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Qual será o futuro da escrita? Thiago Carrapatoso - 06/02/2012 às 23:04
Várias notícias recentes têm me instigado a fazer algo contra políticas públicas cada vez mais controversas. Eu, que nasci e cresci em São Paulo, tenho uma predileção por problemas urbanos, como o caso das drogas no centro da cidade, desocupação de moradias consideradas ilegais e mobilidade. Esses temas mexem bastante comigo. Só que eu tenho um problema: o que fazer quando o problema está a mais de 7 mil quilômetros de distância?
Daí, o primeiro ato que se pensa é postar meus argumentos sobre o que considero ser legal na minha página no Facebook, a rede social que agora já até passou o Orkut no Brasil no número de integrantes, pois lá posso atingir várias pessoas ao mesmo tempo sobre o meu ponto de vista. Fico, então, empenhado em postar análises, vídeos, comentários e todos os tipos de mídia e conteúdo possíveis para embasar o argumento que determinado ato é ilegal, imoral, higienista e todos os achismos possíveis e imagináveis. Na minha cabeça, estou sendo escutado pelos cerca de 750 amigos que tenho – mais uns 10 que se inscreveram à minha página. A verdade, porém, é que tudo o que eu falo deve ser lido por 5, 6 pessoas, no máximo, tudo por causa dos vários filtros automáticos que a rede social aplica nos perfis das pessoas.
Decido ir para uma outra tática, postando no twitter, outra rede que me conecta com muitas pessoas ao mesmo tempo. Da mesma forma que no Facebook, me aplico a postar análises, vídeos, comentários e todos os tipos de mídia e conteúdo possíveis, mas dessa vez em apenas 140 caracteres, incluindo os links. O trabalho é mais árduo ainda, mas, teoricamente, eu atingiria um público maior, já que tenho um pouco mais de seguidores do que na outra rede. A verdade, porém e mais uma vez, é que o que eu falo deve ser lido por 5, 6 pessoas, no máximo, tudo por causa da quantidade de informações que os outros usuários também postam. Ou seja, seu conteúdo entra na luta – e na fé – de que seja lido naquele momento por todos os seus seguidores.
Tudo isso me deixa pensando em como eu poderia atingir o maior número de pessoas sobre problemas ou reflexões gerais. Eu tenho uma facilidade maior de escrever textos, longos, confusos, que seguem a lógica do meu pensamento. Só que, principalmente por seguirem a lógica do meu pensamento, eles não são muito lidos ou compartilhados (até gosto de fazer mais experimentações ainda por aqui).
Nesse processo, lembrei de alguns livros e frases que li há uns tempos. O filósofo Pierre Levy, em seu livro “A inteligência coletiva”, sentecia que estamos em direção à “superlíngua”, ou seja, uma língua que não é apenas escrita, focada em idiomas e separadas por comunidades, mas que usa imagens para atingir um público mais vasto por meio de ferramentas representacionais (até símbolos).
Lembrei também de outro filósofo, Vilém Flusser, que escreveu um livro questionando se a escrita teria futuro. Para ele, há uma diferença grande entre o texto e a imagem, que pode ser ilustrada pelo paralelo entre as linhas (escrita) e a superfície (imagem). As linhas só seriam entendíveis seguindo uma ordem específica, pois se precisa estruturar frases e parágrafos para transmitir uma ideia. A superfície, ao contrário, pode ser interpretada em qualquer ordem, de qualquer maneira, apenas olhando para a imagem. E, outra, a superfície poderia ter diversas mensagens em uma única imagem, e não apenas exatamente como as palavras dizem. É essa “facilidade” que colocaria em risco a escrita como forma de comunicação oficial.
Então, por que não experimentar o vídeo mais a fundo, como uma linguagem para se passar uma determinada mensagem? Foi a partir daí que comecei a fazer experimentos com câmeras amadoras de gravação para ver até que ponto produzir um vídeo seria tão ou mais trabalhoso do que um texto.
A primeira experimentação foi para dar atenção à espera nas grandes cidades. É uma mensagem simples, sem muitos questionamentos (por enquanto), e que faz parte de uma série.
E a segunda foi trazer o questionamento para dentro de casa.
Depois dessas duas experiências, percebi ainda que nem precisaria me preocupar com a captação (que pode envolver custos e disponibilidade para sair e gravar as imagens). Na verdade, eu poderia reaproveitar o material que já estava online e circulando por aí para representar as questões que me surgiam. Afinal, como diria Lavoisier, “na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Então, vamos remixar!
O vídeo em homenagem ao aniversário de São Paulo, no fim, pareceu uma ferramenta muito mais eficaz para passar essa mensagem do que se eu tivesse escrito um texto. A aceptividade ao conteúdo foi muito maior (só nos dois primeiros dias, foram mais de 2.300 visualizações). E o processo é tão interessante quanto escolher a próxima palavra para compor a frase.
Será que as imagens poderão substituir o texto?
A imagem é um retrato de Glauber Rocha, para quem só bastava “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”.
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Somos todos hackers! Thiago Carrapatoso - 30/01/2012 às 18:05
“A arte é uma arma carregada de futuro”. Essa frase foi apresentada a mim por um filme que documenta de forma mista (ficção e entrevistas) o grupo de teatro espanhol homônimo à película, “Noviembre”. O grupo de amigos tinha como preceito subverter a lógica do teatro e do meio artístico. Em vez de palco, escolheram as ruas. Em vez de serem remunerados, preferiram a gratuidade. Aliás, pode-se falar que eles não subverteram, eles hackearam a lógica do teatro.
Rolou na lista da Casa de Cultura Digital nestes dias um artigo de um coletivo também espanhol chamado Comunes. Eles estão interessados em propagar o conceito de bens comuns, ou seja, bens coletivos que podem ser usados por todos, como “as sementes, as ruas, o software livre e a Wikipedia”. A estratégia é começar a propagar, em um primeira etapa, os conceitos e ideias de cultura e conhecimento livres e, depois, partir para estratégias mais materiais, como luta contra a patente de sementes, a propriedade de recursos naturais e a restrição da infraestrutura comunicacional (como os espectros de rádio e televisão).
Esse artigo, intitulado “Hack for your rights – hackea por tus derechos”, exemplifica que, na verdade, a ética hacker pode ser aplicada em vários – se não quaisquer – setores da sociedade. Não é preciso que se fique restrito apenas aos computadores ou códigos programacionais. “Hackear” algo é subverter os princípios e estruturas originais e criar uma outra, diferente, alternativa. A ideia de ser um “criminoso informático” é ultrapassada.
Um exemplo prático é, inclusive, o Ônibus Hacker. A comunidade por trás do veículo, a Transparência Hacker (com já mais de 800 integrantes), não é composta apenas por desenvolvedores ou pessoas que entendem de códigos. Pelo contrário. É composta por uma pluralidade de profissionais gigantesca – aliás, é até bom que seja assim. O “hacker” vem dos meios para chegar à transparência de dados públicos. Se o governo, que legalmente deveria fornecer os dados aos cidadãos, não o faz, cabe aos cidadãos encontrar aquilo que o é de direito na forma que conseguir (sem, claro, ferir leis ou morais). O “hackear” é a subversão da lógica em vigor. É achar novos meios para as atividades do dia-a-dia. E até a terminologia demonstra isso. “Hackear” é o processo de fazer “hacks”, ou seja, rachas, cortes.
O texto do coletivo pega exatamente neste ponto, de que qualquer um pode ser um hacker. Como ele diz, “nós escrevemos essas linhas para incentivar a jogar, a hackear, a sermos ‘lenhadores’ sociais. Nosso objetivo deveria ser limpar ou cortar as maçãs podres que estão afetando o nosso bosque coletivo e o nosso futuro. Nós o desafiamos a jogar esta partida simultânea por um mundo melhor”. E, o jogo, pode ser qualquer um que você se sinta à vontade, podendo ser desde biohacking até subvertendo os papéis da arte.
É aí que entra o grupo “Noviembre”. Eles acreditavam em uma outra espécie de encenação que não levava em conta apenas o palco e a interpretação. Era a mistura entre a encenação e a realidade. Era usar as ruas, os bens coletivos, como palco para criar consciência sobre questões da realidade. Uma das peças do grupo foi simular um assassinato em plena luz do dia, com sangue e tudo o mais. Isso, logo após os ataques terroristas à Madrid. Foi uma forma de expressar a sensação de medo, de morte, que assolava a cidade. É o “teatro documental”, que expressava as questões sociais em interpretações mais do que reais. Hackearam a farsa tão discutida em palcos do mundo inteiro.
E você? Como você pode virar um “lenhador” social e ajudar a tirar as maças podres de nossos bosques comunais? Hackeie!
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O dia em que a internet parou Thiago Carrapatoso - 23/01/2012 às 19:12
Foi a maior manifestação online do mundo. 10 milhões de assinaturas, mais de 3 milhões de e-mails enviados aos governantes, mais de 115 mil sites participando do protesto. Esses números são demonstrativos do dia em que a internet parou. Tudo por causa de leis estapafúrdias que tentam controlar algo incontrolável. Graças à movimentação, os projetos de lei SOPA (Stop Online Piracy Act) e PIPA (Protect IP Act), que eu já comentei aqui, perdem cada vez mais força no Senado norteamericano. Só que ainda não é o fim.
Durante a semana, a polícia federal dos EUA resolveu fechar um dos sites mais famosos de disponibilização e compartilhamento de arquivos, o MegaUpload. A grande questão, porém, é que o serviço é baseado em Hong Kong, e não no país que ordenou seu fechamento e a prisão de seus diretores. A justiça estadunidense pegou como brecha para a ordem o fato de que alguns servidores do serviço estarem sediados em solo norteamericano. As acusações de lavagem de dinheiro e violações de copyright contra a empresa chegam ao montante de US$ 175 milhões em danos desde sua criação em 2005. E outro problema é que o conteúdo listado e hospedado no site não é criado pelos donos da companhia, mas sim pelos usuários.
Ao dar andamento a este tipo de acusação, a justiça dos EUA lança uma bandeira de ir contra o compartilhamento de arquivos, e não mais contra apenas à pirataria ou ao conteúdo ilegal. O site, embora tenha hospedado diversos filmes e músicas para download sem autorização, também era um veículo usado para compartilhar produções independentes e arquivos liberados dos direitos de autor. Fechar o site demonstra até que leis como o SOPA e PIPA só oficializaria o que já se faz atualmente. Então, o que fazer?
Foi nesse momento que entrou um dos maiores movimentos de contra-ataque já vistos na internet mundial. Mais uma vez o grupo Anonymous (que há uns meses tomou as manchetes dos jornais ao protestar contra o embargo das companhias bancárias ao Wikileaks) retirou diversos sites que representam a ação contra o MegaUpload: departamento de justiça norteamericano, associação de empresas de animação, Universal Music, federação anti-pirataria belga, RIAA, FBI, lei francesa HADOPI, site sobre o copyright, entre vários outros (a lista está aqui). Todos foram tirados do ar em protesto à prisão dos funcionários e ao fechamento do serviço do site de compartilhamento.
Só por eles terem conseguido tirar do ar sites como o da justiça e da polícia federal norteamericanas já demonstra a força que o grupo tem. E é uma força até então nunca vista na história. Em uma semana, graças a manifestações online, duas leis restritivas podem ser barradas e o caso de um site pôde ser conhecido pelo mundo inteiro. O mundo online está ficando cada vez mais presente no offline, definindo e sendo ouvido como um meio legítimo e forte para protestos.
Vale ler a carta-protesto que o Pirate Bay publicou sobre as propostas SOPA e PIPA que segue abaixo (traduzida pelo caderno Link do jornal O Estado de S. Paulo):
INTERNETS, 18 de janeiro de 2012
Há mais de um século, Thomas Edison conseguiu a patente para um aparelho que faria “para o olho o que o fonógrafo fez para o ouvido”. Ele o chamou de cinetoscópio [Kinetoscope]. Edison não foi apenas o primeiro a gravar vídeo, mas foi também a primeira pessoa a ser dono do copyright de um filme cinematográfico.Por causa das patentes de Edison para filmes cinematográficos, quase foi financeiramente impossível criar filmes de cinema na costa oeste norte-americana. Os estúdios de cinema, assim, mudaram para a Califórnia e fundaram o que hoje chamamos de Hollywood. A principal razão é que ali não haviam patentes.
Não havia também nada de copyright, então os estúdios podiam copiar velhas histórias e fazer filmes a partir delas – como Fantasia, um dos maiores hits da história da Disney.
Portanto, toda a base dessa indústria, que está hoje aos gritos sobre perda de controle sobre direitos não-materiais, é que eles driblaram direitos não-materiais. Eles copiaram (ou, de acordo com sua terminologia,”roubaram”) as obras criativas de outras pessoas sem pagar por isso. Eles o fizeram para obter grandes lucros. Hoje, eles são todos bem-sucedidos e a maior parte dos estúdios está na lista da Fortune das 500 empresas mais ricas do mundo. Parabéns – está tudo baseado em ser capaz de reutilizar criações de outras pessoas. E hoje eles detém os direitos das criações de outras pessoas. Se você quer lançar alguma coisa, você tem que seguir as regras deles. As regras que eles criaram depois de driblar as regras de outras pessoas.
A razão pela qual eles estão sempre reclamando dos “piratas” hoje é simples. Nós fizemos o que eles fizeram. Nós driblamos as regras que eles criaram e criamos as nossas próprias. Nós esmagamos o seu monopólio ao dar às pessoas algo mais eficiente. Nós permitimos que as pessoas tenham comunicação direta entre si, driblando o intermediário lucrativo, que em alguns casos levar mais que 107% dos lucros (sim, você paga para trabalhar para eles).
Tudo se baseia no fato de que representamos competição.
Provamos que a forma atual como existem não é mais necessária. Somos simplesmente do que eles são.
E a parte engraçada é que as nossas regras são muito similares às ideias que fundaram os EUA. Lutamos pela liberdade de expressão. Enxergamos as pessoas como iguais. Acreditamos que o público, não a elite, deveria governar a nação. Acreditamos que leis deveriam ser criadas para servir o público, não corporações ricas.
O Pirate Bay é uma comunidade verdadeiramente internacional. Nossa equipe está espalhada por todo o globo – mas ficamos fora dos EUA. Temos raízes suecas e um amigo sueco nos disse isso:
A palavra SOPA significa “lixo” em sueco. A palavra PIPA significa “um cano” em sueco. É claro que isso não é coincidência. Eles querem tornar a internet um cano de mão única. Eles por cima empurrando lixo cano abaixo para o resto de nós, consumidores obedientes.
A opinião pública nesse assunto é clara. Pergunte a qualquer um na rua e você vai descobrir que ninguém quer ser alimentado com lixo. Por que o governo americano quer que o povo americano seja alimentado com lixo foge à nossa compreensão, mas esperamos que você o impeça, antes que afoguemos todos.
A Sopa não pode fazer nada para brecar o Pirate Bay. Na pior das hipóteses, mudaremos o domínio principal: do atual .org para uma das centenas de nomes que também já usamos. Em países onde estamos bloqueados (os nomes China e Arábia Saudita são os primeiros que vêm à cabeça), eles bloqueiam centenas de nomes de domínios nossos. E adianta? Não muito.
Para consertar o “problema da pirataria” deveria se ir à raiz do problema. A indústria do entretenimento diz que eles estão criando “cultura”, mas o que eles realmente fazem é vender coisas como bonecas caríssimas e fazer meninas de 11 anos se tornar anoréxicas. Seja de trabalhar nas fábricas que criam as bonecas por praticamente salário nenhum, seja por assistir filmes e programas de TV que as fazem pensar que são gordas.
No grande jogo de computador de Sid Meiers, Civilization, você pode construir maravilhas do mundo. Um dos mais poderosos é Hollywood. Com ele, você controla toda a cultura e mídia do mundo. Rupert Murdoch ficou feliz com MySpace e não via problemas com sua própria pirataria até seu fracasso. Agora ele reclama que o Google é a maior fonte de pirataria do mundo — porque ele está com ciúmes. Ele deseja manter seu controle mental sobre as pessoas e está claro que você consegue um visão mais honesta das coisas na Wikipedia e no Google do que na Fox News.
Alguns dos fatos (anos, datas) nesse texto estão provavelmente erradas. O motivo é que não podemos acessar essas informações quando a Wikipedia está fora do ar. Por causa da pressão de nossos rivais decadentes. Pedimos desculpas por isso.
—THE PIRATE BAY, (K)2012
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Thiago Carrapatoso é diretor-presidente da organização sem fins lucrativos Veredas, que trabalha com tecnologias para fins sociais e é uma das instituições que fundaram a Casa de Cultura Digital. É jornalista e especialista em Comunicação, Arte e Tecnologia. Acredita no potencial do digital para modificar as estruturas da sociedade e melhorar o mundo em que vivemos. Deixa seus rastros pelo delicious, twitter e no blog coletivo Trezentos. Aqui, conta um pouco sobre iniciativas tecnológicas que questionam e mudam o que conhecemos.
• Qual será o futuro da escrita?
• O dia em que a internet parou
• Festival BaixoCentro: as ruas são para dançar
• TrashTrack: rastreando o seu lixo
• Educação e tecnologia para todos
• Natural Fuse: energia consciente
• Queremos Saber: acesso às informações públicas
• Libre Graphics Magazine: a cobertura da cultura livre
• Casa da Cultura Digital recebe doações para o Wikileaks
• CulturaDigital.BR: apropriação tecnológica brasileira
• ACTA: A liberdade na rede ameaçada
• Parcerias para um governo aberto
• Festival Internacional CulturaDigital.BR: mande seu projeto!
• DeadDrops: compartilhe seu pendrive!
• Furacão Irene: a mídia ainda mais social
• Festival de Ideias: publique a sua!
• Praça conectada: mudando o conceito
• Produção acadêmica sob vigília
• Gambiarra: o precário como inovação
• Ônibus Hacker: invista nesta ideia!
• Direto de NY: artistas em zonas de conflito
• Cidades para Pessoas: modelos para metrópoles
• Não imprimir é realmente sustentável?
• Reflexões laboratoriais: fabricando paisagens
• Tecnologia para além do mercado
• Purpose: propostas para engajar
• Limpa Brasil: saiba como mapear os pontos de lixo!
• A tecnologia da não-tecnologia
• Para prever o futuro do clima, veja o passado
• Toque em uma orquestra sem sair de casa!
• #NaoFoiAcidente (ou Mais amor, menos motor)
• MetaReciclagem: resignificando as tecnologias
• Catarse: financie seus projetos colaborativamente
• Google Art Project: ande por museus
• A polêmica: MinC e o Creative Commons
• Arduíno: robôs em código aberto
• Os zumbis na sua caixa de entrada
• Wikileaks: o poderio da sociedade civil
• A arte do centro de São Paulo
• O Complexo do Alemão e as vozes das comunidades
• Web: a neutralidade da rede e a mania por aplicativos
• E começa o II Fórum da Cultura Digital Brasileira
• O preconceito nas redes sociais
• Educação: o controle pelas corporações
• TEDxAmazônia: Ideias espalhadas pela floresta
• Fórum da Cultura Digital Brasileira: encontro de redes
• Redes sociais: as novas ágoras políticas
• Projeto 10^100: a tecnologia para mudar o mundo
• Eleições às claras: como a internet pode ajudar
• Produção de cultura pela rede
• Identidade eletrônica: desburocratização ou falta de privacidade?
• Como mapear a biodiversidade local
• Wikileaks: a web a favor da transparência
• Puff: design para o meio ambiente
• A África em conteúdo multimídia
• TEDxOilSpill: alternativas energéticas
• Isso, realmente, não é normal
• Entrevista coletiva #commarina Silva
• O terceiro mundo melhorando o primeiro
• Acervos digitais e os direitos autorais
• Encontro: Recursos Educacionais Abertos
• A reforma do direito autoral
• Transformar informação em ação
• O futuro para os centros de acesso
• Seu arquivo é contra os Direitos Humanos?
• E-waste: 40 milhões de toneladas ao ano
• O futuro para o caos energético
• Campus Party: Grid e informação compartilhada
• Privar o quê? Ah, privacidade…
• Reflexões sobre um país (quase) conectado
• Angra: como as redes podem ajudar?
• COP-15: como dividir conhecimento?