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Furacões podem destruir turbinas eólicas José Eduardo Mendonça - 15/02/2012 às 09:33


Costa do Atlântico é área de risco

Planos para fazendas eólicas offshore nas costas do Atlântico e do Golfo do México estão se tornando realidade. Mas de acordo com um estudo da Universidade Carnegie Mellon, furacões podem destruir um número significativo de turbinas, ou mesmo varrê-las do mapa.

Embora as turbinas sejam projetadas para suportar a força dos ventos, elas podem ser severamente danificadas pelo excesso deles. Nos EUA, Europa e Ásia, turbinas pegaram fogo, lâminas foram entortadas e torres derrubadas em meio a tempestades.

Os autores do estudo, publicado nesta segunda-feira na revista PNAS, da Academia Nacional de Ciências americana, se decidiram a quantificar a probabilidade de que furacões possam derrubar torres em regiões onde haja novos projetos.

Eles examinaram o que poderia acontecer com 50 fazendas eólicas nas costas de quatro estados: Carolina do Norte, Nova Jersey, Massachusetts e Texas. Usando dados históricos sobre ocorrências de furacões e a sua intensidade em uma modelo de probabilidade, simularam o dano potencial a turbinas por diversos períodos de 20 anos e tomaram uma média.

Os cientistas descobriram que o dano pode ser reduzido com o uso de turbinas que possam guinar ou girar rápido o bastante em ventos caóticos para aliviar o estresse na torre.

“Há uma compensação, porque alguns dos estados com mais recursos de vento estão em áreas sujeitas a furacões,” disse ao New York Times Paulina Jaramillo, professora assistente do Departamento de Engenharia e Políticas Públicas e uma das autoras do estudo. A construção de turbinas mais fortes com mais aço nas torres e fibra de vidro nas pás seria mais cara, assim como acarretaria mais custos com baterias para alimentar a rotação plena quando a turbina não estiver produzindo energia.

Foto: Per Foreby / Creative Commons

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JOSÉ EDUARDO MENDONÇA

produziu uma série de reportagens pioneiras para o Jornal da Tarde sobre fontes alternativas de energia e, logo depois, indo morar em Londres, tomou contato com o movimento do que se chamava à época conservacionismo - o que se tornou mais tarde ambientalismo. Neste blog, rastreia ações, políticas e o multifacetado pensamento sobre a questão socioambiental pelo mundo. As opiniões expressas nos veículos citados não são de responsabilidade do Planeta Sustentável, embora a divergência entre elas contribua com a dinâmica do debate.

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