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DeadDrops: compartilhe seu pendrive! rcruz - 05/09/2011 às 17:35
Existe uma frase, criada pelo escritor irlandês George Bernard Shaw, que é muito propagada entre quem trabalha com cultura de rede e defende o compartilhamento. Ela diz: Se você tem uma maçã e eu tenho uma maçã e nós trocamos as maçãs, então, você e eu ainda teremos uma maçã. Mas se você tem uma ideia e eu tenho uma ideia e nós trocamos essas ideias, então, cada um de nós terá duas ideias.Ou seja, por mais que você compartilhe e divida suas ideias e conhecimentos, você não perde nada. Pelo contrário. Só acrescenta mais informações à sua vida. A rede virou um belo palco de compartilhamento, em que muitas pessoas trocam muitos arquivos em velocidade espantosa, como são as redes P2P (peer-to-peer), ou seja, uma rede de compartilhamento entre pares e iguais.O conceito é lindo, mas muitos acreditam que está restrito apenas ao mundo virtual, online, longe da realidade física de nosso cotidiano. O artista Aram Bartholl, porém, mostra de uma forma bem prática que ele pode estar em qualquer lugar, inclusive acoplado em paredes, bancos e telefones públicos dentro do metrô.O artista alemão criou o projeto DeadDrops. A ideia é distribuir pela cidade pendrives com nenhum arquivo para que qualquer um use e compartilhe os documentos, as músicas ou os programas que quiser. Tudo isso sem precisar se conectar em nenhuma rede de internet, apenas levando seu computador para o local, encaixando o pendrive na entrada USB e copiando os arquivos.Como diz na descrição do projeto, des-nuvem seus arquivos em cimento! ‘Dead Drops’ é uma rede de compartilhamento peer-to-peer anônima e offline e o útlimo parágrafo do manifesto liberte seus dados para o domínio público no cimento! Faça o seu próprio Dead Drop agora! Des-nuvem seus arquivos hoje!!!.E no site há um passo-a-passo de como fazer instalar o seu pendrive em ruas públicas das cidades:1) leia o manifesto;2) arranje um pendrive de qualquer tamanho;3) tire o plástico que protege o chip do pendrive (ou deixe, alguns ficaram mais estáveis com ele);4) cubra com aquelas fitas à prova d’água usadas para selar torneiras;5) baixe o arquivo readme.txt e o manifesto no pendrive (existe a versão em português, de Portugal, aqui);6) use um cimento de secagem rápida para fixar o seu pendrive em alguma rachadura ou buraco nas paredes;7) esteja preparado para deixar a parede bonita depois, para que não chame muito a atenção para a intervenção (alguma tinta pode ser necessária);e tenha cuidado para instalar o pendrive de forma que dê para acessá-lo com um laptop. Evite lugares muito irregulares;
9) cada computador possui diferentes locais para as portas USB, então, tenha certeza que os dois buracos do pendrive estejam para cima!;10) se quiser, você pode usar outros tipos de massas para anexar o pendrive por aí;11) tire 3 boas fotos: uma panorâmica do local ou rua de onde está instalado, outra a uma média distância do pendrive e a última bem de perto.Pronto! Depois de tudo instalado, entre novamente no site e cadastre onde está o seu DeadDrop no mapa para que outras pessoas localizem e troquem arquivos por meio da instalação. Atualmente, são mais de 600 pendrives espalhados pelo mundo, compartilhando cerca de 1.854 GB de espaço.No Brasil, registrados no mapa já existem três DeadDrops: um no Rio de Janeiro, na favela do Vidigal; outro em Florianópolis; e mais um na cidade de Ivoti, no Rio Grande do Sul.O vídeo abaixo (em inglês) descreve a primeira vez que o artista instala um DreadDrop.E aí? Vamos compartilhar?ver este postcomente
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Thiago Carrapatoso é diretor-presidente da organização sem fins lucrativos Veredas, que trabalha com tecnologias para fins sociais e é uma das instituições que fundaram a Casa de Cultura Digital. É jornalista e especialista em Comunicação, Arte e Tecnologia. Acredita no potencial do digital para modificar as estruturas da sociedade e melhorar o mundo em que vivemos. Deixa seus rastros pelo delicious, twitter e no blog coletivo Trezentos. Aqui, conta um pouco sobre iniciativas tecnológicas que questionam e mudam o que conhecemos.
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