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O cloro da piscina deteriora seu protetor solar José Eduardo Mendonça - 09/10/2012 às 10:09


Nanopartículas usadas para proteger contra raios ultravioleta perdem função

Água com cloro de piscinas pode remover a cobertura protetora de nanopartículas de dióxido de titânio em protetores solares – ela protege as pessoas contra os raios ultravioletas do sol. Sob o sol, as partículas têm a propriedade de reagir com a água, gerando perigosos radicais livres.

Estes radicais livres têm o poder de danificar o DNA de células e levar ao câncer e outras doenças, mas não são conhecidos os riscos gerais para a saúde humana de oxidantes que se formam desta maneira a partir de nanopartículas de protetores solares.

Um estudo publicado no Chemical Engineering Journal é o primeiro a mostrar que a cobertura protetora pode degradar na água. Antes, acreditava-se que a cobertura fosse estável, mas a influência do cloro não havia sido estudada.

Sabe-se que nanopartículas não revestidas de dióxido de titânio geram radicais livres na presença de luz do sol e água. Radicais livres são uma preocupação, porque foram ligados ao estresse oxidante e ao dano de DNA.

Os pesquisadores usaram uma água de piscina preparada em laboratório, e revelaram que quanto maior o nível de cloro, mais da cobertura é removida. Isto é particularmente relevante para a exposição humana, porque os protetores solares são tipicamente aplicados antes da natação, e muitas piscinas são desinfetadas com cloro. As descobertas também sugerem que a cobertura protetora não será removida em água sem cloro, como a de lagos, rios e oceanos. Mas a química da água de corpos naturais da substância varia muito e não foram investigados outros fatores que contribuem com a estabilidade das partículas e com a formação reativa de oxigênio.

O estudo revelou ainda que as nanopartículas revestidas geram radicais livres quando expostas ao sol, mas apenas quando a água contem cloro. Presumivelmente, os radicais livres são gerados apenas depois que  o cloro remove a camada protetora.

O trabalho investigou apenas um tipo de cobertura, o hidróxido de alumínio. Outros materiais usados para cobrir as partículas são polímeros, silício e hidróxidos de magnésio e zircônio. Serão necessárias pesquisas adicionais para determinar a degradação destas substâncias, de acordo com o Environmental Health News.

Foto: Grufnik / Creative Commons

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Planeta Urgente

JOSÉ EDUARDO MENDONÇA

produziu uma série de reportagens pioneiras para o Jornal da Tarde sobre fontes alternativas de energia e, logo depois, indo morar em Londres, tomou contato com o movimento do que se chamava à época conservacionismo - o que se tornou mais tarde ambientalismo. Neste blog, rastreia ações, políticas e o multifacetado pensamento sobre a questão socioambiental pelo mundo. As opiniões expressas nos veículos citados não são de responsabilidade do Planeta Sustentável, embora a divergência entre elas contribua com a dinâmica do debate.

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