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Vasos para melhorar o trânsito Giuliana Capello - 10/01/2012 às 12:40
Uma solução muito simples, bonita e criativa tomou as ruas da Ecovila Clareando há alguns meses. Acredite, por mais que as pessoas estejam dispostas a partir para hábitos mais sustentáveis e afinados com o planeta, muitas ainda não conseguem largar alguns comportamentos inconvenientes. É o caso do pessoal que abusa da velocidade ao percorrer as ruas da comunidade – que são de terra com pedriscos (para manter a permeabilidade do solo) e têm relevo acidentado na maior parte do percurso.
Instalar vasos com plantas nas ruas para obrigar os motoristas apressados a reduzir a velocidade foi uma ideia e tanto. Todos os moradores sabem que, pelo nosso manual de acordos comunitários, a velocidade máxima permitida é de 30 km/h. Mas há aqueles que ultrapassam vez em quando, e também alguns visitantes e entregadores de materiais de construção que – pasmem! – rodam por ali em caminhões enormes e com o dobro da velocidade máxima estabelecida.
No nosso caso, até foi cogitada a possibilidade de instalarmos placas de velocidade, mas isso deixaria a paisagem com uma cara mais urbana, sei lá, e talvez não fosse uma medida realmente eficaz. Então, pensamos em colocar algumas barreiras para estreitar a rua em alguns pontos, obrigando os motoristas a pisar no freio. Provisoriamente, cavaletes serviram como teste. E não é que deu certo?
Para tornar a medida definitiva, uma moradora sugeriu a substituição dos cavaletes por vasos de barro com primaveras e azaléias, que ela mesma conseguiria por preços menores – pagos pela associação dos moradores.
Instalados em grupos de três ou quatro, como fileiras, e dispostos de forma que o motorista tenha que desviar fazendo um zigue-zague, os vasos se mostraram excelentes redutores de velocidade. E com uma vantagem: deixaram as ruas ainda mais bonitas. As primaveras em flor estão lindas!
É fato que a novidade precisou ser criada porque algumas pessoas ainda necessitam de limites e não conseguem, por livre e espontânea vontade, seguir as regras básicas do que se poderia chamar de bom senso.
Mas também é verdade que isso não virou motivo para introduzirmos na comunidade medidas que já são comuns em outros lugares, nas cidades, em especial. Se queremos construir um jeito novo de viver, precisamos estar atentos às maneiras como lidamos com os problemas… A chave para quase tudo está na criatividade.
p.s.: prometo tirar fotos dos vasos para incluir aqui neste post assim que a chuva der uma trégua por aqui, combinado?
p.s.2: promessa cumprida!
ver este postcomente
10/01/2012 às 18:28 Joao Carvalho - diz:
Muito interessante a ideia!!!
Onde moro ainda se utilizam os cavaletes, mas darei a ideia de substituirmos por vasos…
Gostaria de ver as fotos.
Abraço,
João
14/01/2012 às 23:55 FRED - diz:
O Mundo precisa de cuidados bem maiores de que instalar-se vasos para minimizar velocidades de percurso! Exemplos:
- Acabar com os crimes de colarinho branco. E providenciar a cas-sação sumária de políticos corruptos, tornando-os inelegíveis e des-providos da capacidade de votarem, para sempre!
- Acabarem com a divulgação jornalística dos crimes assombrosos, evitando assim a proliferação dos mesmos.
- A volta da censura para assuntos correlatos à sexo, seus distúrbi-os oriundos de mentes deturpadas, bem como a impossibilidade de serem apresentados pelos canais televisivos e jornalísticos cenas de sexo explícito “ou quase”, enfim, de atos que possam vir a desvir-tuar as mentes ainda em formação de nossas crianças e adolescen-tes.
- E muitas coisas mais… antes de nos preocuparmos com a instalação e presença dos mencionados vasos.
01/03/2012 às 00:57 Neia - diz:
Adorei os vasos, Giu, sei bem onde eles estão. Ficam bem mais bonitos que qualquer outro obstáculo. Beijos para vcs!
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Giuliana Capello é jornalista ambiental especializada em construções sustentáveis, guarda-parque e permacultora. É colaboradora das revistas Arquitetura & Construção, Casa Claudia e Bons Fluidos. Formada em design de comunidades sustentáveis, mora na Ecovila Clareando, a 100 km de São Paulo. Sua casa, construída com técnicas de bioconstrução, reflete princípios que adota em seu cotidiano: conexão com a natureza, simplicidade voluntária e consumo responsável. Aqui, conta histórias de quem deixou a cidade grande para viver no campo ao lado de amigos - e tornar a vida mais plena, criativa e sustentável.
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