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Em vez de desperdício, um reino de abundância Ricardo Abramovay - 13/06/2013 às 12:20



Este artigo foi publicado no site do jornal Folha de São Paulo, na seção Empreendedorismo Social, em 11/06/2013

Um mundo de abundância, em que a concepção criativa e o uso adequado dos produtos representam o caminho para superar as fronteiras em que o desenvolvimento sustentável está hoje enclausurado. Um mundo em que cidades funcionam como florestas, recuperando o que é comumente tratado como lixo, em que a melhor energia é a que vem do sol, do vento, e onde as emissões fósseis ainda remanescentes convertem-se em alimentos para nutrientes biológicos e não em aquecimento global. Uma economia que não se restringe a reduzir danos, a fazer menos mal, mas tem como objetivo central regenerar os ecossistemas degradados e, por aí, oferecer novas fontes de dinamismo às sociedades humanas, cultivando aquilo que Emerson, o precursor americano do ambientalismo contemporâneo, chamava de profusão calculada. Em suma, um mundo em que a matéria, a energia e os recursos bióticos dos quais dependemos não respondem a uma lógica linear (extrair-produzir-usar-jogar), nem mesmo a uma lógica circular de ciclo fechado, mas a um movimento em espiral em que a atividade econômica resulta num conjunto de nutrientes técnicos e biológicos para a produção de novos bens e serviços.

O arquiteto americano William McDonough e o químico alemão Michael Braungart tornaram-se ícones do movimento socioambiental global por uma expressão célebre, que dá título a seu primeiro livro. Publicado em 2002, “Do Berço ao Berço – Refazer o Modo como Fazemos as Coisas” (Cradle to Cradle – Remaking the Way We Make Things). O conceito é usado por oposição à rota convencional, que vai do berço à sepultura e que as políticas de resíduos sólidos, em todo o mundo, tentam superar. Só que, para fazê-lo, a trajetória não pode mais limitar-se à famosa tríade: reduzir, reusar, reciclar. É muito mais promissor o horizonte de redesenhar, renovar e regenerar.

A reciclagem, por exemplo, de garrafas PET para a fabricação de tecidos apoia-se, quase sempre, no emprego de materiais químicos tão poluentes que só podem, uma vez descartados, destinar-se aos aterros ou à incineração. Essa reciclagem corresponde, na verdade, a uma espécie de subciclagem (downcycling). O desafio é, ao contrário, inserir materiais e energia num ciclo que permita sua revalorização, e não a degradação. O mais complicado, quando se trata dessa revalorização, são os produtos complexos como automóveis, telefones celulares, computadores ou lâmpadas fluorescentes: empregam imensa quantidade de recursos minerais, ligas metálicas e compostos químicos, cuja separação torna-se muitas vezes impossível. Esse desperdício de recursos deve ser enfrentado não quando o produto é descartado e sim quando é concebido.

Quem oferece bens e serviços não pode limitar-se a saber se “alguém quer ou alguém vai comprar”. A pergunta central é: e depois? O que será feito dos componentes biológicos e técnicos dos produtos, uma vez consumidos? Vão entupir os aterros, alimentar os caríssimos incineradores, ou poderão ser a base para novos processos produtivos, propiciando, assim, menos exploração mineral e solos nutridos por elementos que até então iam para o lixo?

A responsabilidade pós-consumo, a logística reversa (estratégicas, por exemplo, na Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada no Brasil em 2010) só podem ir além da remediação efêmera se forem pensadas no design do produto, não como forma de atenuar seus danos. A expressão “what’s next” forma a espinha dorsal do “Upcycle”. Ir além da sustentabilidade, como propõe o subtítulo do livro, significa imaginar e propor bens e serviços sempre a partir do princípio de que suas partes integrantes nada mais são que ingredientes para novos bens e produtos capazes de, por sua vez, fecundar a biosfera (e o que os autores chamam de tecnosfera) com elementos destinados a enriquecê-la.

Não se trata de ignorar as leis da termodinâmica, nem, é claro, de suprimir a entropia inerente ao uso de energia e materiais por parte das sociedades humanas. Mas o grau de desperdício atual é tanto e tão generalizado que abre um espaço extraordinariamente grande para esse reino da abundância. Aí a contribuição de McDonough e Braungart é decisiva: a abundância a que se referem não corresponde a celebrar simplesmente a minimização dos danos, como se faz, na maior parte dos relatórios socioambientais do mundo corporativo atual. Ao contrário, é necessário transformar radicalmente não só a maneira como são produzidos os bens e serviços, mas, sobretudo, seu próprio sentido social.

Por isso, o ponto de partida dos tomadores de decisão sobre os recursos de que dispõem não pode estar nas métricas a respeito de seus impactos. O começo de tudo são valores, ou seja, o que se quer com aquilo que é oferecido à vida social. Dos valores nascem princípios, daí resultam objetivos, estratégias, táticas e somente então é que as métricas têm lugar. Reduzir emissões, melhorar o uso da energia ou poluir menos não servem como parâmetro para julgar a maneira como se comportam os agentes econômicos. Mais importante é o que os autores chamam de intencionalidade, que se exprime justamente na capacidade de imaginar e realizar produtos, obras, edificações, estradas, plantações e cidades não apenas por suas oportunidades de ganho econômico, mas pelo conjunto de seu ciclo de vida e pelos benefícios que ao longo do tempo vão produzir para a vida social, para os ecossistemas e, em função disso, para as empresas.

Não podemos continuar na roleta russa de introduzir componentes químicos e materiais desconhecidos na biosfera, para depois tentar reduzir seus efeitos perniciosos. Temos que reconstruir a saúde dos solos e isso não se consegue com mais agrotóxicos, associados a sementes melhoradas. “Upcycle” oferece fundamentos técnicos persuasivos a essas afirmações e sua mensagem chega hoje a algumas das mais importantes corporações (Philips, Ford, Puma, Wal-Mart, Steelcase, entre outras) e aos governos de municipalidades da importância de Chicago e Pequim, por meio de “Cradle to Cradle” (C2C), que se tornou uma certificação global.

“The Upcycle”
William McDonough e Michael Braungart.
North Point Press
256 págs - US$ 24,00

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Ilustração: HikingArtist/Creative Commons

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Transformar lixo em riqueza depende primeiro do fabricante Ricardo Abramovay - 04/06/2013 às 16:56

Artigo publicado no canal “Empreeendedor Social” do site do jornal Folha de São Paulo, em 14/05/2013

O principal instrumento que permitiu aos países desenvolvidos ampliar de maneira significativa a reciclagem de resíduos sólidos, desde o início do milênio, é a responsabilidade ampliada do produtor (extended producer responsibility, na expressão em inglês). Relatório recém-publicado pela agência ambiental europeia mostra que a quantidade de lixo incinerada ou mandada para aterros reduziu e que a reciclagem, no continente, passou de 23% a 35% dos resíduos, entre 2001 e 2010, um aumento muito considerável.

Mais que isso: a Alemanha vem conseguindo descasar a produção de riqueza da geração de lixo. Relatório do Bifa Enrironmental Institute mostra que, entre 2000 e 2008 (portanto, antes da crise), o PIB, em termos reais, cresceu quase dez por cento, e o volume de lixo caiu nada menos que 15%. A intensidade em lixo da vida econômica, medida decisiva para avaliar a qualidade da relação que uma sociedade mantém com seus recursos ecossistêmicos, declina mais de 22%.

Maior riqueza e menos lixo: como isso é possível?

A responsabilidade ampliada do produtor ajuda a responder essa pergunta. O conceito, que hoje se encontra no âmago das políticas europeias e é adotado também em vários Estados norte-americanos, foi usado pela primeira vez em 1990 pelo pesquisador Thomas Lindhqvist num relatório para o Ministério do Meio Ambiente da Suécia. Vale a pena citar sua própria definição: “A responsabilidade ampliada do produtor é uma estratégia de proteção ambiental para alcançar o objetivo de reduzir o impacto ambiental de um produto tornando seu fabricante responsável pelo conjunto do ciclo de vida do produto e, especialmente, por sua coleta, sua reciclagem e sua disposição final”.

É claro que, para que isso ocorra, o consumidor tem que fazer uma separação correta, os comerciantes devem possuir dispositivos onde alguns resíduos serão colocados, e o governo precisa organizar a coleta nos domicílios. Mas é ilusão imaginar que o avanço europeu recente na redução do lixo e na elevação da taxa de reciclagem seja apenas devido ao nível educacional da população e à eficiência das prefeituras.

O fundamental, e que em última análise responde pelos bons resultados europeus, é a responsabilidade do fabricante pelo conjunto do ciclo de vida do produto. No caso francês, por exemplo, já existem 19 cadeias produtivas em que vigora um ecoimposto que contribui para financiar os sistemas municipais de coleta e reciclagem. Quem produz o detrito paga antecipadamente (e cobra de seu consumidor, é claro) por dar-lhe a destinação correta. Acaba de ser aprovada uma lei segundo a qual quem compra uma cadeira paga 0,20 euros por sua reciclagem futura e 4 euros para que um colchão não acabe na rua ou num rio. É uma prática contrária à que marcou o crescimento econômico do século 20.

Na prática corrente até aqui, a vida econômica se organiza de maneira linear, a partir do procedimento “pega-produz-consome-joga”. Os produtos vão do berço à sepultura e, para fazer novos produtos, recorre-se novamente a matérias-primas virgens, que alimentam processos produtivos, cujos resultados são consumidos e, em seguida, jogados fora. O problema é que não existe esse “fora”.

A escassez e o encarecimento das matérias-primas, as possibilidades cada vez mais limitadas de encontrar espaços para aterros e os custos exorbitantes da incineração abrem caminho a que os agentes econômicos passem a tratar como fonte de riqueza os materiais até então destinados ao lixo. Relatório recente da Fundação Ellen Macarthur fala em economia circular, em oposição à economia linear do “pega-produz-consome-joga”: a economia circular é aquela em que parte crescente dos resíduos é usada como insumo na fabricação de novos produtos.

Numa economia circular, a própria concepção do produto, seu design, já incorpora e amplia as possibilidades de recuperação e reutilização dos materiais nele contidos. Isso revoluciona, por exemplo, a maneira como são fabricados bens eletrônicos, cujas ligas devem prever recuperação e manuseio fácil, sem o que o destino de materiais, muitas vezes raros e preciosos, acabará sendo o lixo e, pior, o lixo tóxico, já que a separação dos componentes é muito difícil. Existindo responsabilidade ampliada do produtor, o fabricante exigirá de seus engenheiros um produto que, contrariamente ao que ocorre hoje, facilite o trabalho da reciclagem e, preferencialmente, o reuso da maior parte daquilo que o integra.

O trabalho da Fundação Macarthur mostra que, na Grã-Bretanha, a substituição de garrafas descartáveis de cerveja pela velha prática do depósito de vasilhame permitiria, por exemplo, a redução de 20% do custo total do produto. Onze Estados norte-americanos já adotaram leis que obrigam a volta dessa prática. O consumo de cerveja “one-way”, por exemplo, pode ser mais confortável, mas, se o seu custo real estiver incorporado ao produto, caberá ao consumidor saber se deseja, de fato, pagar por ele.

São exemplos importantes e que oferecem lições valiosas, neste momento em que, no Brasil, se estabelecem os acordos setoriais que vão dar vida para a nossa Política Nacional de Resíduos Sólidos. Acabar com os lixões, melhorar a situação dos catadores e ampliar seu papel no interior da política são objetivos decisivos. Mas a capacidade de a PNRS diminuir a produção de lixo e ampliar a reciclagem depende, antes de tudo, de mecanismos que estimulem os fabricantes a usar menos materiais, menos energia e propiciar à sociedade maiores oportunidades de transformar lixo em riqueza. É fundamental então que fique claramente esclarecida sua responsabilidade pelos resíduos ligados aos produtos que colocam no mercado.

Foto: nickwheeleroz/Creative Commons

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El capitalismo sustentable, entre la utopía y la urgencia Muito Além da Economia Verde - 31/05/2013 às 11:19

Esta resenha foi publicada pelo site do jornal La Nacion, de Buenos Aires, em 26/05, e é de autoria de Lorena Oliva.

En “Más allá de la economía verde”, Ricardo Abramovay postula que la ecoeficiencia ya es visible en muchas industrias

A pesar de la eficaz tarea del ambientalismo para colocar en la agenda mundial la necesidad del cuidado del medio ambiente, hoy en día, según la Red Global de la Huella Ecológica, los seres humanos utilizamos más recursos naturales que los que el planeta puede producir.

Los estragos de la deforestación, el crecimiento estrepitoso de la basura tecnológica o el avance desenfrenado del consumo -aun cuando sabemos que van a contramano de las necesidades del planeta- dejan en evidencia que, a pesar de todo, el capitalismo sigue siendo ciego, sordo y mudo cuando deecología se trata.

¿Significa, entonces, que estamos ante una batalla perdida? En el libro Más allá de la economía verde (Temas/Avina), Ricardo Abramovay dice que no. Que el mundo cuenta con sobradas condiciones para que el término “economía sustentable” deje de ser un contrasentido. Pero hay muchas barreras todavía por derribar.

“Aunque el precio de las energías renovables hoy se muestre favorable a una revolución en la matriz energética mundial, las inversiones en combustibles fósiles avanzan de forma impresionante. Aunque los automóviles paralicen nuestras metrópolis, las inversiones en este sector no cesan”, reconoce el autor, especialista en desarrollo sustentable y profesor del Departamento de Economía de la Universidad de San Pablo.

De todas maneras, como él mismo sostiene, el tiempo apremia. Los problemas del medio ambiente requieren ser resueltos con mayor rapidez de la que creemos. “Si tuviéramos sesenta años para resolver estos problemas, la incorporación gradual de ecoeficiencia a los sistemas productivos sería un camino viable. Sin embargo, no tenemos todo este tiempo, lo que nos obliga a hacer elecciones que nos permitan repensar el sentido, el propósito de las actividades económicas. Es necesario saber la utilidad real de lo que se ofrece a la vida social”, reflexiona ante la nacion.

Más allá de la economía verde es el resultado de un proceso de debate colectivo organizado por la Fundación Avina a lo largo de 2011 en el que Abramovay participó. La obra se presentará el próximo miércoles, en el marco de la Conferencia Internacional Iarse 2013, que promueve la responsabilidad social empresaria y la sustentabilidad en las empresas.

En el libro, el autor parte del actual escenario, enumerando muchas de las razones por las cuales se ha vuelto inviable. La exacerbación de un sistema productivo que no tiene en cuenta al medio en el que está inserto ha provocado, por ejemplo, que 16 de los 24 servicios que prestan nuestros ecosistemas -agua, suelos, oxígeno, absorción de gases de efecto invernadero, entre otros- hoy estén en peligro.

Pero también en lo social el actual sistema ha demostrado incosistencias: aunque ha disminuido considerablemente a escala mundial, la pobreza extrema y la desigualdad continúan afectando a una porción para nada despreciable de personas en el mundo.

ÉTICA E INNOVACIÓN
Una vez planteado el panorama -así como la necesidad de no demorar el viraje hacia una economía verde-, Abramovay se dedica a desarrollar los pilares fundamentales que deberían sostener el cambio: un mayor sentido de la ética, así como una relación más fluida con el entorno. Todo esto, con una importante dosis de innovación. “Los dispositivos de la sociedad de la información en red desempeñan aquí un rol crucial. Las tecnologías digitales abren camino a que las personas puedan disfrutar de la utilidad que los bienes ofrecen sin que sean necesariamente sus propietarias”, ejemplifica.

Pero ahí no termina la importancian del rol de la tecnología: “La concepción de los productos tendrá que abandonar la lógica lineal actual de extraer, producir, consumir y poner afuera, una vez que no hay este «afuera». El reto es que los productos sean concebidos de manera que el resultado de su consumo no sea basura, sino nutrientes que vayan a alimentar nuevos procesos productivos. Pero esto supone, antes que todo, la reinserción de la naturaleza en las decisiones sociales y de la ética en las decisiones económicas”, explica.

Dado que si algo no sobra dentro de todo este proceso es tiempo, ¿valdrá la pena seguir esperando que el cambio surja espontáneamente del sector empresario? ¿De qué manera los gobiernos podrían facilitarlo?

“Los Estados podrían promover las compras públicas en su rol de actor de mercado. Las ciudades, las agencias ministeriales o entes autónomos pueden privilegiar compras públicas a empresas que incorporan en su ADN comercial soluciones sociales o ambientales, no sólo limitadas a la responsabilidad social empresaria”, sostiene Pedro Tarak, abogado y fundador de Avina en América latina, quien, de todas maneras, reconoce que “hay mucho que uno mismo puede hacer como ciudadano, emprendedor, vecino, consumidor individual o colectivamente”.

Aunque todavía en forma incipiente, el cambio parece comenzar a vislumbrarse en algunos sectores productivos como el software libre, algunos negocios creativos en el mundo de la moda o formas de producción cultural, según reseña el libro.

“Las iniciativas aún son minoritarias, pero emblemáticas. La empresa de artículos deportivos Puma, por ejemplo, lanzó un movimiento llamado Environmental Profit & Loss. Calcularon los costos ocultos del uso que hacen de cinco servicios ecosistémicos y los valuaron en 145 millones de euros. El resultado fue que pasaron a planear productos que eliminan esos costos. Por su parte, Philips ofrece servicios de iluminación a las empresas que incluyen la responsabilidad por el ciclo completo de los productos que ofrece”, ejemplifica el autor.

Con lenguaje claro y ejemplos bien consistentes, Abramovay nos invita, también, a repensarnos como sociedad más allá de la economía verde. El desafío: ser capaces de plantear en mejores términos nuestro vínculo con la naturaleza. Y, por eso mismo, estar más conscientes de sus límites.

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Muito além da economia verdeRicardo Abramovay

Muito Além da Economia Verde, de Ricardo Abramovay, é o primeiro livro com o selo Planeta Sustentável, lançado em junho de 2012 (em parceria com a Fundação Avina), não por acaso: nesse mês foi realizada a Rio+20 – Conferência Internacional para o Desenvolvimento Sustentável. Por ser um projeto muito especial do nosso movimento, ganhou este blog e um Twitter: @ECOmaisqueVERDE. Para a estreia deste espaço, contamos a história da concepção do livro e reproduzimos os textos de Marina Silva, ex-Ministra do Meio Ambiente, e Fábio Barbosa, presidente da Abril S.A., para o prefácio e a “orelha” do livro, respectivamente. Periodicamente, estão sendo publicados trechos escolhidos pelo próprio autor para ampliar a reflexão sobre os temas que lhe são caros, além de resenhas sobre a obra e notícias sobre futuros lançamentos. O livro está à venda, com exclusividade, no site e nas lojas da Livraria Cultura das principais capitais. Acompanhe!

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