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Sono! Bianca Santana - 20/07/2009 às 01:19


Dormir é importante pra descansar o corpo e a mente, todos sabemos. E muitos processos metabólicos, que acontecem durante o sono, afetam nosso equilibrio. Há indícios de que quem dorme pouco está mais propenso a infecções, obesidade, hipertensão e diabetes; além de ter menos vigor físico e envelhecer mais depressa. Fora que dormir é uma delícia…

Pra quem tem bebê o assunto rende. Já na gravidez é complicado dormir 8 horas seguidas depois que o útero vai comprimindo a bexiga. E depois de nascer o nenê a coisa complica ainda mais. Amamentar de três em três horas, ou em livre-demanda – como no meu caso – não permite o sono contínuo. E se você não dorme ao mesmo tempo que o bebê, é quase certo que ele vai acordar antes e te convidar a fazer o mesmo, sem a opção "soneca".

Até quinze dias atrás praticamos a cama compartilhada aqui em casa, ou seja, o Lucas dormia bem no meio de nós dois. Quando ele queria mamar, eu tirava o peito e resolvia. Por oito meses a solução foi ótima. Era menos cansativo pra mim que levantar de tempos em tempos. E eu acreito que a criança, depois de tanto tempo dentro da mãe, precisa de um tempo pra se adaptar a ficar sozinha.

Mas começou a pesar. Minhas costas doíam muito por me curvar para amamentar deitada. A sensação era de que ele queria o peito mais vezes e por mais tempo. Se eu não dava era um chororô danado. E eu começava o dia mais cansada do que quando tinha ido deitar. A noite caía e eu já ficava mal por saber o que me esperava. Não estava mesmo bacana.

Procurei o livro de Elizabeth Pantley e as páginas do grupo Soluções para Noites sem Choro, onde aprendi um pouco sobre o sono dos pequenos: o ciclo é mais curto que o nosso, por isso acordam mais; e muitas vezes eles não despertam por fome, sede, frio ou fralda suja, mas porque não sabem como voltar a dormir sozinhos. A autora propõe um método para ensinar a criança a dormir. Mas resolvi tentar do meu jeito e tem funcionado.

O "meu jeito" é um remix do que li, do que já ouvi de muitas mães, de conversas com pediatras de diferentes linhas e da minha intuição. No primeiro dia de tentativa coloquei o Lucas no berço, uns 20 minutos depois que adormeceu, quando senti que o sono era profundo. Ele dormiu sozinho por três horas. Levantei, dei o peito e coloquei no berço de novo. Ele despertou e eu tratei de ficar bem perto e cantarolar. Aí é que ele gritou mesmo. Parece que quanto mais me sentia perto mais urrava pra que eu o pegasse. Saí de perto, encostei a porta do quarto dele e fui pra minha cama. Menos de um minuto depois ele já não chorava.

Agora repito toda noite. Se ele acorda num intervalo menor do que duas horas não saio da minha cama e depois de uns gritos e resmungos, que vão diminuindo de volume, ele volta a dormir. Se chora depois de três horas, amamento no quarto dele ou na sala e ele volta pro berço. Sinto que nós dois, e o Sergio, temos dormido melhor, e acordamos mais felizes. A vida de casal também melhorou de forma surpreendente ;) E agora começo a planejar o desmame noturno. Qualquer dica, crítica ou relato é muito bem vindo!

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Sem açúcar, com afeto Bianca Santana - 10/07/2009 às 00:08

Quantas vezes presentei com chocolates e balas as crianças que encontrei pela vida! Só pouco antes de engravidar me dei conta de que afeto também se demonstra sem açúcar. Vale sorriso, carinho, apertão, careta, brincadeira…

Hoje fomos jantar com o Lucas e um funcionário do restaurante, super gentil, disse que tinham uma torta de chocolate que o bebê adoraria. "E tem refrigerante pra ele também", tentou agradar. Não consegui disfarçar o espanto ao exclamar que ele tem oito meses e meio. "Meu netinho tem seis meses e adora um doce", ele arrematou.

Não tive como não relacionar com a notícia que a Mariel me mandou essa semana: segundo estudo da Unifesp, 31% dos pais oferecem açúcar para o filho antes dos três meses de vida, 20% dos bebês já provou refrigerante antes dos nove meses, e quase 60% já tem a bebida incluída no cardápio antes de um ano de idade.

Além do consenso entre especialistas de que até os seis meses as crianças devem ser alimentadas EXCLUSIVAMENTE com leite materno, é notícia velha os malefícios do açúcar industrializado para os pequenos. Além das cáries e do risco de obesidade e anemia, já que o excesso de calorias está longe de garantir uma dieta nutritiva,o açúcar provoca um aumento de adrenalina que pode gerar falta de concentração, ansiedade e excitação. Alguns pesquisadores observaram traços de hiperatividade, irritabilidade e agressividade em crianças tranquilas depois do consumo de doces.

E apesar de saber que um dia meu filho vai tomar refrigerante e comer porcarias de todo tipo, não preciso adiantar esse momento. Aliás, vou atrasá-lo o quanto puder. E quando o refrigerante for liberado nas festinhas de aniversário, ao abrir a geladeira de casa ele vai encontrar água e, no máximo, suco natural. Criança não tem autonomia pra decidir sozinha o que consome. Se não vive sem doce e refrigerante é porque alguém deixa disponível pra ela…

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Ensinando a preservar Bianca Santana - 06/07/2009 às 15:10


Peguei nebê, papai e vovó e me mandei pra Festa Literária Internacional de Paraty no final de semana. A proposta do querido Pedro Markun, do Jornal de Debates, era realizar uma oficina de livros na Flipinha. E o Lucas adorou o programa! Ficou bastante tranquilo na estrada, comeu as frutas e legumes amassadinhos que descolamos por lá mesmo e interagiu com outras crianças, com os livros e com as lindas paisagens da cidade.

Como dormiu bastante também, não viu a oficina que aconteceu no domingo pela manhã. Mas cerca de 20 crianças, de 1 ano e meio a 12 anos, montaram um livro de papelão, papel usado e sulfite novo (porque nos atrapalhamos e não conseguimos mais rascunho). Inspiradas nos projetos Eloisa Cartonera e Dulcinéia Catadora, eu, Luciana Scuarcialupi e Marcella Chartier conversamos sobre o objeto livro com as crianças: além de letras, o livro traz histórias e outras informações com desenhos. Falamos rapidamente sobre ISBN, ficha catalogŕafica… E o Pedro, de 6 anos, sugeriu um livro que contasse a história de como é fazer um livro. Foi muito divertido!

E a reciclagem de papel, o uso consciente de materiais e a construção coletiva foram temas transversais do encontro. Todas as canetas, gizes de cera e lápis que entregamos às crianças, foram devolvidos para serem utilizados novamente. Só as tintas acabaram, mas sem desperdício. Talvez assim seja mais bacana. Em vez de dizer que reciclar e economizar é importante, aprender a fazer as coisas assim seja mais efetivo :)

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Parto sem médico é seguro? Bianca Santana - 03/07/2009 às 03:04

Assim resumo a pergunta que a Samira deixou no post anterior. Ela alerta para o fato de que antes, quando médicos não acompanhavam partos, os índices de mortalidade eram muito mais altos que hoje. E isso não dá para negar. Mas temos que lembrar que nesses tempos o pré-natal também não existia. Nenhum especialista acompanhava a gravidez para identificar possíveis fatores de risco antes do parto.

Noventa porcento das causas de mortalidade materna podem ser previstas e evitadas pelo pré-natal. E nos 10% de chance de problemas que só aparecem no momento do parto, ainda é possível procurar um médico. Segundo Marsden Wagner, quando foi responsável da Organização Mundial de Saúde (OMS) pela Saúde Materna e da Criança na Europa, colocar um obstetra para acompanhar um parto saudável é o mesmo que contratar um pediatra para cuidar de uma criança que aprende a andar, um tremendo desperdício.

Aliás, a OMS registra claramente que o mais seguro para um parto de baixo risco é a assistência de uma enfermeira obstetriz. Intervenções médicas feitas sem necessidade em partos saudáveis podem gerar outras intervenções e seus consequentes riscos. Uma mulher que recebe hormônio sintético para aumentar contrações, por exemplo, pode não suportar a dor e pedir uma dose alta de anestesia. A anestesia pode atrapalhar a participação ativa da mulher na expulsão do bebê e exigir o fórceps, e assim por diante. Sem contar os malefícios de uma cesárea feita sem necessidade.

E pra não deixar dúvidas de que parto de baixo risco é mais seguro sem um médico por perto, publico dados que a parteira Mary Zwart relatou à Folha de S. Paulo: na Holanda, onde 70% dos partos normais são assistidos por parteiras, o índice de mortalidade materna é dez vezes menor que o do Brasil, onde 77% dos partos são acompanhados por médicos. Espero ter respondido, Sá. E obrigada pela chance de aprofundar o tema :)

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Pelo direito às Casas de Parto Bianca Santana - 18/06/2009 às 21:44


Regulamentadas em 1999 pelo Ministério da Saúde, as Casas de Parto, ou Centros de Parto Normal, são "unidades de saúde que prestam atendimento humanizado e de qualidade exclusivamente ao parto normal sem distócias". Ou seja, são lugares onde, pelo SUS, a mulher com gravidez de baixo risco tem suas vontades respeitadas ao parir.

Quem já se sentiu violentada por um parto normal cheio de intervenções ou por um corte de cesariana desnecessárea entende o que quero dizer com vontades respeitadas. É ser compreendida e amparada como indivíduo – que não funciona como ditam os livros -, é poder encontrar a posição ideal para suportar uma contração, comer ou beber se desejar, ter a companhia que escolher, ouvir música, não ouvir conversas paralelas, não usar roupas, ou se agasalhar como quiser. É ser protagonista do grande evento fisiológico para qual seu corpo se preparou por meses. É fazer seu parto, em vez de esperar que alguém o faça, e mesmo assim ter assistência.

Na maioria das Casas de Parto a assistência é dada por enfermeiras obstetrizes, também chamadas de parteiras profissionais. Elas estão preparadas para lidar com emergências, o que inclui encaminhar para um médico em tempo hábil quando necessário. E – mais importante que na exceção – na regra, estão prontas para ouvir, acalmar, sustentar. "Pra parir a gente precisa de segurança, tranquilidade e carinho e isso tive de uma obstetriz", me disse Mariana Lettis, amiga querida que pariu o Esteban na Casa de Parto de Sapopemba depois de 17 horas de trabalho de parto. Dificilmente um médico tradicional esperaria tanto tempo para um nascimento. O mais provável é que, com desculpa de falta de dilatação, bebê alto, bacia pequena ou cordão enrolado no pescoço saberíamos de outra desnecesárea.

Mas apesar de fantásticas, as Casas de Parto são bastante perseguidas por aqueles que consideram o parto um ato médico. Essa semana, a única Casa do Rio de Janeiro foi arbitrariamente fechada e só reaberta depois de protestos. Telefonei para a Casa de Parto de Sapopemba, a única com atividade constante em São Paulo, e a obstetriz me informou tristemente que foi proibida de dar entrevistas. Proibida? Sim! Proibida de dar entrevistas, de relizar encontros com grupos de gestantes ou promover qualquer atividade que divulgue o trabalho realizado na Casa.

Reproduzo aqui a provocação da parteira profissional Ana Cristina Duarte, por quem tive a sorte de ser assistida no parto: "A verdade seja dita, se as mulheres saudáveis começarem a ter seus bebês com enfermeiras obstetrizes, em clínicas simples e casas de parto, a exemplo do que acontece na maioria dos países de primeiro mundo, o que será dessa gigantesca indústria das cesarianas, dos hospitais cinco estrelas, dos cirurgiões e seus consultórios? Como sustentar esse setor lucrativo da economia?"

Se você também repudia o que está acontecendo nas Casas de Parto, assine o abaixo assinado promovido pela ONG Parto do Princípio e esteja atento.

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Quatro dentinhos Bianca Santana - 16/06/2009 às 12:43

 
E por mais que a medicina tradicional não associe o fenômeno a outros, fico com a sabedoria popular, já que o Lucas teve uma baita gripe seguida por uma conjuntivite. Imagina a revolução no corpinho de uma criança quando um dente vai despontar. Quatro então… A imunidade baixa e a criança fica mais indefesa. Por isso é comum que tenha diarréia, febre, corisa.

E não foi simples lidar com sete dias de febre, pensando no planeta. Em dois momentos demos gotinhas de alopatia com medo da febre de quase 39 graus. Detesto pagar uma indústria que polui o meio ambiente; tirar um remedinho de uma caixa e mais uma embalagem plástica, mas tem hora que é necessário.

De resto, tratamos a febre com banho morno, rodelas de batata na batata da perna (pra puxar o calor), muito peito e carinho. Sem contar a paciência e adedicação do pediatra que ouviu o peito do Lucas muitas vezes nesses dias.

E da conjunjtivite tratamos com leite materno. Limpávamos o olhinho com uma fralda de pano e leite anterior, aquele que sai no começo da mamada, mais rico em anticorpos. Pingávamos depois umas gotinhas do leite e em uma semana nem vestígio.

Eu e o Sergio escapamos da conjuntivite, mas não da gripe. Estou há dias com febre, dor de cabeça e uma baita dor de garganta. E como amamento tenho um motivo bastante forte pra também preservar o planeta e não tomar alopatia. Água, descanso e chazinho, como disse aqui, estão me fazendo melhorar.

Desculpem o sumiço… Prometo voltar com ânimo total!

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Dia mundial do meio ambiente Bianca Santana - 05/06/2009 às 17:56


É hoje o dia marcado na agenda pública para falar da nossa relação com o meio. Por mais que o verde esteja cada vez mais presente nos blogs, rádios, jornais, programas de televisão, discursos de políticos e tantas ações, ainda temos muito o que elaborar e colocar em prática a esse respeito.

Hoje passei no mercado na hora do almoço com as minhas sacolas de pano. O sr José Gregório, que me ajudou a guardar as compras, falou do costume "do norte" de levar a embalagem de cada produto para as vendas. As minhas duas sacolas estavam repletas de embalagens não-retornáveis que, apesar de poderem ser recicladas, custam – e muito – ao meio-ambiente.

A mãe de uma amiga já havia contado que quando casou, no interior da Bahia, fazia parte do enxoval preparar saquinhos de pano com o nome dos alimentos bordados em ponto cruz. Era um saco pro arroz, outro pro feijão, pro café, pro açúcar. Cada um ia e voltava das vendas e feiras, sendo recheado, pesado e esvaziado inúmeras vezes. De tempos em tempos cabia lavar, costurar eventuais furinhos e por anos podia-se utilizar a mesma embalagem.

Lembrei do post que a Mariel (que felizmente sempre comenta aqui :) me mandou do blog Rainhas do Lar com a foto acima e a dica de um empório que vende tudo a granel. Uma bela idéia a compartilhar nesse dia. Vou pensar em como adotá-la por aqui.

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Bebês não combinam com cigarro Bianca Santana - 21/05/2009 às 16:06


Risco maior de aborto espontâneo, de ter um bebê prematuro ou de baixo peso, de complicações com a placenta, de hemorragia e de morte do bebê logo após o nascimento. É o que o cigarro traz para as grávidas.

Eu não fumei um só cigarro a gravidez toda, não fiquei perto de pessoas fumando, e tive o Lucas um mês antes da data prevista, como vocês podem reler aqui; e passei por vários problemas por ele ter nascido pequeno. Claro que os problemas não foram só causados pelo tamanho dele, como expliquei aqui, mas o quadro teria sido menos dramático se ele tivesse nascido maior. Repito que não fumei durante a gravidez. E não sei como me sentiria se um ato meu pudesse estar relacionado aos transtornos por que passamos.

Se você fuma, está grávida e ficou assustada, peço desculpas e te alerto: se estiver antes da 15a semana, pare agora e os riscos serão os mesmos de uma mãe que nunca fumou. Se estiver com mais de quinze semanas, pare o quanto antes porque um único cigarro é suficiente pra alterar os batimentos cardíacos de um bebezinho. E se seu filho nasceu há pouco tempo, você deve estar amamentando, e eu preciso te contar que os riscos também são grandes.

A nicotina passa pelo leite materno e, dependendo da quantidade consumida, o bebê pode sofrer vômitos, taquicardia e chegar ao horror de uma parada cardíaca. Pensou em parar de amamentar em vez de parar de fumar? Antes, saiba que crianças que mamam no peito resistem mais à nicotina que as alimentadas com fórmulas.

Não tem mais bebê em casa? Crianças maiores que convivem com fumantes sofrem mais com problemas respiratórios que as outras.

E se você não está grávida, não amamenta, não tem filhos grandes, mas fuma, pense nos malefícios que você pode estar causando ao seu redor. E sim, eu sou a mala que se te encontrasse com um cigarro na mão faria cara feia. Por você, por mim e pelo meu filho.

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Nunca é demais falar em segurança! Bianca Santana - 18/05/2009 às 12:11

"Tudo bom, Bianca? Olha só, talvez o que vou falar não tenha muito a ver com o tema do blog, mas de qualquer forma… Minha filha está com 2 anos e agora ela fuça em tudo, então encanados como somos, colocamos travas nas gavetas, só usamos a boca de trás do fogão, tiramos tudo que for possível do alcance dela, estamos adequando a casa a esta nova fase de nossas vidas.

Ontem sem que eu percebesse ela entrou no nosso quarto e acabou trancando-se lá dentro, virou a chave, (que eu nunca usei, mas estava lá) e não conseguia abrir mais. Ela ficou desesperada, tadinha. Eu como não tinha mais o que fazer, acabei forçando a fechadura até que consegui quebrá-la junto com a porta, que deu "perda total".

Nunca é demais repassar essas experiências, né? Eu, todo encanado com os perigos mais visíveis, como quinas e produtos que ela poderia ingerir, esqueci deste pequeno detalhe…"

Recebi este e-mail agorinha do Cabelo, leitor do blog. Como os acidentes domésticos são causa frequente de atendimento pediátrico, nunca é demais falar no assunto, mesmo.

A ong Criança Segura tem dicas valiosas de como evitar acidentes com crianças.

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Comunicação não-violenta Bianca Santana - 15/05/2009 às 16:10


" O mundo que vemos lá fora é nossa criação. Se temos guerras, é porque concordamos em usar a violência como meio de acertar nossos desentendimentos."

Deepak Chopra, David Simon e Vicky Abrams, no livro Origens mágicas, vidas encantadas.

Não é auto-ajuda. Juro! Só faço uma proposta de reflexão sobre as nossas atitudes cotidianas, sobre como lidamos com as pessoas, sobre nossas condutas – parte e símbolo do que acontece no coletivo.

Inspirado na não-violência de Gandhi, o psicólogo norte-americano Marshall Rosenberg criou um modelo de comunicação não-violenta. De maneira simplista: trata-se de se colocar no lugar do outro para entender suas razões e sentimentos antes de responder agressivamente, e de tentar comunicar desejos e posições com clareza e honestidade.

Em vez de gritar: "Eu cuido do menino o dia inteiro e você me devolve quando ele faz cocô?", o que certamente não pararia por aí, podemos pedir (e sem ironia!) "Estou muito cansada, você troca essa fralda, por favor?"  Fácil não é. Mas melhora tanto… Pra quem fala e pra quem ouve – o interlocutor e os que estão por perto.

Sei que vai ser um exercício difícil pedir pro Lucas guardar o tênis no lugar certo em vez de resmungar que ele nunca coloca nada no lugar. Mas acho que vale a pena!

Se quiser saber mais, sugiro ir pra , pra , pra e pra .

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Pé de Manga

BIANCA SANTANA é mãe do Lucas, do Pedro e da Cecília. Tenta descobrir o que é uma maternidade prazerosa e sustentável em São Paulo, com uma agenda cheia, interesses difusos, dinheiro contado e unhas sujas de terra de jardim. Escreveu por aqui em 2009, fez uma longa pausa para amamentar, e talvez volte em 2014, quando não tem mais bebê em casa. Jornalista, mestre em educação pela USP e professora da Faculdade Cásper Líbero. É uma das fundadoras da  Casa de Lua, organização feminista que incentiva o protagonismo das mulheres e tenta construir um mundo mais justo, equilibrado e feminino  Acompanhe a autora pelo Facebook.

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