Lixograma
11/12/2009 às 16:45
Como eles veem Copenhague


Cá entre nós, o que você acha que sai desse encontro em Copenhague?

Difícil acreditar que os políticos sairão da Dinamarca com alguma definição sobre o rumo das industrias e dos países nos próximos anos. Difícil porque acima de tudo são políticos e políticos são especialistas em politicagem. Entre limusines, jatinhos e cafezinhos, falta espaço para o essencial.

Na opinião deles, mais importante do que encarar o fato da necessidade do desenvolvimento sustentável para as nações é fazer política, e política, da forma como ela está estabelecida, é incompatível com meio ambiente.

Se a necessidade de mudança é urgente o que faz um político como o presidente Lula, adiar decisões relacionadas à preservação das florestas brasileiras? A politicagem e os interesses partidários.

Antes de uma convenção para acordos climáticos, temos que promover a disseminação do conceito de interdependência. Não faz parte do entendimento de políticos a idéia de que se desenvolver sustentavelmente é fator de competitividade. De que temos que encarar respeito a normas como oportunidade e buscar o desenvolvimento como forma de crescer.

A idéia de sustentabilidade dos políticos é aquele conceito antiquado de ter que fazer para não ser criticado, para livrar a cara. Esse é o pensamento que atravanca o desenvolvimento sustentável e o torna incompatível com o crescimento.

Fora àqueles que estão reportando os acontecimentos de Copenhague de forma jornalística, focando nos temas e discussões e que nos passam a impressão de que coisas sérias estão acontecendo lá fora, tenho lido muitos posts e comentários de pessoas que estão lá e que percebem o que para mim faz realmente sentido: a maioria não está nem aí pra nada.

Salas praticamente vazias e smart fones nas mãos colocam o evento e o assunto no lugar onde ele realmente está: o segundo plano.

O pensamento arrojado de governar tendo o meio ambiente como tema transversal da política viabilizando o desenvolvimento econômico, cultural, a saúde e a educação ainda é uma utopia que faz desse, como de outros grandes encontros uma perda de dinheiro e tempo.

Enquanto isso, busco novas possibilidades e coloco nas eleições a esperança de alguma mudança (elas vem aí e eu tentarei a Silva já que o Silva eu não tentei).

Erich Burger
@recicleiros






Comentários

12/12/2009 às 16:25
Hélio Augusto Gomes - diz:
CONSUMO O homem, tomado mais pelo desejo de ter e do prazer, do que pelo ser e de crescer, consome de maneira excessiva e desordenada os recursos da terra e da sua própria vida.Não se pode dispor arbitrariamente da terra,submetendo-a sem reservas.O homem pode, sim desenvolver,mas não deve trair.Faço voto as nações reunidas em Copenhague -Cop 15,saibam salvaguardar as condições morais de uma autêntica ecologia humana.Para o Brasil,a proteção ambiental é antes de mais nada o direito e a proteção à vida.

23/01/2010 às 09:09
Eryck Diegho - diz:
Politicagem é problema e é sim primeiro plano, meio-ambiente fica pra depois. Cara, o Brasil tinha tudo pra ser exemplo para o mundo em termos de responsabilidade e preservação ambiental, mas é só você ver o que é que nós (governo) permitimos que seja feito com nossa floresta... uma vergonha!E aí? Falando em Brasil que é aqui que o nosso mundo aconteçe, o que é que podemos fazer? Depender de um governo? Não. Nós é que devemos arregaçar as mangas e partir para a Guerra Verde, mas sem Ecoterrorismo, pois o importante é preservar: o ambiente e o respeito.



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Erich Burger e
Alexandre Almeida

Lixo é o tema preferido de Erich Burger, administrador de empresas, e Alexandre Almeida, publicitário. Eles são Gêmeos, nasceram em três de junho, mas em anos distintos. Aqui, apresentam e discutem alternativas para a forma como a sociedade se relaciona com ele. Convictos de que as mudanças no atual cenário de degradação do planeta dependem de ações de impacto – apoiadas em muita informação e mobilização empresarial, governamental e comunitária, criaram a Recicleiros e a Ambon. Ambas são empresas sociais, inspiradas no modelo proposto por Muhammad Yunus, Prêmio Nobel da Paz (2006): uma empresa social pode ser tão ou mais competitiva que uma convencional, só que com reflexo mais positivo sobre a sociedade e o meio ambiente.
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