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Paris quer carros a diesel fora das ruas em 2020 José Eduardo Mendonça - 08/12/2014 às 11:18

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Prefeita pretende ainda criar zonas de pedestres no centro da cidade

A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, disse ontem em entrevista ao Journal de Dimanche que gostaria de ver carros a diesel fora das ruas da capital francesa até 2020, e que deveriam ser criados bairros apenas de pedestres no centro da cidade, como parte de um plano de luta contra a poluição. Os veículos usados dentro destas zonas seriam limitados aos de residentes, e aqueles de emergência e entregas. Ônibus, táxis e bicicletas não seriam afetados.

Segundo ela, seu plano será discutido pela Câmara Municipal amanhã. A exceção no caso dos veículos a diesel, afirmou, seria feito no caso dos proprietários de carros de baixa renda que usassem veículos antigos apenas ocasionalmente.

“Hoje 60% dos parisienses já não têm carros. comparados com 40% em 2001. As coisas estão mudando com rapidez”, afirmou ela.

O plano de Higaldo inclui limites aos ônibus de turistas que infestam Paris, a proibição dos caminhões que cruzam a cidade em direção a outros lugares e o acréscimo de vans elétricas ao esquema da cidade de partilha de carros.

Os prefeitos de todas as grandes cidades europeias estão envolvidos no combate à poluição causada pelo diesel, cujas emissões de minúsculas partículas e óxidos de nitrogênio são prejudiciais à saúde. Mas a França tem o maior número de veículos com este combustível na Europa – foram 65% dos carros novos vendidos nos primeiros seis meses deste ano.

A prefeita reconheceu que a mudança significaria sacrifícios para os motoristas, que adotaram o diesel como alternativa barata à gasolina. Seu projeto prevê a concessão de incentivos fiscais para a compra de carros ambientalmente menos danosos, informa o Guardian.

Foto: Taylor Miles/Creative Commons

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Poluição do ar pode ter custado à Europa U$235 bilhões em 2012 José Eduardo Mendonça - 25/11/2014 às 12:38

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Valor, de 2012, é igual ao PIB da Finlândia

A poluição do ar, principalmente de usinas de energia a carvão, custou à sociedade na Europa U$ 235 bilhões em 2012 – ou a mesma quantia que o Produto Interno Bruto (PIB) da Finlândia, revelou hoje relatório da Agência Ambiental Europeia.

A agência fornece pesquisas para legisladores do bloco que estão reconsiderando propostas apresentadas no ano passado pela Comissão Europeia, braço executivo da União, para torná-las mais duras em relação à qualidade do ar.

O trabalho analisou o impacto da poluição sobre custos de saúde, dias de trabalho perdidos, danos a edifícios, redução da produtividade de safras e outros, e descobriu que o custo foi de pelo menos U$ 73 bilhões, podendo ter chegado a U$ 235 bilhões.

Esta grande disparidade reflete o modo de calcular custos e os números se comparam a estimativas de entre U$ 98 bilhões e U$ 311 bilhões em 2008, no começo do período analisado (2008 a 2012).

Estes custos caíram porque as leis ambientais europeias e a crise econômica provocada pela irresponsabilidade do setor financeiro causaram um corte nas emissões de dióxido de carbono, óxidos de nitrogênio, óxidos de enxofre e ainda matéria particulada.

Mas, dizem os pesquisadores, vai ser um desafio manter o progresso e cortar emissões em tempos de crescimento econômico. Das 30 maiores instalações que causavam os maiores danos, 26 eram usinas de energia movidas principalmente a carvão na Alemanha e Leste Europeu.

Entre 2008 e 2012, o custo estimado total das emissões geradas por 14.325 instalações industriais foi de pelo menos U$ 383 bilhões, e possivelmente de até U$ 1.3 trilhão, acrescenta o relatório, de acordo com a CNBC.

Foto: Storm Crypt/Creative Commons

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Na Inglaterra, milhões são expostos por ano a níveis perigosos de poluição José Eduardo Mendonça - 20/11/2014 às 09:32

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Condição atinge 95% da população urbana

Milhões de residentes da Inglaterra são expostos por ano a níveis perigosos de poluição, de acordo com o último conjunto de estatísticas oficiais publicado ontem pela Agência Ambiental Europeia.

Também ontem, a Corte Europeia de Justiça julgou que o governo britânico não cumpre as leis de qualidade do ar da União Europeia, e a nova pesquisa revelou que 95% da população urbana do país convive com um nível nocivo de poluentes.

Segundo a agência, embora políticas tenham melhorado a qualidade do ar em geral, a polução ainda é o maior risco ambiental para a saúde, resultando em altos custos para o sistema, trabalhadores enfermos e cerca de 400.00 mortes prematuras na Europa em 2011.

O relatório anual de qualidade do ar coleta dados de estações oficiais de monitoração em toda a Europa. E mostra que quase todos os moradores de cidades são expostos a poluentes em nível considerado arriscado pela organização mundial de saúde.

O poluente mais sério é a matéria particulada, capaz de penetrar profundamente nos pulmões. A exposição de longo prazo a ela foi responsável pela maioria de mortes prematuras na Europa em 2011, e altos níveis de ozônio de solo em curtos episódios levaram também a um número considerável de perdas de vida.

As fontes das partículas incluem geração geotérmica de energia, queima de biomassa ou combustíveis fósseis para aquecimento doméstico e emissões de veículos, informa a Spyghana.

Foto: CARLOS62/Creative Commons/Flickr

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Planeta Urgente

JOSÉ EDUARDO MENDONÇA

produziu uma série de reportagens pioneiras para o Jornal da Tarde sobre fontes alternativas de energia e, logo depois, indo morar em Londres, tomou contato com o movimento do que se chamava à época conservacionismo - o que se tornou mais tarde ambientalismo. Neste blog, rastreia ações, políticas e o multifacetado pensamento sobre a questão socioambiental pelo mundo. As opiniões expressas nos veículos citados não são de responsabilidade do Planeta Sustentável, embora a divergência entre elas contribua com a dinâmica do debate.

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