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Você e o fim da sacolinha em SP Giuliana Capello - 24/05/2011 às 15:12

Fiquei muito feliz com a notícia de que a cidade de São Paulo proibirá a distribuição e venda de sacolas plásticas a partir de janeiro do ano que vem. Demorou a acontecer, é verdade, mas virou lei municipal e poderá, quem sabe, puxar outras capitais e até estados a seguirem o mesmo exemplo.

 

O ideal – se nosso mundo fosse ideal – seria que a população, por conta própria, tivesse banido as sacolinhas de suas vidas. Só uma parte pequena de nós, porém, aboliu o uso do produto, o que gera uma sensação, para os descontentes com a novidade, de mais uma lei imposta “de cima para baixo”. Infelizmente, nem sempre se muda o mundo com amor. Tem gente que ainda prefere postergar qualquer transformação e arcar com o peso da dor mesmo…

Não gosto das discussões acerca dos modelos biodegradáveis, oxi-biodegradáveis ou qualquer outra versão plástica que teime em propor uma mudança que não muda nada. Entendo que isso é natural, mas já que a sociedade está começando a discutir o assunto e perceber os danos provocados pelo descarte incorreto dessas sacolinhas, é preciso insistir para que o passo dado seja efetivo, e não mais um esparadrapo chinfrim que não trará grandes benefícios reais.

Por trás desse drama sobre o que usar para substituir as sacolinhas, está um dos equívocos do século: a crença de que a tecnologia sempre resolve nossos problemas e que, mais cedo ou mais tarde, algum químico descobrirá a fórmula para uma sacola mágica, perfeita para nossas compras, indolor para nossos hábitos e comportamentos tão, digamos, cegamente arraigados…

Sabe por que digo isso? Porque esquecer as sacolinhas é mais fácil e simples do que parece, pode acreditar. Na verdade, é uma maneira bastante eficiente de nos fazer prestar mais atenção àquilo que colocamos dentro dela. Claro! Se você vai às compras com uma ou duas sacolas reutilizáveis, rapidamente aprende a selecionar melhor os produtos que leva para casa, simplesmente porque há um limite de espaço de armazenagem – e de força braçal também. Priorizar, selecionar, pensar e repensar, elencar critérios, enfim, são todos atos que acompanham consumidores com ecobags pelos corredores dos supermercados e shopping centers.

Em outras palavras, a sacola reutilizável (de tecido, de lona reciclada, de ráfia ou o que for) é uma grande aliada no combate às compras por impulso. Com ela em nossos ombros, itens que não estavam na lista de compras passam por um olhar mais criterioso, desconfiado. Você naturalmente pensa antes se aquilo que deseja (e não necessariamente precisa) cabe na sua sacola.

Numa analogia rápida, a sacola plástica representa uma visão ultrapassada – embora ainda não obsoleta – que acha que os recursos do planeta são infinitos. Sacolas reutilizáveis, por sua vez, trazem consigo uma filosofia mais razoável, a de que é preciso usar o cérebro durante as compras…

Em Piracaia, SP, onde moro, existe uma lei municipal em vigor há mais de um ano que obriga o comércio a usar sacolas biodegradáveis. Alguns distribuem a embalagem, outros oferecem a opção gratuitamente. Há também caixas de papelão e modelos reutilizáveis à venda para quem se interessar. Para mim, isso tudo me parece mais complicado e difícil do que pensar antes de decidir ir às compras. No fundo, sinto que as pessoas não toleram a possibilidade de verem minimamente podados seus instintos consumistas. É preciso incentivar as compras 24 horas por dia, indistintamente, indiscriminadamente… Ai, ai. Confie. Não dói nada carregar uma sacola de pano na bolsa ou a tiracolo. Ao contrário, ela pode ser uma aliada não só para o planeta, mas também para a sua conta bancária…

Pode acreditar, com criatividade você logo verá que há maneiras muito mais simpáticas e elegantes de carregar nossas compras. No Japão, por exemplo, uma antiga tradição se esmerava em embalar presentes e produtos em furoshikis, pedaços de tecido que funcionam como sacolas reutilizáveis. Basta dar uns nozinhos bonitinhos e carregá-los nos ombros ou nas mãos. Lá, o governo lançou até uma campanha para resgatar o antigo e saudável hábito, que ficou meio esquecido com a avalanche das sacolinhas… (Na foto, inspire-se em algumas das inúmeras possibilidades de transformar um pedaço de tecido em sacola bem bacaninha…)

 

 

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Comentários

24/05/2011 às 15:58 Anonymous - diz:

Dafne – diz:Em Belo Horizonte já é lei…

24/05/2011 às 16:11 Anonymous - diz:

PH – diz:É muito importante uma lei dessa, mas o mais importante é se pensar no todo. Não trata-se apenas de meio-ambiente, trata-se de economia também. Tudo deve ser pensado junto, as sacolas devem deixar de existir sim, mas deve haver um plano pra isso, a indústria, o comércio não pode ser parado. Não se trata apenas dos comerciantes poderem perder dinheiro, mas de empregos que acabarão. Tem que haver planejamento, um planeta sustentável sim, mas que dê certo.E dizendo isso, não sou a favor de uso das sacolas, mas contra uma lei mal construída.

24/05/2011 às 16:16 Anonymous - diz:

Rosirene Andrade – diz:Parabéns pelo texto. Parabéns a SP pela atitude. São pequenas mudanças de hábitos que fazem a diferença. Quando criança ia ao “armazém” da esquina de casa, com uma sacola de lona e trazia ali tudo que precisava. Não havia sacolinhas para serem usadas, principalmente nos banheiros e lixos de cozinha e depois descartadas nos aterros. Aqui em casa, promovemos essa mudança. No ínicio pareceu complicado, mas tudo se encaixou e já não usamos mais as sacolinhas.Além disso, como faço sacolas retornáveis, as tenho sempre no porta malas do carro ou ao alcançe das mãos cada vez que precisamos sair e comprar algo.Existem diversos materiais por aí a disposição e pode-se criar muito mais. A minha proposta foi a de usar um tecido reciclado de garrafas plásticas, porque muito me incomodava ver garrafas espalhadas pelas ruas. Já que elas existem, então vamos recicla-las e as tornar mais úteis.Temos tido parceiros que abraçam essa idéia e fazem a divulgação de seu evento, empresa, escola, etc,oferecendo uma sacola retornável.

24/05/2011 às 17:20 Anonymous - diz:

David – diz:É ótimo que a sociedade vai ter que cuidar do meio ambiente mesmo sendo através de lei. Porém, quando se estabelece uma mudança tem que também apresentar solução, tiramos a sacolinhas e vamos colocar o lixo no saco preto mais resistente. O problema não vai agravar? Quem mora em apartamento e em São é a maioria como acondicionará o seu lixo. Não vi isso em lugar nenhum, lixo domestico tem que ser descartado todos os dias não dá para fica juntando até encher o saco preto.

24/05/2011 às 17:55 Anonymous - diz:

osmar – diz:Maravilha!!! Já sou adepto da sacola retornável, e isso é algo que já deveria ter acontecido há muito tempo! Essa onde tem de ser propagada, outras cidades e estados têm de adotar tais medidas, é uma questão de coerência para com nosso momento e de respeito para com o planeta!Sobre as tais embalagens do dia-a-dia, sinceramente, acho que já é tempo das pessoas acordarem pra botar o supérfluo no lixo do passado! é tão incoerente ver um vendedor esmerar-se num embrulho e coisa e tal para, depois, o mesmo ser rasgado e virar lixo!!! Está na hora de adotarmos medidas simples e honestas; acho ridículo que empleno século XXI as pessoas ainda enxerguem o mundo só pela aparência, esquecendo o principal – a essência!!! 1 forte abraço a todos, the Osmar.

25/05/2011 às 10:20 Anonymous - diz:

Jacqueline – diz:Me pergunto todo vez que lei sobre a proibição do uso das sacolinhas plásticas: Onde iremos colocar o lixo que deverá ser encaminhado para a coleta? Aceito e concordo, que diminuir é preciso, mas tem essa pergunta que fica.. Abraços, Eng. Jacqueline

25/05/2011 às 10:33 Anonymous - diz:

Maria Angélica – diz:Acho muito boa a iniciativa de terminar com as sacolinhas plásitcas. Uma vez que não se consegue educar, é preciso proibir, se todos usassem as sacolinhas de maneira adequada, ou seja, não desperdiçando, não jogando-as pelas ruas (isso vale pra qualquer tipo de lixo), encaminhando-as para reciclagem, não precisariamos radicalizar. Mas infelizmente educação passa longe dos brasileiros.Enfim…pior do que as sacolinhas, são as bandeijinhas de isopor, que virou febre, tudo se embala nestes recipientes e ainda por cima envolve em plástico-filme, isso sim deveria ser proibido, já que tanto as bandeijinhas como os plásticos-filme, além de não serem recicláveis, são altamente tóxicos. Precisamos começar a pensar nesse problema.

25/05/2011 às 14:08 Anonymous - diz:

Thomaz Borges – diz:Aqui em casa hoje em dia reutilizamos as sacolas de supermercado, em geral na limpeza da casa: Nós as Colocamos nos cestinhos de lixo do banheiro, as utilizamos para recolher a sujeira do meu cachorro para passear com ele. Meu filho também utiliza para embrulhar o lanche que ele leva para a escola. Existe um mais sem número de usos que faz com que todas as sacolas sejam reutilizadas ao memos mais uma vez.Estou tentando entender esta lei paulista. Entendo que esta proibição proporcionará uma redução de custos para os supermercados, já que eles não oferecerão mais as sacolas gratuitamente. Entendo também que haverá um aumento da receita dos supermercados, já que as sacolas de lixo em seus diversos tamanhos terão suas vendas aumentadas. É isso? Antes eu trazia as compras em uma sacola plástica e a reutilizava em um lixinho de banheiro. Agora passarei a comprar sacolas para lixinhos de banheiro, e também passarei a comprar sacolas “permanentes” que não possuem uma vida útil finita. Imagino que eu seria otimista em dizer que uma sacola reutilizável de vinil vá durar mais que 50 compras. Eu necessitaria que esta sacola permanente fosse impermeável para evitar vazamentos de alimentos no interior do automóvel. Com o passar do tempo eu teria de jogar a sacola impermeavel e “permanente” velha no lixo. Alguém já estudou qual é a vida média de uma sacola “permanente”? Acredito que vocês paulistas que gostaram desta lei possam me esclarecer estas dúvidas.

25/05/2011 às 17:58 Anonymous - diz:

Janete – diz:Tenho minhas ecobags há mais de três anos, são de algodão crú, super resistentes e laváveis, comprei por 2,50 num mercado da rede Walmart em minha cidade no PR.Concordo com a Maria Angélica que o isopor e filme plástico são dezenas de vezes mais nocivos ao meio ambiente pois não há interesse na reciclagem desses produtos.

29/05/2011 às 15:37 Anonymous - diz:

Martin Winter – diz:Assim como acontece com as sacolas, também deveríamos, a cada compra, pensar no que nós vamos fazer com as latas e garrafas plásticas depois do seu consumo. Acreditar que o caminhão do lixo é a solução para tudo é um pensamento muito egoísta. Mas como você suspeita, Giuliana, é provável que a indústria do consumo, para garantir a sua sobrevivência, invente alguma outra solução até pior. http://www.martinwinter.blogspot.com

29/05/2011 às 17:28 Anonymous - diz:

Rodrigo Valim – diz:Trabalho em uma indústria de reciclagem de plásticos e diariamente convivo com a escassez de matéria-prima. Isso mesmo. O mercado demanda muito mais matérias-primas recicladas que a reciclagem consegue disponibilizar. Por quê? Porque não damos o destino correto aos resíduos. A questão da sacola plástica precisa ser melhor pensada: sacolas mais resistentes, mais duráveis, mas porque obrigatoriamente ecobags? Acho acho bem mais fácil carregar uma pequena sacola de supermercado que uma desengonçada ecobag. Vejam esse manifesto a respeito das sacolas plásticas e tirem suas próprias conclusões sobre o porquê ela foi eleita a vilã dos tempos modernos http://www.valimplast.com.br/manifesto.htm

04/01/2012 às 12:23 Cleber - diz:

Eu descordo do fim das sacolinha, pois o plastico faz parte de nossas vidas a séculos, o plastico é 100% reciclável, a inteligência e criatividade de nossa tecnologia vai somente até o fim da sacolinha ??, em minha opiniâo,o problema nâo é a sacolinha, e sim quem a utliliza, ou melhor, nâo sabe destinar seu uso final , os mesmos orgâo que lutam deveriam ser mais criativos.
E agora é fácil, simplesmente jogam a soluçâo no colo da populaçâo,desonerando o custo dos mercados.
Aos ditos “verdes” defençores da naturera, “” demagogia pura “”, simples modismo para simplesmente dizer, eu faço parte da nova sustentabilidade.bla bla bla.

09/05/2012 às 19:38 Bruno - diz:

Eu nao gostei… essa retirada e somente de um objeto e o restante, e outra, a sacolinha nao e o problema e sim materia organica e eletroeletronicos que sao um perigo e os prefeitos entarram tudo isso junto. A sacola polui somente visualmente e prejudica os animais, agora ela e quimicamente estavel e muito util no nosso dia a dia, entao o ideal seria utilizara como uma ferramenta de educaçao. Eu elaborei um projeto que soluciona esses dois problemas a sacolinha e a coleta seletiva.Preciso de apoio.
Quem se interessar entrar em contato. 19-96138063
Obrigado…

24/06/2012 às 16:31 Amilcar Faria - diz:

A proibição de uso de sacolas plásticas por preocupação ambiental é uma falácia. Talvez a maior e mais bem maquiada jogada de marketing dos grandes varejistas que reduzem um custo obrigatório do seu negócio sob a imagem de preocupação ambiental.

Fosse a preocupação com o ambiente a real motivação da lei, os varejistas seriam obrigados a substituir as famigeradas sacolas plásticas pelas biodegradáveis (ou de papel), que agora ao invés de serem uma fonte de custo do negócio são uma fonte de lucro (uma vez são cobradas a cerca de vinte centavos por unidade).

Que fez a lei? Proibiu o uso de sacolas plásticas comuns ao invés de obrigar a sua substituição por biodegradáveis (de plastico biodegradável ou papel); e ainda permitiu a cobrança pelo fornecimento das que se degradam na natureza.

Não bastasse a degradação do meio ambiente, ainda degradam a inteligência das pessoas, anulando seu senso crítico. Fazendo-as crer que tudo isso foi para contribuir para a maior sustentabilidade ambiental, quando, na verdade, foi o interesse espúrio de transformar um custo (alto pelo volume) em lucro (enorme pela novidade tecnológica), e ainda usando o argumento falacioso do ecologicamente correto para mascarar a imoralidade!

Agir em prol da sustentabilidade seria obrigar o uso de novas tecnologias para minimizar o impacto ambiental. Sobre-taxar o plástico comum e dar estímulos ao uso e a pesquisas de materiais biodegradáveis (plásticos ou de celulose).

O que fizeram foi uma falácia! Um engodo! Uma mentira!
Onde a consciência crítica? Onde o raciocínio lógico? Onde a inteligência?

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Gaiatos e Gaianos

GIULIANA CAPELLO

é jornalista ambiental especializada em construções sustentáveis, guarda-parque, permacultora e autora do livro Meio Ambiente & Ecovilas (Senac São Paulo). É colaboradora das revistas Arquitetura & Construção, Casa Claudia e Bons Fluidos. Formada em design de comunidades sustentáveis, mora na Ecovila Clareando, a 100 km de São Paulo. Sua casa, construída com técnicas de bioconstrução, reflete princípios que adota em seu cotidiano: conexão com a natureza, simplicidade voluntária e consumo responsável. Aqui, conta histórias de quem deixou a cidade grande para viver no campo ao lado de amigos - e tornar a vida mais plena, criativa e sustentável.

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10/03 - O segredo da abóbora mágica…

03/03 - Dona-de-casa, eu?!?

24/02 - Quanto vale o nosso trabalho?

17/02 - Forno de pizza de barro

10/02 - Meus vizinhos, minha família

03/02 - Mosaico de vidros usados

27/01 - A insustentável mão-de-obra

20/01 - Sorvete de inhame!

13/01 - De que é feita a minha casa?

06/01 - Parede de garrafa?!

16/12 - Composteira de novo!

09/12 - O Natal pode ser ecológico?

02/12 - A alegria de viver em comunidade

25/11 - Infância ecológica

18/11 - Devagar é mais gostoso

11/11 - Mitos e vícios modernos

04/11 - Crise financeira ou chance para o planeta?

28/10 - O que eu vou fazer numa ecovila?

21/10 - Fãs de pau-a-pique

14/10 - Construir com as próprias mãos

07/10 - Parto natural e ecológico

30/09 - Confissão: eu não passo roupas

23/09 - As ecovilas e as mudanças climáticas

16/09 - Slow life: vida mais calma, lenta e confortável

09/09 - Paredes vivas de Cob

02/09 - Dividir para ter mais

26/08 - Tomada de decisão por consenso

19/08 - Simplicidade voluntária

12/08 - Bicho de ecovila

05/08 - Brechó arquitetônico

29/07 - Histórias de João-de-barro

22/07 - Tapioca: regional, gostosa e sustentável

15/07 - Para ter uma composteira caseira

08/07 - Mutirão de telhado verde

01/07 - Malhação para o planeta

24/06 - Minha casa na ecovila

17/06 - Catadores de esperança

10/06 - Água no copinho plástico? Tô fora!

03/06 - Música para sentir a natureza

27/05 - Bioconstrução e desastres naturais

20/05 - Democracia, consenso ou autocracia??

13/05 - Entulho não é lixo!

06/05 - Viva o pequeno agricultor!

28/04 - Educação para o campo

22/04 - Meu bairro, minha cidade

15/04 - Por trás do velho clichê

08/04 - Para construir uma comunidade

01/04 - O prazer das compras solidárias

25/03 - O tempo do sol e da lua

18/03 - Poluição e Arte dentro do túnel

11/03 - Riqueza para além do dinheiro

04/03 - Catadora, com muito orgulho

26/02 - Nós e a natureza, conectados

19/02 - High tech ou low tech?

15/02 - Impressões de uma ecochata (?) na Campus Party

12/02 - Horta vertical para pequenos espaços

05/02 - Receitas naturais para curar a ressaca do carnaval

29/01 - Aprendendo a costurar com a avó

22/01 - Festa infantil não precisa ser descartável!

15/01 - Telhado ou jardim?

08/01 - Consumo verde: tarefa difícil mas necessária

18/12 - Permacultura: do linear ao cíclico

14/12 - Um mergulho na Permacultura

04/12 - Cinco dias com o arquiteto descalço

27/11 - Banheiro seco? Como assim?!

20/11 - Sustentável é também saber ouvir

13/11 - Permacultura: transformando problemaem solução

06/11 - Uma delícia de mutirão

30/10 - O dia em que adotei a Sofia

23/10 - Falta de civilidade é fogo (na mata)!

16/10 - Design natural é tudo de bom!

09/10 - Dividir a lavanderia com o vizinho?!?

02/10 - Abaixo as fraldas descartáveis!

02/10 - Sim, absorvente ecológico!

25/09 - Histórias de uma outra gastronomia

25/09 - Uma outra gastronomia – parte 2

21/09 - Sem carro e sem delivery

18/09 - Por uma dieta que respeite o planeta

11/09 - Minhocas via Sedex

04/09 - Mais adubo e menos lixo

28/08 - Lugar de madeira é…

28/08 - Construtoras precisam se adaptar

24/08 - Seu Zé e as arvrinhas

21/08 - Reunião de condomínio? Não, de ecovila!

14/08 - Disk-pizza e permacultura na geladeira

07/08 - Domingão na feira de trocas

07/08 - Feira de trocas – parte 2

07/08 - Feira de trocas – parte 3

31/07 - Guarda-roupa coletivo espanta o frio

25/07 - Até quando seremos gaiatos?

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