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Casa da Cultura Digital recebe doações para o Wikileaks Thiago Carrapatoso - 24/10/2011 às 18:25

As principais companhias financeiras norteamericanas podem tentar, mas sempre haverá um meio de driblar as imposições. Hoje, segunda-feira, foi anunciada as instituições no mundo que recebem doações ao Wikileaks, iniciativa que divulga documentos considerados secretos, para driblar o embargo imposto ao site pela VISA, Mastercard, PayPal, Western Union e Bank of America. A Casa da Cultura Digital é a responsável no país por enviar as colaborações dos brasileiros à entidade sem fins lucrativos.

Julian Assange, responsável pelo projeto, fez uma coletiva de imprensa em Londres avisando que o Wikileaks pode parar suas atividades pela falta de verba. O bloqueio feito pelas instituições financeiras acabou com cerca de 95% da receita e já custou bilhões de euros que seriam doados à entidade durante esses 11 meses.

Enquanto elas bloqueiam o envio de dinheiro ao Wikileaks (que, teoricamente, exerce um papel social importante ao liberar arquivos secretos sobre trâmites governamentais), as empresas de crédito ainda permitem financiar grupos racistas, como o Ku Klux Klan.

Os endereços no mundo para as doações podem ser encontrados aqui: http://shop.wikileaks.org/donate. Aqui no Brasil, você pode enviar sua contribuição lá para a Casa de Cultura Digital, na Rua Vitorino Carmilo, 459 – Sta. Cecília CEP 01153-000. Nós juntaremos todas as doações e enviaremos para a entidade.

Para entender melhor a iniciativa, há o documentário abaixo, “Wikirebels”, que conta um pouco da história do projeto e eventuais rachas na fundação e gestão.

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Thiago Carrapatoso é diretor-presidente da organização sem fins lucrativos Veredas, que trabalha com tecnologias para fins sociais e é uma das instituições que fundaram a Casa de Cultura Digital. É jornalista e especialista em Comunicação, Arte e Tecnologia. Acredita no potencial do digital para modificar as estruturas da sociedade e melhorar o mundo em que vivemos. Deixa seus rastros pelo delicious, twitter e no blog coletivo Trezentos. Aqui, conta um pouco sobre iniciativas tecnológicas que questionam e mudam o que conhecemos.

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