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Energia renovável deve aumentar 40% em cinco anos José Eduardo Mendonça - 11/07/2012 às 11:02
Países em desenvolvimento puxarão crescimento
A geração de energia de fontes renováveis – hidroelétrica, solar, eólica e outras – irá crescer mais de 40 por cento nos próximos cinco anos, chegando a quase 6.400 terawatts/hora (TWh) , ou mais ou menos 1.5 vezes o total de geração dos Estados Unidos, de acordo com novo relatório da Agência Internacional de Energia (AIE).
A geração de eletricidade se expandirá em 1.840 TWh globalmente entre 2001 e 2007, quase 60% a mais que os 1.160 TWh acrescentados entre 2005 e 2011, de acordo com o “Relatório de Médio Prazo do Mercado de Energia Renovável 2012″, que marca o esforço inicial da organização de mensurar e analisar os mercados do setor no mundo em médios prazos.
Os mercados emergentes, e não os dos países membros da OCDE, serão os alavancadores primários do crescimento nos próximos cinco anos. Eles responderão por 2/3 do crescimento global. A China sozinha responderá por quase 40% deste aumento.
O crescimento em energia renovável se dará em uma base ampla, no entanto, de acordo com o relatório, que também prevê “crescimento significativo e instalações” nos EUA, Índia, Alemanha e Brasil.
Trata-se de uma combinação de inovação tecnológica, comercialização acelerada e políticas governamentais de apoio. O crescimento rápido da demanda de energia – mais uma vez, puxado pelos países em desenvolvimento -, junto com preocupações e foco em segurança energética e sustentabilidade ambiental, “estão criando um ciclo virtuoso de maior competitividade global e reduções de custo,” diz a agência.
“A energia renovavel está se expandindo rapidamente com o amadurecimento de tecnologias, e as instalações estão passando da fase dos subsídios para segmentos novos e potencialmente mais competitivos em muitos países,” afirmou a diretora-executiva da AIE, Maria van der Hoeven.
“Dada a emergência de um portfolio de fontes renováveis como pilar crucial do mix de energia global, os stakeholders do mercado precisam de uma compreensão clara dos impulsionadores do crescimento e das barreiras a ele. Baseado nestes fatores, o relatório prevê um desenvolvimento renovavel global e, assim, fornece uma base de trabalho tanto para o setor público quuando para os tomadores de decisão do setor privado.”
O relatório da AIE cobre a geração e a capacidade de energia renovável de oito tecnologias em 15 mercados que respondem por 80 da geração nos cinco anos: hidroelétrica, bioenergia, eólica offshore e em solo seco, solar fotovoltaica (PV), solar concentrada (CSP), geotérmica e do oceano. O foco deste primeiro estudo de médio prazo é a energia elétrica, embora o aquecimento térmico também seja coberto. Entre outras coisas, o trabalho constata:
. A energia hidroelétrica continua a responder pela maioria da geração renovável e registra o maior crescimento absoluto (+ 730TWh) de qualquer tecnologia renovável no período 2011-2017, em grande parte nos países em desenvolvimento.
. As tecnologias fora da hidrolétrica continuam a crescer rapidamente. Entre 2001 e 2017, a geração destas tecnologias aumenta em mais de 1.100 TWh, com o crescimento igualmente divivido entre países da OCDE e em desenvolvimento.
. A energia eólica em solo, a bioenergia e a solar PV tem os maiores crescimentos, respectivamente, depois da hidroelétrica. Eólica em solo e CSP crescem rapidamente sobre bases pequenas. A energia geotérmica continua a se desenvolver em áreas com bons recuros. As tecnologias oceânicas darão passos importantes na direção da comercialização, informa o Cleantechnica.
Foto: doevos/Creative Commons
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JOSÉ EDUARDO MENDONÇA
produziu uma série de reportagens pioneiras para o Jornal da Tarde sobre fontes alternativas de energia e, logo depois, indo morar em Londres, tomou contato com o movimento do que se chamava à época conservacionismo - o que se tornou mais tarde ambientalismo. Neste blog, rastreia ações, políticas e o multifacetado pensamento sobre a questão socioambiental pelo mundo. As opiniões expressas nos veículos citados não são de responsabilidade do Planeta Sustentável, embora a divergência entre elas contribua com a dinâmica do debate.
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