/10) pelo Oxford University Press, explora o que sabemos sobre a história dos oceanos da Terra e o que novas descobertas estão nos dizendo sobre seu futuro.

Ocean Worlds, The story of seas on Earth and Other Planets (Mundos Oceânicos, a história dos mares na Terra e em outros planetas, em tradução livre) discute a extensão da mudança nos mares de nosso mundo no longo prazo, e as alterações atuais trazidas pela mudança do clima.

Os autores, Jan Zalasiewicz e Mark Williams, do Departamento de Geologia da Universidade, detalham o impacto humano em nossos oceano: a sobrepesca e  a poluição, que colocam em risco este recurso precioso, e a história extraordinário de como o plástico se espalha agora por eles.

Em um encontro científico recente em Berlim, Zalasiewicz disse que o mundo mudou tanto que estamos mesmo em uma nova época, e que o consenso é real: o chamado antropoceno vai parecer muito diferente para geólogos do futuro do que era antes dele.

“Sabemos dos possíveis oceanos em Vênus, e provavelmente daqueles em Marte, assim como dos mares que estão embaixo do gelo em luas de Saturno e Júpiter, e os mares de hidrocarbono na lua Titã. Eles nos dizem como poderá ser o estado de vários oceanos da Terra, e como eles poderão mudar com o tempo, ou desaparecer,” afirmou, segundo o Daily Telegraph.

Foto: Nasa’s Marschall Space Flight Center/Creative Commons 

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Remédios no ambiente afetam vida selvagem e ecossistemas José Eduardo Mendonça - 15/10/2014 às 15:14

Estudo busca avaliar impacto

Substâncias farmacêuticas levadas ao ambiente pelo esgoto podem ser uma causa oculta da crise global da vida selvagem, de acordo com novo estudo. Cientistas advertem que o uso global de drogas, projetadas para serem biologicamente ativas em baixas concentrações, está aumentando rapidamente, embora saiba-se pouco sobre seu efeito no mundo natural.

São raros os estudos da contaminação destes produtos, mas um novo trabalho publicado ontem revela que um antidepressivo reduz a alimentação de estorninhos, e que um anticoncepcional devasta populações de peixes em lagos.

“As milhares de drogas hoje em uso têm o potencial de provocar efeitos na vida selvagem e nos ecossistemas,” disse Kathryn Arnold, da Universidade de York, na Inglaterra, editora de um número especial do Philosophical Transactions of the Royal Society B.

“Dado que as populações de muitos animais que vivem em paisagens alteradas pelo homem estejam em declínio por razões não plenamente explicadas, acreditamos estar na hora de explorar desafios emergentes,” afirmou ela.

A ingestão de drogas de forma irresponsável pode ter sérias repercussões já bem documentadas para as populações humanas. Estima-se que, no caso da Inglaterra, 6.5% das internações hospitalares se devam a isto, ao custo de U$ 3 bilhões por ano.

Voltando à natureza, alguns fatos produzem espanto. Em partes da Índia, abutres foram virtualmente extintos por drogas anti-inflamatórias dadas ao gado de cujas carcaças se alimentavam. Estrogênios sintéticos usados em anticoncepcionais quase mataram toda a população de vairões em um lago em Ontário, no Canadá.

Uma pesquisa publicada no mês passado revelou que metade das espécies do planeta foram eliminadas nos últimos 40 anos. O trabalho mostrou que, em águas doces, onde são encontrados mais comumente resíduos de drogas, foram perdidos 75% dos peixes e anfíbios, lembra o MoneyLife.

Foto: Global Panorama/Creative Commons/Flickr

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Austrália tem plano de conservação da Grande Barreira de Corais José Eduardo Mendonça - 15/09/2014 às 15:55

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Para ambientalistas, porém, medidas não são suficientes

Numa tentativa de evitar que as Nações Unidas reclassifiquem a Grande Barreira de Corais, de Patrimônio Mundial da Humanidade para “em perigo”, o governo australiano divulgou hoje um plano de 35 anos para administrar riscos a ela. Mas, dizem conservacionistas, ele não vai até onde deveria.

“O plano não tem ações concretas e firmes que, segundo nos disseram cientistas, são necessárias para reverter a situação, “, disse Louise Matthiesson, uma militante do grupo WWF-Australia. “No geral, não se trata dos negócios como de costume, mas quase isso.”

“Nós esperávamos metas mais altas de redução de poluição, algum financiamento para ajudar os agricultores e alcançá-las, e também uma proibição do despejo de resíduos de dragagem. E até o momento estas coisas não constam da minuta do plano,” afirmou ela.

“A única coisa que está no plano é um compromisso de desenvolvimento de uma política para a dragagem. Não existe garantia de que ele irá terminar com o despejo em toda a área do Patrimônio,” continuou.

A Organização Educacional, Científica e Cultural da ONU listou a Barreira como um patrimônio universal em 1981, mas em 2015 alertou que ela poderia ser retirada da lista.

O governo australiano reconhece em seu relatório que a barreira, que se estende por grande parte da costa do estado de Queensland e tem o tamanho da Itália ou do Japão, se encontra sob ameaça crescente da mudança do clima, a má qualidade da água e o impacto do desenvolvimento costeiro, que inclui a controvertida expansão do grande porto de carvão em Abbot Point, informa o New York Times.

Foto: Tourism and Events Queensland

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Planeta Urgente

JOSÉ EDUARDO MENDONÇA

produziu uma série de reportagens pioneiras para o Jornal da Tarde sobre fontes alternativas de energia e, logo depois, indo morar em Londres, tomou contato com o movimento do que se chamava à época conservacionismo - o que se tornou mais tarde ambientalismo. Neste blog, rastreia ações, políticas e o multifacetado pensamento sobre a questão socioambiental pelo mundo. As opiniões expressas nos veículos citados não são de responsabilidade do Planeta Sustentável, embora a divergência entre elas contribua com a dinâmica do debate.

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