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Educação: o controle pelas corporações rcruz - 25/10/2010 às 15:46
A necessidade do uso das tecnologias no meio escolar levanta questões importantes para tomarmos cuidado quando o assunto é a educação. Grandes empresas talvez estejam mais preocupadas com a educação tecnológica dos seus filhos do que você mesm@.Por indicação da Maira Begalli, li um artigo que discute a questão do financimento de computadores e maquinário por parte de grandes empresas de tecnologia. De acordo com as ideias de Elaine Cohen, publicadas na CSRwire, a maior parte das companhias que vendem computadores ou programas para a plataforma estão financiando salas de computação em escolas, por exemplo, como meio para gerar mão-de-obra qualificada para a empresa depois de alguns anos.
A articulista dá como exemplo a IBM, que investirá US$ 250 mil na City University of New York para interferir no currículo escolar das crianças de 9 a 14 anos. Outra empresa que tem um histórico de investimentos em educação para fins próprios é a Micro$oft, que já investiu US$ 500 milhões (sim, milhões, segundo o artigo) no programa Partners in Learning como forma de atingir 170 milhões de estudantes sobre seus produtos.
A preocupação descrita no artigo é de quanto a grade curricular poderá ser modificada por motivos apenas comerciais. Como ela fala, irá cultura, história e outras matérias de ciências sociais se tornarem irrelevantes por não garantirem um emprego na IBM?. E até que ponto se deve parar esses investimentos ou estimulá-los ainda mais para que a infraestrutura escolar melhore?
O problema não é o investimento em maquinário. O UCA, por exemplo, é um investimento pesado para que cada criança tenha o seu próprio computador. Os maquinários, porém, são articulados junto ao governo local, além de possuir uma interface própria para estimular a criança a desenvolver a lógica por trás do aplicativo.
Quando se trabalha com uma única linha de produtos, há o problema de não se ensinar a linha de raciocínio por trás do programa, mas sim apenas como usar aquela única ferramenta – ou seja, praticamente um adestramento. É por isso que a comunidade de software livre bate na tecla de que é importante entender todo o processo do desenvolvimento para que haja a apropriação da tecnologia. Não é só ensinar, é dar ferramentas para construir.
Imagem tirada pela OLPC.
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Thiago Carrapatoso é diretor-presidente da organização sem fins lucrativos Veredas, que trabalha com tecnologias para fins sociais e é uma das instituições que fundaram a Casa de Cultura Digital. É jornalista e especialista em Comunicação, Arte e Tecnologia. Acredita no potencial do digital para modificar as estruturas da sociedade e melhorar o mundo em que vivemos. Deixa seus rastros pelo delicious, twitter e no blog coletivo Trezentos. Aqui, conta um pouco sobre iniciativas tecnológicas que questionam e mudam o que conhecemos.
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