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Ponto de observação privilegiado Planeta Sustentável - 25/01/2011 às 11:36

Por Rodrigo Gerhardt, com foto de Madalena Leles

Quem participa da caminhada ecológica monitorada já se depara logo no início com um dos melhores locais de contemplação do Ibirapuera – a Ponte Metálica. De um lado, é possível avistar o parque na perspectiva da cidade ao fundo. Do outro lado, o cenário completamente natural, fechado pelas árvores.

Mas o mais interessante nessa observação são as aves. Por concentrar muitas frutíferas, peixes e o próprio lago, todo o seu entorno é especialmente atrativo para as aves aquáticas e muitas migratórias. Além dos patos, cisnes,  marrecos, gansos e biguás, é possível observar o socó e o socozinho, o frango d’água, o mergulhão,  o carão e muitas outras.

Não reparta o seu lanche
A Ponte Metálica também chama a atenção dos freqüentadores por causa dos peixes, ou melhor, das carpas, que conseguiram sobreviver ao pouco oxigênio das águas poluídas do lago. Elas se concentram embaixo da Ponte porque se acostumaram com os salgadinhos, pipocas e farelos de biscoito jogados pelos visitantes.

Por mais que a intenção seja boa, essa alimentação não é nada saudável, como explica a bióloga Anelisa Magalhães, do Departamento de Fauna da Prefeitura de São Paulo. “Esses salgadinhos são ricos em amido e sódio, e causam um grande desequilíbrio nutricional nos animais. Muitos se viciam nesse tipo de alimento e acabam tendo dificuldade em aceitar a ração, além disso, vários outros sofrem engasgos e podem ter problemas sérios”, explica a bióloga.

Ou seja, da mesma forma que a recomendação “Não alimente os animais” é adotada nos zoológicos, também vale para os parques. Anelisa conta que no caso dos gansos e patos, por exemplo, que já se acostumaram a receber comida dos visitantes, formando um círculo em torno das pessoas, há várias ocorrências de “perseguição” dos bichos, que não ficam nada felizes quando a comida acaba.

Apenas para os anatídeos, como os especialistas chamam as aves criadas no parque – os gansos, marrecos, patos e cisnes –, são consumidos 60 kg de ração por mês, segundo a bióloga. Ou seja, não há motivo para você repartir o seu lanche com eles. 

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