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Água que atravessa 40% das terras corre risco de poluição por pesticidas José Eduardo Mendonça - 25/02/2015 às 15:55

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Estudo faz primeiro mapa global do problema

Cursos de água que atravessam cerca de 40% da terra do planeta correm o risco de poluição por pesticidas, de acordo com análise publicada esta semana na Environmental Pollution.

Globalmente, são usadas 4 milhões de toneladas deles por ano, e estudos mostram que estão associados a declínios significativos na biodiversidade da água doce, notam os pesquisadores. Correm risco particular águas de superfície no Mediterrâneo, Estados Unidos, América Central e sudeste da Ásia, segundo o trabalho, que produziu o primeiro mapa do problema.

Levando em consideração dados do tempo, terreno, taxas de aplicação de pesticidas e padrões de uso da terra, o mapa mostra que a situação é melhor no Canadá e norte da Europa, mas que piora mais perto do equador. Mais áreas serão expostas com o crescimento populacional e o aquecimento do clima, porque a atividade agrícola e a incidência de pestes irão ambas se intensificar.

Diferentemente de outras substâncias químicas, os pesticidas agrícolas são intencionalmente aplicados ao ambiente para ajudar agricultores a controlar insetos, pragas e outras pestes potencialmente perigosas. Podem portanto afetar ecossistemas de terra, mas também água de superfície.

“Sabemos de investigações anteriores, por exemplo, que pesticidas podem reduzir a biodiversidade de invertebrados em ecossistemas de água doce em até 42% e que esperamos um aumento da aplicação destas substâncias como resultado da mudança do clima“, disse ontem Matthias Liess, do Centro Helmholtz de Pesquisa Ambiental, na Alemanha, e autor do estudo.

Liess adverte sobre a multiplicação do uso de pesticidas em muitos países em desenvolvimento, nos quais o grande agronegócio está eliminando práticas tradicionais, informa o EurekAlert.

Foto: Brian Robert Marshall/Wikimedia Commons

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Poluição na China pode contribuir com 257 mil mortes na próxima década José Eduardo Mendonça - 09/02/2015 às 15:13

Pesquisadores analisaram níveis de micropartículas no ar

De acordo com estudo divulgado na semana passada pela Universidade de Pequim e pelo Greenpeace, uma população maior, por exemplo, do que toda Petrolina, em Pernambuco, poderá morrer nos próximo dez anos como consequência de doenças provocadas por poluição.

Os pesquisadores analisaram os níveis de 2013 de poluentes conhecidos como PM2.5, ou matéria particulada, minúsculas e geradas pela energia a carvão e pela indústria chinesas. E projetaram o número de “mortes prematuras” caso os poluentes persistam no longo prazo.

No topo da lista está o distrito industrial de Shijiazhuang, cuja situação ambiental responderia pela morte de 137 em cada 100 mil pessoas. O nível em 31 províncias populosas é impressionante, afirma a pesquisa.

Outro estudo do Greenpeace divulgado no começo deste mês revela que 90% das cidades chinesas que reportam seus níveis de poluição do ar não estão atingindo os padrões nacionais, apesar da declarada guerra governamental contra ela – que está, de qualquer forma, produzindo resultados.

Metade destas mortes podem ser evitadas se as medidas tiverem êxito. O trabalho foi amplamente noticiado na imprensa estatal, um sinal de que as autoridades estão relaxando algumas restrições a notícias sobre a questão, diz o Greenpeace.

Foto: theglobalpanorama/Creative Commons/Flickr

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Quase 90% das grandes cidades da China não atingiram metas de poluição em 2014 José Eduardo Mendonça - 02/02/2015 às 12:54

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Ainda assim, houve avanços depois do estabelecimento de medidas implementadas em 2013

Quase 90% das grandes cidades da China não conseguiram cumprir suas metas de qualidade do ar, mas aconteceu uma melhora desde que a “guerra contra a poluição” no país começou a ser travada em 2013, de acordo com informações divulgadas hoje pelo Ministério da Proteção Ambiental chinês.

O ministério diz em seu website que apenas oito das 74 cidades monitoradas chegaram a obedecer padrões nacionais de quantidade de PM2.5, numa leitura das partículas encontradas no ar, monóxido de carbono e ozônio.

Em 2013, apenas três cidades – Haikou, Lhasa (capital do Tibete) e Zhoushan – alcançaram o planejado. Das dez cidades com pior desempenho em 2014, sete estão localizada na província de indústria pesada de Hebei, que cerca a capital, Beijing.

De acordo com o ministério, a média de PM2.5 da região Beijing-Hebei ficou em 93 microgramas por metro cúbico no ano passado. O padrão estatal é de 35 microgramas, mas a China não espera conseguir que a média nacional chegue a isto antes de 2030.

A China tem um ar notoriamente carcinogênico, o que de acordo com analistas contribui com a morte de 1,2 milhão de pessoas por ano. Em 2014, Baoding, com 11 milhões de habitantes, foi a mais poluída. A cidade planeja fechar fábricas tradicionais e atrair indústrias mais limpas, segundo o Wall Street Journal.

Foto: theglobalpanorama/Creative Commons/Flickr

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Planeta Urgente

JOSÉ EDUARDO MENDONÇA

produziu uma série de reportagens pioneiras para o Jornal da Tarde sobre fontes alternativas de energia e, logo depois, indo morar em Londres, tomou contato com o movimento do que se chamava à época conservacionismo - o que se tornou mais tarde ambientalismo. Neste blog, rastreia ações, políticas e o multifacetado pensamento sobre a questão socioambiental pelo mundo. As opiniões expressas nos veículos citados não são de responsabilidade do Planeta Sustentável, embora a divergência entre elas contribua com a dinâmica do debate.

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