BuscaBusca avançada
Publique
o selo
no seu blog
BusCamp e outros ônibus rcruz - 15/08/2011 às 19:21
E por fim conseguiu-se mais do que a verba necessária para se adquirir um ônibus. Um ônibus que não é somente um veículo, mas um automóvel hacker. A proposta é de colaboração e diversidade. É por isso que eles chamam para um encontro com todos os interessados!O Ônibus Hacker, sobre o qual eu ja falei aqui, conseguiu arrecadar cerca de R$ 60 mil para a execução do projeto e terá o primeiro BusCamp, que como eles dizem, é um evento de dia inteiro para todo mundo colocar a mão na massa e ajudar a construir o Ônibus Hacker. A desconferência será agora no dia 20, sábado, lá na Casa de Cultura Digital, às 14h.A chamada é aberta para todos, não necessariamente para aqueles entendidos de tecnologia. Há trilhas para orientar as discussões em infraestrutura (motor, parte elétrica, quantos assentos, como reestruturar a carroceria), boniteza (nem precisa explicar muito, né?, mas é como pensar as questões estéticas do ônibus), conectividade (como deixar um ônibus conectado à internet durante 24h, sete dias por semana?), sustentabilidade (afinal, um ônibus desse não pode sair por aí poluindo o ambiente, então, como deixá-lo menos agressivo?), traquitanas (o que a tecnologia pode trazer de interessante e experimental) e narrativa (trilha mais focada no conteúdo que poderá ser produzido).Se você se interessar, se inscreva aqui e já comece a dar seus pitacos lá no wiki.A participação de um público diverso é bem necessária. Nesses dias, conheci a professora Marion Wilson, da Universidade de Syracuse, que tem um projeto há quatro anos de um furgão que passa pelas escolas públicas estadunidenses ensinando arte para os alunos. O Mobile Literacy Arts Bus (sigla MLAB e algo como ônibus itinerante para letramento em artes) é um trailer reformado para ser uma sala de aula.A ideia de Marion surgiu quando ela percebeu que a universidade tinha muito dinheiro, enquanto as escolas públicas da região sofriam com a falta de investimento e até de espaço. Conversou e articulou com as autoridades locais e arrecadou US$ 30 mil para viabilizar o projeto. Deste montante, US$ 12 mil foram para comprar o veículo e o restante apenas para a reforma.A construção do projeto aconteceu envolvendo todos os tipos de profissionais, desde arte educadores e professores, passando por motoristas e mecânicos, até arquitetos e engenheiros. Os últimos profissionais, inclusive, foram de extrema importância para achar os materiais corretos e reaproveitar o espaço da melhor forma possível. A equipe também teve a preocupação de usar matérias-primas menos agressivas ao meio ambiente e/ou reutilizar o que seria jogado fora.Os participantes na reforma se encontravam duas vezes por semana para uma tempestade de ideias e referências. A discussão passava por todas as vertentes possíveis, inclusive definição de grade de cursos e como adaptar o veículo para portadores de necessidades especiais. Marion ainda fez questão de destinar aos alunos e estudantes um orçamento para que eles próprios administrassem, como mais uma forma de aprendizado durante o processo.O resultado é belíssimo. O furgão começou as atividades em 2007 e roda até hoje. Já conseguiu apoio de senadores, universidades e até financiamento de empresas privadas. No blog deles, tem muito mais informações sobre todo o processo. Se acessar os arquivos de 2007, dará para ver o projeto desde o começo.É por isso que sua participação no BusCamp é essencial! Se inscreva e ajude!ver este postcomente![]()
13/09/2011 às 05:29 Anonymous - diz:
What a great resuocre this text is.
12/12/2011 às 21:24 Educação e tecnologia para todos - Paisagem Fabricada - diz:
[...] pôde participar teve a oportunidade de ver a Marion Wilson (de quem eu já falei aqui), da Universidade de Syracuse, explicando como foi o processo de comprar, reformar, reestruturar e [...]
Deixe aqui seu comentário: Preencha os campos abaixo para comentar, solicitar ou acrescentar informações. Participe!
Enviar
Thiago Carrapatoso é diretor-presidente da organização sem fins lucrativos Veredas, que trabalha com tecnologias para fins sociais e é uma das instituições que fundaram a Casa de Cultura Digital. É jornalista e especialista em Comunicação, Arte e Tecnologia. Acredita no potencial do digital para modificar as estruturas da sociedade e melhorar o mundo em que vivemos. Deixa seus rastros pelo delicious, twitter e no blog coletivo Trezentos. Aqui, conta um pouco sobre iniciativas tecnológicas que questionam e mudam o que conhecemos.
• Miscelânia: Cibercrimes, LAI, Virada Digital e Livros de Humanas
• City 2.0: qual o seu desejo para mudar o mundo?
• Como o Grindr mudou a relação com a cidade
• Obediência civil: as novas lutas sociais
• Festival BaixoCentro: cultura, intervenção e tecnologia
• Experiências urbanas: a arte de hackear
• Somos editores: serviços para selecionar conteúdo
• Jornalismo hiperlocal para o seu bairro
• Qual será o futuro da escrita?
• O dia em que a internet parou
• Festival BaixoCentro: as ruas são para dançar
• TrashTrack: rastreando o seu lixo
• Educação e tecnologia para todos
• Natural Fuse: energia consciente
• Queremos Saber: acesso às informações públicas
• Libre Graphics Magazine: a cobertura da cultura livre
• Casa da Cultura Digital recebe doações para o Wikileaks
• CulturaDigital.BR: apropriação tecnológica brasileira
• ACTA: A liberdade na rede ameaçada
• Parcerias para um governo aberto
• Festival Internacional CulturaDigital.BR: mande seu projeto!
• DeadDrops: compartilhe seu pendrive!
• Furacão Irene: a mídia ainda mais social
• Festival de Ideias: publique a sua!
• Praça conectada: mudando o conceito
• Produção acadêmica sob vigília
• Gambiarra: o precário como inovação
• Ônibus Hacker: invista nesta ideia!
• Direto de NY: artistas em zonas de conflito
• Cidades para Pessoas: modelos para metrópoles
• Não imprimir é realmente sustentável?
• Reflexões laboratoriais: fabricando paisagens
• Tecnologia para além do mercado
• Purpose: propostas para engajar
• Limpa Brasil: saiba como mapear os pontos de lixo!
• A tecnologia da não-tecnologia
• Para prever o futuro do clima, veja o passado
• Toque em uma orquestra sem sair de casa!
• #NaoFoiAcidente (ou Mais amor, menos motor)
• MetaReciclagem: resignificando as tecnologias
• Catarse: financie seus projetos colaborativamente
• Google Art Project: ande por museus
• A polêmica: MinC e o Creative Commons
• Arduíno: robôs em código aberto
• Os zumbis na sua caixa de entrada
• Wikileaks: o poderio da sociedade civil
• A arte do centro de São Paulo
• O Complexo do Alemão e as vozes das comunidades
• Web: a neutralidade da rede e a mania por aplicativos
• E começa o II Fórum da Cultura Digital Brasileira
• O preconceito nas redes sociais
• Educação: o controle pelas corporações
• TEDxAmazônia: Ideias espalhadas pela floresta
• Fórum da Cultura Digital Brasileira: encontro de redes
• Redes sociais: as novas ágoras políticas
• Projeto 10^100: a tecnologia para mudar o mundo
• Eleições às claras: como a internet pode ajudar
• Produção de cultura pela rede
• Identidade eletrônica: desburocratização ou falta de privacidade?
• Como mapear a biodiversidade local
• Wikileaks: a web a favor da transparência
• Puff: design para o meio ambiente
• A África em conteúdo multimídia
• TEDxOilSpill: alternativas energéticas
• Isso, realmente, não é normal
• Entrevista coletiva #commarina Silva
• O terceiro mundo melhorando o primeiro
• Acervos digitais e os direitos autorais
• Encontro: Recursos Educacionais Abertos
• A reforma do direito autoral
• Transformar informação em ação
• O futuro para os centros de acesso
• Seu arquivo é contra os Direitos Humanos?
• E-waste: 40 milhões de toneladas ao ano
• O futuro para o caos energético
• Campus Party: Grid e informação compartilhada
• Privar o quê? Ah, privacidade…
• Reflexões sobre um país (quase) conectado
• Angra: como as redes podem ajudar?
• COP-15: como dividir conhecimento?