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Exercícios são mais importantes que efeitos negativos da poluição José Eduardo Mendonça - 30/03/2015 às 13:07

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E ar mais limpo deixa crianças com pulmões mais saudáveis

Novo estudo da Universidade de Copenhague descobriu que os efeitos benéficos do exercício são mais importantes para nossa saúde do que os efeitos negativos da poluição do ar. Ou seja, a poluição não deve ser percebida como uma barreira ao exercício em áreas urbanas.

“Mesmo para aqueles que vivem nas áreas mais poluídas de Copenhague, é mais saudável correr, caminhar ou ir de bicicleta ao trabalho do que permanecer inativo”, diz Zorana Jovanovic Andersen, do Centro de Epidemiologia da universidade. A pesquisa foi publicada na Environmental Health Perspectives. “Ainda assim, recomendamos que, quando possível, as pessoas se exercitem em áreas verdes com baixa poluição, longe de ruas movimentadas”, acrescenta.

Com relação às crianças, pesquisas indicaram que ar mais sujo prejudica o desenvolvimento dos pulmões, reduzindo permanentemente a capacidade respiratória. “Mas agora podemos dizer que a boa qualidade do ar leva a uma saúde melhor”, afirma James Gauderman, professor de medicina preventiva da Faculdade do Sul da Califórnia e principal autor do estudo.

A pesquisa acompanhou o desenvolvimento pulmonar de crianças recrutadas das comunidades mais poluídas do sul do estado. Equipes de campo mensuraram sua capacidade respiratória dos 11 aos 15 anos. Com a melhoria da qualidade do ar nos últimos anos, o número de crianças com função pulmonar anormalmente baixa – menos de 80% da capacidade pulmonar esperada para suas idades – caiu em mais de 4%, dos 7.9% em meados dos anos 1990 para 3.6% em 2001. O crescimento dos pulmões melhorou em mais de 10% no mesmo período.

Crianças com asma foram as mais beneficiadas, mas todas melhoraram, independente de fatores como educação, etnia, exposição à fumaça do tabaco e a posse de animais domésticos, informa o Philly.com.

Foto: kaorihf/Pixabay/Domínio Público

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Quase metade de todos os carros elétricos foram comprados em 2014 José Eduardo Mendonça - 25/03/2015 às 12:29

Montadoras preparam nova geração para rodar o dobro dos atuais com a mesma bateria

Fabricantes globais de automóveis preparam nova geração de massa de carros elétricos com mais que o dobro da capacidade de rodagem do que, por exemplo, o Leaf, da Nissan, um pioneiro do mercado.

Eles apostam que avanços tecnológicos em baterias vão acelerar a demanda. A ideia é lançar carros que possam ser acessíveis e andem até 322 km entre recargas.

Esta geração deverá estar nas ruas em três anos. A maioria dos veículos elétricos com preços possíveis para a classe média tem um alcance de 121 a 137 km por carga (menos, se o tempo estiver frio, ou quando o motorista usa ar condicionado).

Isto faz com que consumidores desenvolvam a chamada “ansiedade de alcance” e freiem a demanda. Nos EUA, foram vendidos apenas 67.000 carros elétricos no ano passado, ou 0.4% dos novos veículos de passageiros e caminhões comercializados.

Para o mundo, o percentual foi de metade de um por cento dos 85 milhões vendidos, mas uma empresa de pesquisa alemã diz que este pequeno montante representa quase metade dos veículos de passageiros movidos a bateria. A demanda cresceu tão rápido que o mercado para as baterias com este fim deverá crescer sete vezes até 2020.

Os dados mostram não apenas um aumento explosivo nas vendas, como uma ligação clara entre incentivos governamentais, principalmente fiscais, e uma adoção mais ampla. Os carros utilizam energia de modo mais eficiente e ajudam a reduzir a poluição e as doenças respiratórias causadas em parte pela fumaça dos escapamentos. A recente queda nos preços do petróleo, porém, brecaria esta demanda, diz o International Business Times.

Foto: Rae Allen/Creative Commons/Flickr

 

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Pequim promete Olimpíadas de Inverno sem poluição em 2022 José Eduardo Mendonça - 24/03/2015 às 17:52

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Custos de construção também serão controlados

A capital chinesa disputa o direito de alojar as Olimpíadas de Inverno de 2022, e elas seriam econômicas e livres da poluição notória que envolve a cidade, disse hoje seu prefeito, Wang Anshun. Pequim, que pleiteia a hospedagem juntamente com a vizinha Zhangjiakou, recebe esta semana uma equipe de avaliação do Comitê Olímpico Internacional.

Os jogos de 2018 serão na Coreia do Sul e os de 2020 em Tóquio, e as chances de acontecerem pela terceira vez consecutiva em uma cidade asiática pareciam remotas. Mas ficaram na disputa apenas Pequim e Almaty, no Casaquistão, ambas sem tradição no caso.

As autoridades chinesas vão ter de correr contra o tempo. Fotos da capital envolvida por uma densa camada de fumaça tornaram-se lugar comum na imprensa de todo o mundo. Mas, disse Wang, “estamos dispostos a reduzir o uso de carvão, aliviar a poluição dos veículos, aumentar o uso dos elétricos e pedir a indústrias mais poluentes que saiam da cidade”.

O prefeito promete chegar até 2022 aos padrões de qualidade do ar estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde. Os níveis médios de partículas perigosas no ar conhecidas como PM2.5 ficaram em 85.9 microgramas por metro cúbico em 2014, 4% a menos que no ano anterior, mas ainda muito distantes do padrão nacional, de 35 microgramas.

Público não vai faltar. Mais de 300 milhões de chineses praticam esportes de inverno. Além disso, instalações e infraestrutura estão prontos em grande parte, desde que Pequim hospedou os Jogos Olímpicos de 2008. E existe uma linha de trem de alta velocidade ligando-a a Zhangjiakou.

O inverno, no entanto, não é uma época ideal para um sonho de céu azul. Na estação, são queimadas milhões de toneladas de carvão para aquecimento, e os ventos que chegam do norte e poderiam limpá-lo são bloqueados pelas montanhas da cidade. Segundo autoridades da China, azul mesmo só em 2030. Tudo vai depender de o país conseguir mudar sua matriz energética e estrutura industrial, comenta a agência de notícias chinesa Xinhua.

Foto: Wikimedia Commons/网友的作品

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Planeta Urgente

JOSÉ EDUARDO MENDONÇA

produziu uma série de reportagens pioneiras para o Jornal da Tarde, ainda em 1976, sobre fontes alternativas de energia e, logo depois, indo morar em Londres, tomou contato com o movimento que se chamava à época conservacionismo - e mais tarde se tornaria ambientalismo. Neste blog, escreve artigos e análises sobre temas ligados à sustentabilidade e ao ambiente, intercalados com posts sobre assuntos de destaque na imprensa internacional.

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