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Obrigado a todos. Mudei de endereço José Eduardo Mendonça - 16/06/2015 às 15:36

Foram em mais de cinco anos e mais de 3.700 posts, de segunda a sexta, prestigiado pela equipe do Planeta, que sempre me incentivou. Muito obrigado por me acompanharem durante todo este tempo. Sigo agora com meu novo blog, o Green Light (visite em zeeduardomendonca.com). Continuarei tratando de sustentabilidade, eficiência, economia verde, recursos naturais e meio ambiente. Sigam-me. Muito obrigado.

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Calor e número de mortos aumentam na Índia José Eduardo Mendonça - 02/06/2015 às 10:56

Chuvas poderão trazer alívio nos próximos dias

Os hospitais indianos estão atendendo milhares de pessoas desidratadas, e os mais atingidos são os pobres, os idosos e as crianças. O governo divulga instruções de urgência para que as pessoas usem chapéus, roupas de algodão de cores claras, guarda-chuvas e bebam muita água.

É a mais letal onda de calor que já atingiu o subcontinente. E isto levanta uma questão para todo o planeta: como os humanos podem sobreviver a temperaturas altas que, segundo cientistas, se tornarão cada vez mais comuns?

Em apenas dez dias morreram cerca de duas mil pessoas. A área que mais sofre é o estado de Andhra Pradesh, no sul do país, onde 1.300 pessoas perderam a vida

O país poderá ter um alívio com a chegada das monções em breve no sul, que trarão chuvas e tempestades. Mas com os termômetros chegando a quase 50ºC, as folgas dos médicos foram canceladas e o governo pede às pessoas que fiquem dentro de casa.

“O departamento de meteorologia alertou que as temperaturas permanecerão mais altas por alguns dias”, disse ontem P. Tulsi Rani, comissário especial da defesa civil de Andhra Pradesh. A onda de calor começou em abril, mas o número de mortes subiu muito nos últimos dias, relata o Wall Street Journal.

Foto: Domínio Público / Pixabay

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Batalha contra o carvão vai ser longa, mas há avanços José Eduardo Mendonça - 28/05/2015 às 14:56

Há cerca de U$ 8 trilhões de reservas conhecidas de carvão sob a superfície da Terra. O crescimento da demanda em 2014 foi de 2.4%, consolidando a posição do carvão como segunda maior fonte de energia, depois do petróleo. Nações asiáticas como China e Índia serão as grandes indutoras do aumento até 2019, eliminando o resultado de declínios no consumo nos EUA e União Europeia. A Índia deverá passar os EUA como segundo maior consumidor em 2019.

Nos EUA, o carvão gera perto de 40% da eletricidade consumida no país, mas este percentual era de mais de 50% há uma década. Hoje, quase qualquer novo watt de energia acrescentada vem de fontes como gás natural, solar e eólica. O setor de carvão emprega menos gente que o solar, que mal existia em 2010. E o governo joga duro com a forma mais suja de energia, impondo regras que inviabilizam a construção de novas usinas.

Há avanços, e um lobby em muitos países do mundo pelo retrocesso. Os interesses em jogo são pesados. Ontem, anunciou-se um fato muito positivo. O fundo soberano da Noruega (U$ 916 bilhões, dinheiro do seu petróleo) anunciou que deverá cortar bilhões em investimentos em carvão, medida que ameaça empresas europeias dependentes do combustível fóssil para produzir energia. Membros da comissão de finanças do parlamento confirmaram ontem à noite que partidos do governo e da oposição chegaram a um acordo de que o corte deverá ser de mais de 30%, medido ou pela receita ou pelo percentual de energia gerada.

A proposta foi apresentada hoje ao parlamento para uma votação em 5 de junho, e sua aprovação é muito provável. A Noruega assim assume protagonismo em uma campanha global de desinvestimento em combustíveis fósseis, por causa dos malefícios que causam à saúde humana e ao ambiente e por sua ampla contribuição com a mudança do clima. O movimento tem muitas frentes, e parte de sua origem se encontra em movimentos estudantis em universidades americanas, que possuem enormes orçamentos e fundos de investimento.

A proposta do acordo não foi que o fundo deva necessariamente reduzir seus investimentos em companhias de carvão, mas usá-lo como uma forte ferramenta para induzir empresas a diminuir sua dependência do carvão, o que será bom para o clima e a redução do risco financeiro, explicou Terje Breivik, do partido liberal e membro da comissão.

O acordo tem uma definição mais ampla de companhias de carvão do que anteriormente. O foco era nas mineradoras, mas agora foram incluídas as empresas de energia, e é delas que virá a maior parcela de desinvestimento.

Recentemente a chanceler alemã Angela Merkel disse que a economia global deveria ser descarbonizada este século, e que esperava impelir outros países ricos a apoiar medidas neste sentido na reunião do G7 no começo de junho. Ainda, a Igreja da Inglaterra, a Universidade de Oxford e os herdeiros da fortuna petrolífera dos Rockefellers estão entre instituições e grupos notáveis anunciando cortes em investimentos em carvão. “A Noruega lidera, mas suspeito que não estará sozinha por muito tempo”, disse ontem Tom Sanzillo, do Institute for Energy Economics and Financial Analysis, de Nova York.

Mas há quem caminhe na contra mão. O estado americano do Texas conspirou com a indústria do carvão para isentar 19 usinas dos limites federais de qualidade do ar. Um grupo de cidadãos enviou ontem uma petição para a Agência de Proteção Ambiental, em protesto contra a medida. O estado, dizem organizações ambientais, tem desrespeito crônico por estes padrões. Elas lembram que a queima do carvão gera matéria fina particulada, provocadora de ataques de asma, problemas cardíacos e mortes prematuras.

No Japão, o setor encontrou outro truque para burlar a lei e continuar a proteger seus interesses. O país queima mais carvão depois do desastre de Fukushima, e empresas de energia começam a construir usinas pequenas o bastante para escapar da verificação do órgão regulador. Cerca de 45% das novas unidades geradoras de energia não serão avaliadas, diz a Kiko Network, organização ambiental baseada em Kyoto.

Foto: Mark Vegas/Creative Commons/Flickr

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Planeta Urgente

JOSÉ EDUARDO MENDONÇA

produziu uma série de reportagens pioneiras para o Jornal da Tarde, ainda em 1976, sobre fontes alternativas de energia e, logo depois, indo morar em Londres, tomou contato com o movimento que se chamava à época conservacionismo - e mais tarde se tornaria ambientalismo. Neste blog, escreve artigos e análises sobre temas ligados à sustentabilidade e ao ambiente, intercalados com posts sobre assuntos de destaque na imprensa internacional.

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