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A tecnologia resignificada rcruz - 12/07/2010 às 12:54
Quando converso com outras pessoas que não são do meio tecnológico sobre o que faço, sempre sinto que o assunto parece distante do cotidiano delas, mesmo que trabalhem usando o computador, estejam disponíveis pelo celular 24/7 e possuem os equipamentos mais avançados para tirar foto ou vídeo.
Como deixar o tema mais próximo das pessoas? É o que o artista digital Fernando Rabelo discute em suas obras. Eu o entrevistei para a pesquisa A Arte do Cibridismo, com realização pela Funarte, para entender melhor o seu trabalho e traçar um panorama sobre a produção artística digital brasileira.
Rabelo iniciou o seu processo artístico em 2005, com a sua primeira obra Contato QWERTY, que fez parte da exposição de arte eletrônica FILE. O espectador interagia com os circuitos para projetar alguns vídeos, deixando claro todos os mecanismos usados para se chegar ao resultado final.
Você vai lá em uma mesa touch e diz ‘é legal, essa mesa touch faz o som’, mas e aí? O primeiro impacto é ‘eu vou ficar maravilhado, porque isso é touch’. Dá uma sensação bacana, mas você não sabe o que está acontecendo ali dentro. Se for tentar olhar, peraí: cadê o fio? Onde está a projeção? O que é? Você não consegue desenvolver isso no meu pensamento. O contato é até certo ponto. Depois desse ponto como ele programou? O que ele fez? Você não sabe. O artista não está lá. Você não consegue perguntar. A maioria das coisas estão no backstage. Isso, para mim, é de ainda perpetuar a mesma regra de mercado, que é esconder tudo nos aparelhos, nas coisas, para você ficar maravilhado em primeira mão e depois se tornar um usuário do negócio. E não um participante, que pode criar e fazer outras coisas juntos.
O processo criativo de Rabelo tem algumas características em comum com o movimento MetaReciclagem. Ambos procuram mostrar à população uma outra significação do que é a tecnologia. Falar no tema não se resume ao modelo mais avançado de celular, à nova versão de um sistema operacional ou à modinha de um determinado equipamento. A ideia é que as pessoas consigam se apropriar da tecnologia à disposição para trazer algo de realmente útil para a sua vida.
É reaproveitandoo lixo eletrônico que se busca mostrar que a tecnologia não é algo que exige conhecimentos técnicos muito avançados ou complexos. Qualquer um pode trabalhar para resignificar aquilo que está a sua volta.
Só se precisa ver os componentes com outros olhos, sem o design que tanto nos surpreende e estimula o consumo. A tecnologia nua pode ser muito mais bonita do que vestida.
Experimente!
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18/07/2011 às 06:11 Anonymous - diz:
If you want to buy real estate, you would have to receive the business loans. Moreover, my sister always takes a collateral loan, which occurs to be the most reliable.
30/07/2011 às 04:22 Anonymous - diz:
Every body remembers that today’s life seems to be not very cheap, but we need money for various things and not every man gets enough cash. So to get good loans and just auto loan should be a right way out.
13/09/2011 às 03:49 Anonymous - diz:
Grade A stuff. I’m unuqestioanlby in your debt.
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Thiago Carrapatoso é diretor-presidente da organização sem fins lucrativos Veredas, que trabalha com tecnologias para fins sociais e é uma das instituições que fundaram a Casa de Cultura Digital. É jornalista e especialista em Comunicação, Arte e Tecnologia. Acredita no potencial do digital para modificar as estruturas da sociedade e melhorar o mundo em que vivemos. Deixa seus rastros pelo delicious, twitter e no blog coletivo Trezentos. Aqui, conta um pouco sobre iniciativas tecnológicas que questionam e mudam o que conhecemos.
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