Lixograma
25/12/2009 às 17:22
Tecnologias para o verde

Chegou o final do ano e como sempre isso sugere um balanço do que aconteceu e um olhar sobre a perspectiva do que está por vir. Ontem, 24, foi noite de natal e como na maioria dos lares brasileiros e do resto do mundo houve troca de presentes em casa.

Apesar de termos adotado o esquema de amigo secreto para diminuir a quantidade de presentes trocados, a Mariana, minha sobrinha de dois anos e o meu rebento que ainda está morando na barriga da mãe foram muito presenteados.

Como não poderia deixar de ser fui o responsável pelas embalagens deixadas ao final da noite. Quase um saco de cem litros cheio de embalagens rasgadas que foram direto para o lixo, dos recicláveis, claro mas isso com certeza me fez refletir um pouco.

As pessoas ainda consomem e por muito tempo vão consumir da forma como estão habituadas.

As tecnologias são a grande aposta e o caminho para a solução. Vivemos num mundo de tecnologia, nos acostumamos a isso e o que surpreende os habitantes desse planeta são os produtos e serviços dotados de tecnologia inovadora, capazes de revolucionar e solucionar problemas garantindo o conforto e a satisfação de todos. E só ela é capaz de trabalhar em escala de produção e tempo para sanar de forma efetiva as mazelas que diminuem a qualidade de vida nesse planeta.

Esses dias li na revista Veja, edição 2144 de 23 de dezembro, a entrevista com o cientista político Bjorn Lomborg sobre a posição de ONGs e organizações ambientalistas em relação ao combate ao aquecimento global a partir de mudanças no consumo, recomendo a leitura. Acredito e sou partidário da idéia de que o consumo consciente é algo realmente fundamental para o que queremos do planeta e da sociedade num futuro imediato. Entretanto, achar que as pessoas vão mudar os hábitos de consumo numa proporção e rapidez suficiente para mudar o panorama ambiental é algo que não me soa muito real e provável.

O combate ao aquecimento global tem que se basear em tecnologia para permitir os desenvolvimentos social, econômico e ambiental. É assim a sociedade em que vivemos.

Mesmo assim acho importante, como já disse, estarmos mais preocupados com a qualidade de vida no ambiente onde estamos inseridos, cientes da noção holística de que a parte representa o todo e que devemos ser parte do todo que queremos para nós mesmos.

Portanto, nesse ano novo e férias de verão, tente fazer a diferença onde você estiver, mantenha as estradas limpas, as praias, respeite o próximo e você mesmo.

Um feliz natal e um ótimo ano novo.

Erich Burger




Comentários

26/12/2009 às 15:37
Evandro Rodrigues - diz:
Neutralizar emissões de carbono é um dos MAIORES ENGODOS já criados quando o assunto é meio ambiente.De que vale uma empresa dizer que vai NEUTRALIZAR suas emissões de carbono? NEUTRALIZAR significa dizer que a empresa anuncia: "Vejam, não sou responsável por mais este tanto de carbono lançado na natureza!"Meu Deus! Gente, não adianta mais falar que "eu não estou fazendo nada para piorar", pois é exatamente isto que quem NEUTRALIZA EMISSÕES DE CARBONO FAZ: simplesmente não piora o meio ambiente....Mas raciocinemos pelo amor de Deus (de novo): o estrago está feito! Temos então de NEGATIVAR AS EMISSÕES! Isto mesmo, precisamos tentar tirar além do que jogamos no ar...Para aqueles que entenderam o recado ajudem a plantar a ideia do CARBONO NEGATIVO

27/12/2009 às 21:13
Samantha - diz:
muito bom! Além de termos a consciência de que precisamos mudar nossos hábitos consumistas, o sentimento de contribuir com o próximo deve "vibrar"dentro de nós e é o que eu acredito ser o mais difícil para nós seres humanos.



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Erich Burger e
Alexandre Almeida

Lixo é o tema preferido de Erich Burger, administrador de empresas, e Alexandre Almeida, publicitário. Eles são Gêmeos, nasceram em três de junho, mas em anos distintos. Aqui, apresentam e discutem alternativas para a forma como a sociedade se relaciona com ele. Convictos de que as mudanças no atual cenário de degradação do planeta dependem de ações de impacto – apoiadas em muita informação e mobilização empresarial, governamental e comunitária, criaram a Recicleiros e a Ambon. Ambas são empresas sociais, inspiradas no modelo proposto por Muhammad Yunus, Prêmio Nobel da Paz (2006): uma empresa social pode ser tão ou mais competitiva que uma convencional, só que com reflexo mais positivo sobre a sociedade e o meio ambiente.
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