Paisagem Fabricada

Publique
o selo
no seu blog

Ônibus Hacker: invista nesta ideia! rcruz - 11/07/2011 às 13:10


Várias vezes aqui no blog, postei projetos e iniciativas super interessantes, mas que eram focados ou realizados em outros países sem ser o Brasil. Por aqui por terras tropicais, sempre foi um pouco mais complicado encontrar pessoas que trabalhem com as tecnologias e queiram promover uma mudança cultural e social por meio de ideias inovadoras. Agora, eis um exemplo daqui do Brasil que precisa de sua ajuda!

A comunidade Transparência Hacker quer comprar um ônibus, reformá-lo e sair pelas estradas brasileiras (e até sulamericanas) para promover a cultura de rede que tanto acreditamos. O Planeta Sustentável já comentou sobre a iniciativa aqui, detalhando alguns dos projetos que a comunidade trabalha e defende.

Eu, que acompanho o grupo desde o primeiro Transparência Hack Day (eu até apresentei uma ideia de projeto no encontro), lancei na lista de discussão duas perguntas:

Por que um ônibus? Por que hacker?

A ideia por trás das questões era deixar com que os próprios membros da comunidade explicassem a importância de viabilizar esse projeto. O financiamento do ônibus virá inteiramente não de doações, mas de compra de cotas de participação por meio da plataforma Catarse (da qual eu já falei aqui), que podem ser de R$ 10 a R$ 5.000.

Faltam apenas 8 dias para terminar o microfinanciamento e ainda faltam R$ 27 mil para comprar e reformar o ônibus! Se você ainda não se convenceu que precisa se envolver de alguma forma nesta iniciativa, veja as respostas dos membros da comunidade abaixo:

Patricia Cornils:
“Porque não há diferença entre real e virtual, e hacker que é hacker invade tudo.”

Capi Etheriel:
“Afaik [as far as I know, ou até onde eu sei], uma parte da grana do busão [ou ônibus] está reservada para hackear o busão hacker (quem hackeia os hackers?). Uma delas poderia ser justamente para converter para biodiesel, filtrar a poluição emitida, etc.



Sobre as perguntas: barcos poluem menos, mas não rodam o Brasil todo, então, vai ônibus mesmo. O essencial é poder levar os hackers de um lugar a outro, e materializar a rede.



Sobre o por que hacker, é porque Ônibus Transparente não tem o mesmo appeal [ou apelo].”

Lilian Starobinas:
“Caro,


Conto por que eu doei para o ônibus hacker:


Por que o Transparência Hacker é um dos projetos mais interessantes que participo nos últimos tempos, reunindo pessoas de diferentes lugares, idades, orientações políticas e formação ao redor da idéia de que ter acesso às informações sobre a vida em sociedade e ser capaz de oferecer outras formas de pensar e atuar sobre elas pode fazer muita diferença para todos nós. Então, cada um que participa doando o que pode (talentos pessoais, grana, 
apoio político, apoio moral, etc) ganha aprendendo muitas outras coisas e quem sabe melhorando um pouquinho o jeito que o mundo funciona.


E o Ônibus? Bom, a internet é mais veloz (ok, nem sempre), mas fazer presença com o busão ajuda a divulgar o projeto e dá a oportunidade concreta de gente que nunca tinha pensado nisso chegar mais perto de outras pessoas que já estão nessa estrada, saber de nossa diversidade, entender que se trata de algo que envolve bancos de dados, códigos, comunicação e computadores, mas concretamente vai muito além disso.”


Felipe Cabral:
“Por que contribuí e acredito no projeto do ônibus Hacker? Pela possibilidade de encontro, pela chance de livre deslocamento, pela aventura de uma sociedade mudando a partir do instante em que aqueles que a querem diferente fazem diferente.

Se a meia-noite o sol raiar, quando prego for martelo, casca de coco virar chinelo, quando atrás for na frente, gente não ser só cliente, quando um ônibus é hackeado, um corrupto excomungado, esse mundo vai melhorar.”

Diólia Graziano:
“Eu tenho esperanças no movimento. Perdi as que tinha no sistema que está aí, auto legitimado. Rezo para que nossos hackers não sejam cooptados pelo mesmo. Então eles precisam de um ônibus? Ok, vamos colaborar para torna-lo uma realidade!”

Vamos colaborar? É só clicar aqui e investir de R$ 10 a R$ 5.000! Ajude divulgando para seus conhecidos e familiares também! Em breve, o Ônibus Hacker poderá estar na praça de seu bairro mostrando todas as possibilidades que a rede nos traz! :)

ver este postcomente
Comentários

11/07/2011 às 14:17 Anonymous - diz:

Isabel – diz:Já doei para projetos no Catarse duas vezes. É muito simples e seguro. Dá para doar com cartão de crédito. É muito gratificante ser patrocinador de iniciativas de interesse público!

13/09/2011 às 03:21 Anonymous - diz:

Wow, your post makes mine look feelbe. More power to you!

30/01/2012 às 18:07 Somos todos hackers! - Paisagem Fabricada - diz:

[...] exemplo prático é, inclusive, o Ônibus Hacker. A comunidade por trás do veículo, a Transparência Hacker (com já mais de 800 integrantes), [...]

Deixe aqui seu comentário: Preencha os campos abaixo para comentar, solicitar ou acrescentar informações. Participe!

Enviar

Paisagem FabricadaThiago Carrapatoso

Thiago Carrapatoso é diretor-presidente da organização sem fins lucrativos Veredas, que trabalha com tecnologias para fins sociais e é uma das instituições que fundaram a Casa de Cultura Digital. É jornalista e especialista em Comunicação, Arte e Tecnologia. Acredita no potencial do digital para modificar as estruturas da sociedade e melhorar o mundo em que vivemos. Deixa seus rastros pelo delicious, twitter e no blog coletivo Trezentos. Aqui, conta um pouco sobre iniciativas tecnológicas que questionam e mudam o que conhecemos.

Posts anteriores

• Miscelânia: Cibercrimes, LAI, Virada Digital e Livros de Humanas

• City 2.0: qual o seu desejo para mudar o mundo?

• Como o Grindr mudou a relação com a cidade

• Miscelânea

• Xispa, CISPA!

• Obediência civil: as novas lutas sociais

• Hackeando o autismo

• O grito da sociedade civil

• Festival BaixoCentro: cultura, intervenção e tecnologia

• Experiências urbanas: a arte de hackear

• Quem é Kony?

• Ocupe terrenos baldios!

• Somos editores: serviços para selecionar conteúdo

• Jornalismo hiperlocal para o seu bairro

• O caminho digital de NY

• Qual será o futuro da escrita?

• Somos todos hackers!

• O dia em que a internet parou

• Festival BaixoCentro: as ruas são para dançar

• Todos contra o S.O.P.A!

• Brasil, um país inovador?

• TrashTrack: rastreando o seu lixo

• Educação e tecnologia para todos

• E se foi mais um Festival

• Cartografia ubíqua

• Natural Fuse: energia consciente

• Ciência para todos!

• Queremos Saber: acesso às informações públicas

• Libre Graphics Magazine: a cobertura da cultura livre

• Casa da Cultura Digital recebe doações para o Wikileaks

• Em breve, um novo sistema

• CulturaDigital.BR: apropriação tecnológica brasileira

• ACTA: A liberdade na rede ameaçada

• A cultura digital em vídeo

• Parcerias para um governo aberto

• Festival Internacional CulturaDigital.BR: mande seu projeto!

• DeadDrops: compartilhe seu pendrive!

• Furacão Irene: a mídia ainda mais social

• Festival de Ideias: publique a sua!

• BusCamp e outros ônibus

• Arte em todo lugar

• Praça conectada: mudando o conceito

• Produção acadêmica sob vigília

• Gambiarra: o precário como inovação

• Ônibus Hacker: invista nesta ideia!

• Internet: um direito humano

• Você é influente?

• Direto de NY: artistas em zonas de conflito

• Cidades para Pessoas: modelos para metrópoles

• Não imprimir é realmente sustentável?

• A cachaça nossa de cada dia

• Reflexões laboratoriais: fabricando paisagens

• Tecnologia para além do mercado

• Purpose: propostas para engajar

• Limpa Brasil: saiba como mapear os pontos de lixo!

• Bandalargar o Brasil

• #EuSouGay

• A tecnologia da não-tecnologia

• Para prever o futuro do clima, veja o passado

• Urbanismo expandido

• Toque em uma orquestra sem sair de casa!

• Japão: o terremoto na rede

• Paisagem distorcida

• #NaoFoiAcidente (ou Mais amor, menos motor)

• MetaReciclagem: resignificando as tecnologias

• Catarse: financie seus projetos colaborativamente

• Google Art Project: ande por museus

• A polêmica: MinC e o Creative Commons

• O carro feito de lixo

• Arduíno: robôs em código aberto

• Os zumbis na sua caixa de entrada

• O novo ano da tecnologia

• As paisagens fabricadas

• Wikileaks: o poderio da sociedade civil

• A arte do centro de São Paulo

• O Complexo do Alemão e as vozes das comunidades

• Web: a neutralidade da rede e a mania por aplicativos

• E começa o II Fórum da Cultura Digital Brasileira

• E lá se foi o TEDxAmazônia

• O preconceito nas redes sociais

• Educação: o controle pelas corporações

• TEDxAmazônia: Ideias espalhadas pela floresta

• Fórum da Cultura Digital Brasileira: encontro de redes

• Redes sociais: as novas ágoras políticas

• Projeto 10^100: a tecnologia para mudar o mundo

• Eleições às claras: como a internet pode ajudar

• Os sons estão em extinção

• Qual o futuro do livro?

• Produção de cultura pela rede

• Identidade eletrônica: desburocratização ou falta de privacidade?

• Como mapear a biodiversidade local

• A voz da multidão

• Wikileaks: a web a favor da transparência

• Puff: design para o meio ambiente

• A África em conteúdo multimídia

• A tecnologia resignificada

• Imprima um novo coração

• TEDxOilSpill: alternativas energéticas

• Isso, realmente, não é normal

• De tabelas a infográficos

• Um tablet por aluno

• Entrevista coletiva #commarina Silva

• O terceiro mundo melhorando o primeiro

• São Paulo sem o Minhocão

• Aprendizado em 8 bits

• Acervos digitais e os direitos autorais

• Encontro: Recursos Educacionais Abertos

• A reforma do direito autoral

• Transformar informação em ação

• O futuro para os centros de acesso

• Eu apaguei! Mas e daí?

• Novos paradigmas a caminho

• O que é a natureza hoje?

• Seu arquivo é contra os Direitos Humanos?

• E-waste: 40 milhões de toneladas ao ano

• Celulares extraordinários

• O futuro para o caos energético

• Ciborguiana

• Câmeras por todos os lados

• Campus Party: Grid e informação compartilhada

• Privar o quê? Ah, privacidade…

• Reflexões sobre um país (quase) conectado

• Angra: como as redes podem ajudar?

• O feminismo em ondas

• COP-15: como dividir conhecimento?

• A apropriação das tecnologias nas periferias

• Programando as paisagens

PATROCÍNIO: