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Danos aos oceanos podem chegar a U$ 2 trilhões em 2100 José Eduardo Mendonça - 22/03/2012 às 11:34


Isto pode ser evitado com o corte de emissões

O custo dos danos aos oceanos do mundo pode chegar a U$ 2 trilhões em 2100, se não forem tomadas medidas para cortar emissões de gases estufa, diz estudo publicado ontem.

Segundo o estudo, sem ação para limitar as emissões, as temperaturas médias globais poderão subir em 4 Cº até o final do século, causando acidificação, alta dos níveis do mar, poluição marinha, migração de espécies e ciclones tropicais mais intensos. Isto também ameaçaria recifes de coral e os estoques de pesca.

No trabalho, “O Valor do Oceano,” especialistas liderados pelo Instituto Ambiental Marinho de Estocolmo, analisaram as ameaças mais severas aos ambiente marinho e estimaram os custos do aquecimento global. O estudo descobriu que fertilizantes ricos em nitrogênio atingiriam mais áreas de oxigênio oceânico, causando o que se conhece como zonas mortas hipóxicas, que já são encontradas em mais de 500 locais.

“O custo dos danos pode chegar a U$ 1.98 trilhão, ou 0.37 por cento do PIB global em 2100, se não cortamos as emissões radicalmente, ” diz o estudo. A perda para o turismo acrescentaria outros U$ 639 bilhões por ano à soma. A perda da capacidade do oceano de armazenar carbono  custaria U$ 458 bilhões. Águas mais quentes armazenam menos CO2, lembra a Reuters.

Se os cortes fossem feitos com maior urgência e o aumento limitado a 2.2 Cº, os custos cairiam em U$ 1.4 trilhão. No entanto, um progresso como este iria requerer o uso de tecnologias radicais de remoção de carbono – as tais polêmicas soluções da geoengenharia, que parecem trazer mais riscos que benefícios.

Foto: Creative Commons


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Planeta Urgente

JOSÉ EDUARDO MENDONÇA

produziu uma série de reportagens pioneiras para o Jornal da Tarde sobre fontes alternativas de energia e, logo depois, indo morar em Londres, tomou contato com o movimento do que se chamava à época conservacionismo - o que se tornou mais tarde ambientalismo. Neste blog, rastreia ações, políticas e o multifacetado pensamento sobre a questão socioambiental pelo mundo. As opiniões expressas nos veículos citados não são de responsabilidade do Planeta Sustentável, embora a divergência entre elas contribua com a dinâmica do debate.

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