BuscaBusca avançada
Publique
o selo
no seu blog
Gambiarra: o precário como inovação rcruz - 18/07/2011 às 20:22
O que antes de se achava representativo de subdesenvolvimento, hoje se diz como o futuro e uma bela alternativa ao consumo exacerbado das tecnologias. O Brasil, que era o lanterninha da inovação, está saindo cada vez mais como exemplo em experimentação e resignificação tecnológica.Por aqui pelo Paisagem Fabricada, eu já comentei várias vezes sobre esse processo do precário em relação às tecnologias, seja comentando sobre o uso delas nas periferias, apontando projetos que se inspiram no terceiro mundo para mudar o primeiro, mostrando a resignificação da tecnologia ou explicando grupos que trabalham para isso. Agora, a estética da gambiarra vaza pelas fronteiras e é comentada até internacionalmente.
O blog we make money not art (algo como ‘nós fazemos dinheiro não arte’), uma grande referência no mundo da arte, fez uma entrevista com um dos integrantes do grupo Gambiologia, Fred Paulino, para entender melhor o que é gambiarra e porque é intrínseca à cultura brasileira. Eu entrevistei Paulino para a minha pesquisa sobre arte e tecnologia no Brasil graças a um edital da Funarte.
Gambiologia é algo como ‘a ciência da gambiarra’, que é uma prática cultural brasileira de resolver os problemas de forma criativa e alternativa com baixo custo e muita espontaneidade, ou dando significados incomuns aos objetos do dia-a-dia, explicou o mineiro para o blog internacional sobre arte.
Cito esta estrevsita aqui porque é importante perceber o significado que as experimentações brasileiras estão ganhando lá fora. Além de um importante site informativo de arte estar interessado no tema, uma das obras construídas pelo grupo Gambiologia recebeu menção honrosa em um dos maiores prêmios de arte eletrônica do mundo, o Prix Ars Electronica 2011, graças ao Gambiociclo. Por mais que se pareça com uma estética associada ao precário, representa a aproximação das tecnologias ao cidadão comum, ao uso além do profissional e do design.
As experimentações brasileiras estão sendo vistas de perto, como um exemplo de democratização dos recursos e reutilização daquilo que era considerado inútil. Inovamos pela falta de recursos, por ser necessário buscar outros meios para fazer as mesmas coisas. E até melhores.
Vale prestar atenção!
ver este postcomente
13/03/2012 às 16:15 Planeta sustentável « Gambiologia.net - diz:
[...] conferir o artigo do Thiago Carrapatoso (futuro colaborador da nossa revista FACTA ;^) sobre a Gambiologia no blog Paisagem Fabricada: [...]
Deixe aqui seu comentário: Preencha os campos abaixo para comentar, solicitar ou acrescentar informações. Participe!
Enviar
Thiago Carrapatoso é diretor-presidente da organização sem fins lucrativos Veredas, que trabalha com tecnologias para fins sociais e é uma das instituições que fundaram a Casa de Cultura Digital. É jornalista e especialista em Comunicação, Arte e Tecnologia. Acredita no potencial do digital para modificar as estruturas da sociedade e melhorar o mundo em que vivemos. Deixa seus rastros pelo delicious, twitter e no blog coletivo Trezentos. Aqui, conta um pouco sobre iniciativas tecnológicas que questionam e mudam o que conhecemos.
• Miscelânia: Cibercrimes, LAI, Virada Digital e Livros de Humanas
• City 2.0: qual o seu desejo para mudar o mundo?
• Como o Grindr mudou a relação com a cidade
• Obediência civil: as novas lutas sociais
• Festival BaixoCentro: cultura, intervenção e tecnologia
• Experiências urbanas: a arte de hackear
• Somos editores: serviços para selecionar conteúdo
• Jornalismo hiperlocal para o seu bairro
• Qual será o futuro da escrita?
• O dia em que a internet parou
• Festival BaixoCentro: as ruas são para dançar
• TrashTrack: rastreando o seu lixo
• Educação e tecnologia para todos
• Natural Fuse: energia consciente
• Queremos Saber: acesso às informações públicas
• Libre Graphics Magazine: a cobertura da cultura livre
• Casa da Cultura Digital recebe doações para o Wikileaks
• CulturaDigital.BR: apropriação tecnológica brasileira
• ACTA: A liberdade na rede ameaçada
• Parcerias para um governo aberto
• Festival Internacional CulturaDigital.BR: mande seu projeto!
• DeadDrops: compartilhe seu pendrive!
• Furacão Irene: a mídia ainda mais social
• Festival de Ideias: publique a sua!
• Praça conectada: mudando o conceito
• Produção acadêmica sob vigília
• Gambiarra: o precário como inovação
• Ônibus Hacker: invista nesta ideia!
• Direto de NY: artistas em zonas de conflito
• Cidades para Pessoas: modelos para metrópoles
• Não imprimir é realmente sustentável?
• Reflexões laboratoriais: fabricando paisagens
• Tecnologia para além do mercado
• Purpose: propostas para engajar
• Limpa Brasil: saiba como mapear os pontos de lixo!
• A tecnologia da não-tecnologia
• Para prever o futuro do clima, veja o passado
• Toque em uma orquestra sem sair de casa!
• #NaoFoiAcidente (ou Mais amor, menos motor)
• MetaReciclagem: resignificando as tecnologias
• Catarse: financie seus projetos colaborativamente
• Google Art Project: ande por museus
• A polêmica: MinC e o Creative Commons
• Arduíno: robôs em código aberto
• Os zumbis na sua caixa de entrada
• Wikileaks: o poderio da sociedade civil
• A arte do centro de São Paulo
• O Complexo do Alemão e as vozes das comunidades
• Web: a neutralidade da rede e a mania por aplicativos
• E começa o II Fórum da Cultura Digital Brasileira
• O preconceito nas redes sociais
• Educação: o controle pelas corporações
• TEDxAmazônia: Ideias espalhadas pela floresta
• Fórum da Cultura Digital Brasileira: encontro de redes
• Redes sociais: as novas ágoras políticas
• Projeto 10^100: a tecnologia para mudar o mundo
• Eleições às claras: como a internet pode ajudar
• Produção de cultura pela rede
• Identidade eletrônica: desburocratização ou falta de privacidade?
• Como mapear a biodiversidade local
• Wikileaks: a web a favor da transparência
• Puff: design para o meio ambiente
• A África em conteúdo multimídia
• TEDxOilSpill: alternativas energéticas
• Isso, realmente, não é normal
• Entrevista coletiva #commarina Silva
• O terceiro mundo melhorando o primeiro
• Acervos digitais e os direitos autorais
• Encontro: Recursos Educacionais Abertos
• A reforma do direito autoral
• Transformar informação em ação
• O futuro para os centros de acesso
• Seu arquivo é contra os Direitos Humanos?
• E-waste: 40 milhões de toneladas ao ano
• O futuro para o caos energético
• Campus Party: Grid e informação compartilhada
• Privar o quê? Ah, privacidade…
• Reflexões sobre um país (quase) conectado
• Angra: como as redes podem ajudar?
• COP-15: como dividir conhecimento?