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Aquecimento aumenta o número de pinguins na Antártica José Eduardo Mendonça - 04/04/2013 às 14:28

Recuo de geleiras fornece mais habitats

Um estudo registra um aumento recente na população de penguins Adélie, uma colônia na Ilha Beaufort, parte de um grupamento de colônias no sul do Mar de Ross. Esta é uma resposta ao aumento de habitats para aninhamento causado pelo recuo das geleiras.

O trabalho usou fotos aéreas a partir de 1958 e imagens modernas de satélite e mostrou que tanto área de habitat como tamanho de população cresceram rapidamente nos anos 1990, diz o PLos One. As temperaturas de verão, na estação McMurdo, nas proximidades, aumentaram em cerca de 0.5Cº por década desde os anos 1980.

O tamanho da população de pinguins Adélie aumentou de 35.000 para 64.000 pares adultos (ou 84%) com o recuo do gelo entre 1958 e 2010, e a maior mudança ocorreu nas últimas três décadas, segundo o estudo, feito por uma equipe internacional liderada pelo Centro Polar Geoespacial da Universidade de Minnesota.

Além do aumento geral da população, os pesquisadores observaram um aumento da densidade populacional dentro da colônia, que ocupou um habitat antes inadequado e coberto por gelo e neve.

“Este estudo levanta questões sobre como espécies no Antártico são impactadas pela mudança ambiental,” disse Michelle LaRue, co-autora do trabalho. “Ele encoraja a nós todos examinarmos o que estamos vendo, e descobrir se este tipo de expansão de habitat está acontecendo em outros lugares com populações de pinguins Adélie ou outras espécies.”

“Aprendemos com uma pesquisa anterior, de 2001 a 2005, que é um mito pinguins nunca se mudarem para uma nova colônia em grandes números. Eles fazem isto, se as condições forem difíceis,” disse o co-autor David Ainley, ecologista da vida selvagem marinha e dono de uma consultoria ambiental na Califórnia.

Os pinguins Adélie são comuns ao longo da costa sul da Antártica. São menores que os pinguins imperadores, têm até 75 cm de altura e pensam até 5.4 quilos. Vivem apenas onde há gelo do mar, mas precisam de terra sem gelo para procriar. Um casal produz uma média de um filhote por ano e retorna à mesma área para procriar, se as condições não tiverem se alterado.

Foto: Humanoide/Creative Commons

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JOSÉ EDUARDO MENDONÇA

produziu uma série de reportagens pioneiras para o Jornal da Tarde sobre fontes alternativas de energia e, logo depois, indo morar em Londres, tomou contato com o movimento do que se chamava à época conservacionismo - o que se tornou mais tarde ambientalismo. Neste blog, rastreia ações, políticas e o multifacetado pensamento sobre a questão socioambiental pelo mundo. As opiniões expressas nos veículos citados não são de responsabilidade do Planeta Sustentável, embora a divergência entre elas contribua com a dinâmica do debate.

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