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O Complexo do Alemão e as vozes das comunidades rcruz - 29/11/2010 às 13:10


As informações que chegam é de praticamente uma guerra civil. Helicópteros com metralhadoras, tanques, carros e ônibus incendiados, invasão de casas, mortos, espancados, feridos. Muitos anunciam: o Rio está em guerra. Mas até que ponto as informações que chegam pela grande mídia demonstram a real situação da operação no Complexo do Alemão?

Na verdade, é bem provável que não demonstrem. Uma chuva de repórteres caiu na região para cobrir toda a área, mas até que ponto eles entendem e conhecem o gigantesco complexo? É por causa disso que informações soltadas por moradores estão ganhando cada vez mais credibilidade e audiência.

O twitter do jornal local “Voz da Comunidade” (@vozdacomunidade) virou uma das principais fontes de informação sobre o que realmente acontece, em tempo real, com as operações das polícias federais e estaduais na “ocupação” do bairro de Vila Cruzeiro, parte do complexo. Para se ter uma ideia, antes das operações, o perfil do jornal tinha apenas 180 seguidores. Hoje, conta com mais de 22 mil pessoas antenadas às informações que eles passam.

São notícias como “11:49 – Moradores estão sendo revistados por policiais em toda parte do Complexo do Alemão!!! #vozdacomunidade" ou “07:33 – Moradores tiveram uma noite tranquila e sem tiros!” ou o contrário “Atençao!! Tiroteio intenso nesse momento em Duque de Caxias!!!! será a chegada dos bandidos? (enviado por @Handllengsen) #vozdacomunidade". O perfil também mostra algumas contradições sobre o que é falado pela grande mídia: “Pensei q fui eu RT @showdavida Repórter da TV Globo é a primeira a transmitir imagens do alto do morro. http://bit.ly/fg2Xbr #fantastico".

E o mais interessante é que o projeto não é tocado por adultos, mas sim por jovens de 10 a 17 anos que cuidam de noticiar o que acontece na comunidade. São eles os principais agentes na apuração, divulgação e construção das notícias que saem do complexo. Eles se tornaram os responsáveis por mostrar a real identidade da comunidade e o timbre dessa voz.

As comunidades no Orkut também mostram informações, se não da situação da área, de como os moradores do complexo se sentem em relação à invasão das polícias. Na comunidade Complexo do Alemão, por exemplo, pode-se ver a briga entre quem realmente defende as ações policiais e quem os acusa de abusarem do poder e usarem a força para achar os bandidos escondidos.

As redes, em situações extremas, mostram-se cada vez mais porta-vozes de comunidades e de pessoas que não conseguiriam se expressar na grande mídia.

A voz da multidão deixa de ser um emaranhado de sons diferentes para ser um único clamor.

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Comentários

09/03/2011 às 13:53 Anonymous - diz:

michelly – diz:gosto muito da sua ideia muito boa.eu procuro washington de almeida.vc comnhece.

22/07/2011 às 21:04 Anonymous - diz:

josy bueno – diz:oi estou procurando uma familia que mora ai no complexo ela morava numa praça chamada praça do cachimbo,ja tem 2 anos que eu ñ vejo minha familia.eles são rubens,ele e açoqueiro , edna, rubia ,rubenita ,rosana,regina ,robson, rubia e casada com beto que pinta carro. porfavor se vcs tiverem ,como entra em contado com essas pessoas me comunique.

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Paisagem FabricadaThiago Carrapatoso

Thiago Carrapatoso é diretor-presidente da organização sem fins lucrativos Veredas, que trabalha com tecnologias para fins sociais e é uma das instituições que fundaram a Casa de Cultura Digital. É jornalista e especialista em Comunicação, Arte e Tecnologia. Acredita no potencial do digital para modificar as estruturas da sociedade e melhorar o mundo em que vivemos. Deixa seus rastros pelo delicious, twitter e no blog coletivo Trezentos. Aqui, conta um pouco sobre iniciativas tecnológicas que questionam e mudam o que conhecemos.

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