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O desastre ambiental dos republicanos José Eduardo Mendonça - 24/01/2012 às 10:19

Pré-candidatos tem plataformas reacionárias

Quatro anos depois de o mote do Partido Republicano dos EUA ter se tornado “vamos perfurar” (“drill, baby, drill”), os temas ambientais mal aparecem na campanha para a escolha de qual dos seus representantes vai ser candidato à presidência.

As posições dos candidatos sobre regulação ambiental, aquecimento global e água e ar limpos vão ter de vir à tona nas prévias de 31 de janeiro na Flórida, um estado onde a perfuração de petróleo offshore e a preservação dos Everglades são considerados tópicos obrigatóriso para debates.

A perfuração foi proibida há tempos no estado pelos temores de que vazamentos danificariam suas praias, demolindo a indústria do turismo. E os governos estadual e federal estão gastando bilhões para limpar os Everglades.

Embora a maioria dos candidatos deva expressar apoio no caso dos Everglades – como Mitt Romney fez em sua campanha de 2008 -, ambientalistas estão notando uma guinada ainda mais à direita de todo o Partido Republicano. Os candidatos pediram menos regulação ambiental, questionaram se o aquecimento global é uma farsa e criticaram a Agência de Proteção Ambiental americana (EPA)  por suas políticas com relação a água e ar limpos.

“Há alguns anos, havia pessoas que na verdade acreditavam em resolver alguns destes problemas. Hoje, eles não acreditam nem na ciência básica,” disse Navin Nayak, da Liga de Eleitores pela Conservação à Associated Press.

Romney saudou a passagem de limites mais severos a emissões de carbono em 2005, quando era governador do Massachusetts, mas no ano passado disse que isto tinha sido um erro. Havia concordado com o consenso científico sobre o aquecimento global e a contribuição da humanidade a ele, mas agora fala que “não sabemos o que está provocando a mudança do clima.”

O ex-presidente da Câmara Newt Gingrich apoiou regulações ambientais mais duras no começo de sua carreira no Congresso e apareceu em 2008 em um comercial de TV, junto com a então presidente da Câmara Nancy Pelosi, pedindo ação. Agora ele afirma que ter aparecido com a política liberal de São Francisco “foi a coisa mais estúpida que fiz em anos.” Pede o fim da proibição à perfuração offshore e diz que a EPA “mata empregos” e deve ser substituída.

É quase certo que um dos dois será o candidato republicano à presidência dos EUA. E provavelmente vencerá, se o aprofundamento da crise na zona do euro começar a contaminar a economia americana, que no momento dá sinais de recuperação.

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JOSÉ EDUARDO MENDONÇA

produziu uma série de reportagens pioneiras para o Jornal da Tarde sobre fontes alternativas de energia e, logo depois, indo morar em Londres, tomou contato com o movimento do que se chamava à época conservacionismo - o que se tornou mais tarde ambientalismo. Neste blog, rastreia ações, políticas e o multifacetado pensamento sobre a questão socioambiental pelo mundo. As opiniões expressas nos veículos citados não são de responsabilidade do Planeta Sustentável, embora a divergência entre elas contribua com a dinâmica do debate.

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