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O preconceito nas redes sociais rcruz - 01/11/2010 às 13:59
A liberdade de expressão sempre é uma questão que gera polêmica. Ao mesmo tempo que todas as esferas e opiniões devem ser preservadas e estimuladas, para ampliar a diversidade do debate e abranger toda a representatividade da sociedade, existem opiniões que batem de frente com os direitos humanos.Defender abertamente o preconceito é ilegal e algo que incomoda. E bastante. Aqui no Brasil, vimos este debate acontecer timidamente quando tramitou pelo Congresso o projeto de lei PLC 122/2006, que prevê a criminalização da homofobia. O que, teoricamente, todo mundo deveria ser a favor, já que a lei instauraria penas mais duras para aqueles que cometessem qualquer agressão a homossexuais, teve grande lobby para a sua não aprovação. Grupos religiosos, que por vezes possuem em seus livros sagrados a restrição a relacionamentos homoafetivos, afirmaram que o projeto restringia a liberdade de culto, pois eles não mais poderiam falar mal ou condenar as ações de homossexuais.
Hoje, no primeiro dia após a eleição da primeira presidenta do Brasil, as redes socias foram inundadas com mensagens preconceituosas e que pregam o ódio contra o Nordeste do país. Em poucos minutos logo após a oficialização do resultado, o twitter foi dominado por mensagens que condenavam a escolha e a eleição da candidata, responsabilizando o resultado à região que possui o estigma de ser a mais pobre do país.
Como eu já comentei aqui, as redes sociais hoje possuem um poder nunca visto de influência e de disseminação de opiniões entre as redes de conhecidos. Em poucos instantes, uma única mensagem pode pautar a mídia e estar em páginas de diversos países, além de causar um dano gigantesco à imagem do responsável pela mensagem.
A resposta ao preconceito contra os nordestinos veio rápida, com a tag #OrgulhoDeSerNordestino entrando nos trending topics brasileiros. De qualquer forma, por mais que houvesse a exaltação à região, preconceito não é algo que se consegue retirar facilmente depois de se ter feito. Ele fica, marca. Mostrar o orgulho por aquela região, por mais que seja verdadeiro e em todas as redes, não apaga o que motivou tudo isso, que foram mensagens de ódio a uma determinada parcela da população.
Escrevo este texto para, mais uma vez, pedir cuidado ao que se publica nas redes sociais. Elas têm a grande característica de apagar o limiar entre o privado e público. Por mais que se pense que esteja sozinho ao digitar a mensagem, acredite, milhares estão acompanhando seus dedos nas teclas.
E, gente, mais amor, por favor.
Imagem tirada por Maria Hsu.
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01/11/2010 às 16:10 Anonymous - diz:
Eliane – diz:Participei, indiretamente, se q existe isso em rede social, dizendo q procuro trabalhar para a melhoria de vida da minha terra (RN) e dizendo q se os nordestinos ‘roubam’ vagas de trabalho no sudeste e sul é pq as vagas existem e eles são os únicos q se prestam a certos tipos de serviços, não só por precisar da grana como também por ser pau-pra-toda-obra… Mas sou contra a homofobia e qualquer esfera.
01/11/2010 às 16:18 Anonymous - diz:
Andréa – diz:A questão não é ter cuidado com que se publica nas redes sociais, é com o que se sente e com o que você é a partir de pensamentos pequenos e medÃocres. Publicar em redes sociais é só tornar público a pessoa que você é. O que aconteceria se a pessoa sentisse esse tipo de coisa e não publicasse?Nada!!Ela continuaria sentindo, só não tornaria explÃcito. Mesmo sem publicação, continuarão existindo pessoas assim, nesse nÃvel de ignorância de julgar os outros pela região onde mora, raça, credo… Pra mim é inaceitável que, depois de tudo que o mundo evoluiu e por tudo pelo que passou, ainda exista esse tipo de preconceito. Sim, sou nordestina e moro atualmente no Sul do Brasil.Ainda não sofri nada de grave por aqui,mas testemunho que todos os lugares têm defeitos e problemas. Se no NE temos muita pobreza e falta de oportunidades para bom estudo, no Sul/Sudeste podemos ter boas oportunidades de estudo, mas o que adianta ter estudo de alto nÃvel se são educadas pessoas desse nÃvel??Pra mim NADA!Só torna o mundo mais desunido e de pessoas cada vez mais individualistas e solitárias. Prefiro a humildade do meu povo que sofre e luta todo dia por uma vida melhor sempre com fé e com respeito a quem quer que seja, a esse comportamento medÃocre de preconceito, ignorância e total falta de respeito.
01/11/2010 às 16:25 Anonymous - diz:
Andréa – diz:o comentário saiu horrível!Não aceita acentos é?Tentar de novo!A questão não é ter cuidado com que se publica nas redes sociais, é com o que se sente e com o que você é a partir de pensamentos pequenos e medíocres. Publicar em redes sociais é só tornar público a pessoa que você é. O que aconteceria se a pessoa sentisse esse tipo de coisa e não publicasse?Nada!!Ela continuaria sentindo, só não tornaria explícito. Mesmo sem publicação, continuarão existindo pessoas assim, nesse nível de ignorância de julgar os outros pela região onde mora, raça, credo… Pra mim é inaceitável que, depois de tudo que o mundo evoluiu e por tudo pelo que passou, ainda exista esse tipo de preconceito. Sim, sou nordestina e moro atualmente no Sul do Brasil.Ainda não sofri nada de grave por aqui,mas testemunho que todos os lugares têm defeitos e problemas. Se no NE temos muita pobreza e falta de oportunidades para bom estudo, no Sul/Sudeste podemos ter boas oportunidades de estudo, mas o que adianta ter estudo de alto nível se são educadas pessoas desse nível??Pra mim NADA!Só torna o mundo mais desunido e de pessoas cada vez mais individualistas e solitárias. Prefiro a humildade do meu povo que sofre e luta todo dia por uma vida melhor sempre com fé e com respeito a quem quer que seja, a esse comportamento medíocre de preconceito, ignorância e total falta de respeito.
01/11/2010 às 16:25 Anonymous - diz:
Deangelles – diz:O que você escreveu está muito correto e sensato. Galera, mais amor, isso é imprescindÃvel para uma boa socialização. Não deixemos nos impregnarmos com as teorias de superioridade, pois estas são fracassadas, já temos exemplos claros de pessoas que as tentaram defende-las com unhas e dentes, mas pra isso usou a morte como solução e teve como resultado uma argumentação e opiniões ridicularizadas por todos. Não entremos nessa, é uma furada. Quanto ao preconceito citado, posso dizer que estas pessoas deveriam estudar um pouco mais, o preconceito existente é intrÃnseco do ser humano, é natural, mas basta um pouco mais de estudo pra percebermos que ele pode ser desfeito. O nordeste é uma região pobre, porém não devemos excluir pessoas que querem mudança, o resultado das eleições foi apenas uma demonstração de força que este povo tem. Queremos mudança, mudamos para desenvolvermos, e se força e perseverança é uma caracterÃstica nossa, vamos em frente de cabeça erguida. Muitos de nós já mostraram pra todos, o quanto o nordestino é destemido e importante pra economia, cultura e educação deste paÃs. Se isso causa medo a alguns, fazer o que? Por isso respondo a esta matéria e parabenizo a abordagem.
01/11/2010 às 16:37 Anonymous - diz:
Luciano Sanchez – diz:Parabéns… que texto bem escrito!!! Muito sensato e esclarecedor. Quero ler mais…
01/11/2010 às 20:53 Anonymous - diz:
Lucas Reichelm Costa – diz:Sou do sudeste (ES), e acho uma coverdia e falta de patriotismo o que estao fazendo com o nordeste, acho que essas pessoas nao estudaram historia e se esqueceram de uma parte triste da mesma em que chamam de era nazista que a ideia principal não tem muita diferença do que eles propoe em seus comentarios, so falta agora eles sugerirem campos de concentracao e exterminios para o nordestinos que lembrando sao brasileiros como qualquer outro e que eh muito mais guerreiro que muitas pessoas da povo sulista que quer se elitizar.
01/11/2010 às 20:56 Anonymous - diz:
Adriana Ribeiro – diz:O preconceito… ninguém assume publicamente, mas em nosso país é um fato infelizmente corriqueiro. Tolerância…, o que é isso? É o que devemos perseguir.Parabéns pela matéria, pertinente e necessária
02/11/2010 às 16:09 Anonymous - diz:
Jose Mario – diz:Nós nordestinos não somos melhores nem piores que os outros brasileiros, mas, uma parcela enorme de sulistas se opõem a nós como se fôssemos uma escória. Não somos.Somos lutadores, perseverantes como vocês. O Brasil único é de todos nós, separados, seremos facilmente engolidos por neo-colonizadores.Vade retro Satanás.
02/11/2010 às 16:10 Anonymous - diz:
João Franco – diz:Sou pernambucano e gostaria de lembrar aos preconceituosos das regiões Sul e Sudeste que nós, nordestinos, nada temos contra eles. Apenas condenamos atitudes discriminatórias e não as pessoas que as disseminam pela Web. Para finalizar, saibam que o preconceito não é recíproco! Paz.
08/11/2010 às 14:28 Anonymous - diz:
Jr – diz:Vamos parar de CENSURAR opiniões de pessoas. Tá começando a ficar ridículo isso. Deixem as pessoas opinar e se expressar livremente. Cada um que se sentir ofendido, que responda, pois para isso existe o direito de resposta. Usem a internet, aqueles que se sentirem agredidos, para defesa. Mas parem de se fazer de vítimas e de “discriminados” o tempo todo !
08/11/2010 às 14:29 Anonymous - diz:
Jr – diz:Vamos parar de CENSURAR opiniões de pessoas. Tá começando a ficar ridículo isso. Deixem as pessoas opinar e se expressar livremente. Cada um que se sentir ofendido, que responda, pois para isso existe o direito de resposta. Usem a internet, aqueles que se sentirem agredidos, para defesa. Mas parem de se fazer de vítimas e de “discriminados” o tempo todo !
08/11/2010 às 14:31 Anonymous - diz:
Jr – diz:Ouçam este filósofo brasileiro EXILADO NOS USA, ex-comunista, Olavo de Carvalho.http://www.blogtalkradio.com/olavo
08/11/2010 às 16:37 Anonymous - diz:
josivan – diz: Sou maranhense, com muito orgulho,se fosse pelo povo do sul o Brasil seria dois países.Só um recado para todos os preconceituosos da região sul e sudeste: ninguém é melhor que ninguém, todos somos iguias, não importa a região que se vive, igualmente somos todos epenas um seres humanos…
24/06/2011 às 00:23 Anonymous - diz:
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24/06/2011 às 07:06 Anonymous - diz:
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25/06/2011 às 10:27 Anonymous - diz:
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Thiago Carrapatoso é diretor-presidente da organização sem fins lucrativos Veredas, que trabalha com tecnologias para fins sociais e é uma das instituições que fundaram a Casa de Cultura Digital. É jornalista e especialista em Comunicação, Arte e Tecnologia. Acredita no potencial do digital para modificar as estruturas da sociedade e melhorar o mundo em que vivemos. Deixa seus rastros pelo delicious, twitter e no blog coletivo Trezentos. Aqui, conta um pouco sobre iniciativas tecnológicas que questionam e mudam o que conhecemos.
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