
Cá entre nós, o que você acha que sai desse encontro em Copenhague?
Difícil acreditar que os políticos sairão da Dinamarca com alguma definição sobre o rumo das industrias e dos países nos próximos anos. Difícil porque acima de tudo são políticos e políticos são especialistas em politicagem. Entre limusines, jatinhos e cafezinhos, falta espaço para o essencial.
Na opinião deles, mais importante do que encarar o fato da necessidade do desenvolvimento sustentável para as nações é fazer política, e política, da forma como ela está estabelecida, é incompatível com meio ambiente.
Se a necessidade de mudança é urgente o que faz um político como o presidente Lula, adiar decisões relacionadas à preservação das florestas brasileiras? A politicagem e os interesses partidários.
Antes de uma convenção para acordos climáticos, temos que promover a disseminação do conceito de interdependência. Não faz parte do entendimento de políticos a idéia de que se desenvolver sustentavelmente é fator de competitividade. De que temos que encarar respeito a normas como oportunidade e buscar o desenvolvimento como forma de crescer.
A idéia de sustentabilidade dos políticos é aquele conceito antiquado de ter que fazer para não ser criticado, para livrar a cara. Esse é o pensamento que atravanca o desenvolvimento sustentável e o torna incompatível com o crescimento.
Fora àqueles que estão reportando os acontecimentos de Copenhague de forma jornalística, focando nos temas e discussões e que nos passam a impressão de que coisas sérias estão acontecendo lá fora, tenho lido muitos posts e comentários de pessoas que estão lá e que percebem o que para mim faz realmente sentido: a maioria não está nem aí pra nada.
Salas praticamente vazias e smart fones nas mãos colocam o evento e o assunto no lugar onde ele realmente está: o segundo plano.
O pensamento arrojado de governar tendo o meio ambiente como tema transversal da política viabilizando o desenvolvimento econômico, cultural, a saúde e a educação ainda é uma utopia que faz desse, como de outros grandes encontros uma perda de dinheiro e tempo.
Enquanto isso, busco novas possibilidades e coloco nas eleições a esperança de alguma mudança (elas vem aí e eu tentarei a Silva já que o Silva eu não tentei).
Erich Burger
@recicleiros