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Tinta com farinha? Sim, é natural e sem cheiro! Giuliana Capello - 02/04/2013 às 16:32


Depois do recente post sobre reboco de parede com esterco de vaca, compartilho com você outra receita inusitada: uma tinta natural, feita em casa, com panela no fogo, no maior estilo mingau de cereal. A grande vantagem vem do fato de sua fórmula ser 100% natural: é uma tinta inofensiva para a saúde humana e o equilíbrio do planeta. Outro ponto positivo? Vamos lá: ela se baseia em um saber antigo, de povos do Marrocos e regiões adjacentes, que há séculos usam a cal para revestir superfícies lisas como paredes, bancadas de pias e até banheiras.

O nome da técnica é tadelakt, que pode ser executada com algumas variações, dependendo da aplicação e do efeito visual que se deseja obter. Trata-se de uma mistura de elementos naturais (farinha de trigo, argila branca, mica, quartzo e água), que permite revestir superfícies internas com ótimo resultado estético e, ao mesmo, sem comprometer a qualidade do ar interno.

Sabemos que as tintas imobiliárias contêm componentes agressivos à saúde humana, que são gradualmente liberados na atmosfera – também com potencial de geração de impactos ambientais. São os chamados compostos orgânicos voláteis ou COVs. Em geral, as pessoas imaginam que o problema se restringe ao período em que a tinta apresenta cheiro, mas não é bem assim: os COVs continuam sendo emitidos à atmosfera mesmo após a eliminação dos odores do produto, causando problemas para a saúde dos moradores, tais como dores de cabeça, insônia, distúrbios neurológicos, fadiga etc.

Já existem algumas certificações de construção sustentável atentas ao problema, bem como fabricantes se empenhando em reduzir o percentual de COVs em seus produtos. De qualquer forma, buscar alternativas caseiras eficientes, econômicas e saudáveis ajuda a simplificar toda essa história, certo?

Então, vamos à receita de tadelakt:

Grude:

2 partes de farinha de trigo (branca ou integral)
8 partes de água
Em uma panela grande, cozinhe a mistura mexendo sempre, até adquirir consistência de um grude mole (mais ou menos por uns 20 minutos).

Tadelakt:

3 partes de argila branca
1 parte de mica
1 parte de quartzo
1 parte do grude preparado com farinha

Misture tudo em um balde grande e vá adicionando água aos poucos, mexendo bem, até adquirir consistência para aplicar com pincel ou trincha.
Se desejar, você pode acrescentar pigmentos minerais para obter diferentes cores e tonalidades.

Acabamento:

4 potes de pasta para dar brilho em panelas e louças
água

Após a segunda demão de tadelakt, dilua a pasta de brilho em água e, com um borrifador, aplique a mistura sobre a superfície semisseca, usando uma pedra de seixo rolado para alinhar os minerais até deixá-la totalmente lisa. Se for o caso, é possível substituir a pedra por um tecido bem grosso (tipo jeans).

No Marrocos, o tadelakt é muito usado para revestir pias, banheiras e paredes de banheiros. Mas a receita, neste caso, deve incluir 2 partes de cimento branco, 1 parte de argila branca, 1 parte de mica e 1 parte de quartzo. Ao acrescentar água, a mistura deve ficar com consistência pastosa, para ser aplicada com uma espátula.

**

Neste feriado da Páscoa, promovemos aqui na ecovila mais um curso de bioconstrução. Durante a oficina de tadelakt, feita na lavanderia da minha casa e coordenada pelo amigo Angelo (que tem a cozinha de sua casa inteirinha revestida em tadelakt), os participantes me ajudaram a revestir uma parede que precisava de acabamento. Eles aprenderam uma técnica nova e eu fiquei feliz com o trabalho em mutirão que adiantou bastante todo o serviço…

Bioconstrução é isso: construir casas saudáveis para os moradores e para o planeta, com a ajuda dos amigos, usando o que a natureza tem para nos oferecer no lugar onde estamos. E aí? Que tal experimentar?

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Comentários

02/04/2013 às 17:41 Mirna Nóbrega - diz:

Que legal, Giuliana! Já me peguei pensando como faríamos a pintura da nossa futura casa.

Um dúvida que tenha pensado também é: como fazer a limpeza de casa de uma maneira mais sustentável. Pensei na quantidade de produtos químicos utilizados e se o tratamento da água cinza é suficiente para impactar menos o meio ambiente.

beijos

03/04/2013 às 18:41 Elisabeth - diz:

Oi, Mirna.
Sobre a limpeza da casa posso te dizer que tenho usado apenas vinagre e sabão de coco na minha casas há anos! Óleo de eucalipto ou de pinho é bom para amenizar o cheiro do vinagre, mas só umas gotinhas já dão conta do recado. Bicarbonato de sódio também resolve uma pá de coisas aqui em casa, incluindo tirar cheiro de xixi do colchão da cama das crianças, lavar os cabelos, tirar manchas do tanque, acabar com a festa de cupins e formigas, dor de barriga, desentupir pia, e por aí vai. Vale a pena para fazer a limpeza geral e colaborar com o ambiente, com o planeta! Só de pensar na quantidade de substâncias químicas nocivas que são jogadas diariamente pelo ralo para limpar a casa e a roupa! Nossa! Não vamos fazer isso, não! Há alternativas! Sempre! Basta procurar.
Quanto ao tadelak: amei! Que ideia ótima! Estou para me mudar e já estava pensando em como pintar uma parede. Agora está resolvido. Grata! Um abraço.

03/04/2013 às 22:22 Hilton Fernandes - diz:

Onde posso adquirir os materiais abaixo?
Argila branca
Mica
Quartzo

03/04/2013 às 22:42 Elizabeth - diz:

Eu conheço uma loja de tintas que não tem Cov nas tintas inclusive possui o selo green,é na afectintas 20982961 tatuape legal lá…

04/04/2013 às 12:43 Lara - diz:

Querida Giuliana,
Foi um prazer pintar sua casa!! Fiquei impressionada com o resultado na casa do Angelo.
Obrigada por tudinho e mais um pouco.
Beijos

06/04/2013 às 11:52 ei3 - diz:

Peço licença para esclarecer que as fotos utilizadas são de fato de peças revestidas com Tadelakt, mas que a receita sugerida não é. A receita sugerida guarda semelhanças com a receita das pinturas realizadas pelas mulheres do Novo México; enquanto que o Tadelak é uma técnica de revestimento que atingiu sua arte na região do Marrocos.

07/04/2013 às 00:42 Mirna Nóbrega - diz:

Elizabeth, muito obrigada pelas dicas! Adorei!!
beijos

08/04/2013 às 09:12 Giuliana Capello - diz:

Olá, Hilton,
Sobre onde adquirir os materiais, uma opção é a loja Brasilminas, que fica em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo. Eles vendem em quantidades maiores, para uma receita que renda bastante. Boa sorte! Abraço, Giuliana

15/04/2013 às 13:50 mari - diz:

Amei a nova tecnica q veio ao meu conhecimento, pois nao sabia como pintar minha casa com a presença de meu netinho de 3 anos morrando comigo; vou fazer sim. obrigada;

13/05/2013 às 11:52 Luciano - diz:

Esse quartzo e mica, são em pó? O quartzo pode ser esses que se encontra em marmoraria? Alguém de Salvador para me informar onde posso achar esse material nas redondezas?
Grato pelas informações!

13/05/2013 às 16:29 Luciano - diz:

Olá novamente, essa mica por acaso seria a vermiculita? Grato.

19/05/2013 às 21:11 Veronilce - diz:

Olá td bem? Adorei seu blog. Gostaria de saber se posso combater cupins e formigas cortadeiras de maneira ecológica em minha chácara. Ah! e também os marimbondos que insistem em fazer morada dentro da casa existente lá. Obrigada por suas dicas.Abraços

28/06/2013 às 12:34 Rafael Britto - diz:

Oi Giuliana, adorei a tinta, e pretendo pintar o quarto do meu filho que está vindo poraí. Você tem ideia de quantidade. Vou comprar o material da BrasilMinas mas não tenho ideia de quanto.

O quarto é mais ou menos de 4m quadrados.
Agradeço!

28/06/2013 às 17:35 Giuliana Capello - diz:

Rafael, que legal sua disposição em preparar o quarto para o filho que está chegando. Sobre quantidades, talvez seja o caso de comprar o pedido mínimo que eles aceitam, porque costumam vender quantidades grandes. Se for sobrar, você aproveita para dar uma cara nova a outras partes da casa. Outra opção, bem bacana, aliás, é juntar uns amigos e comprar de forma colaborativa. Cada um fica com um pouco e resolve sua demanda, sem gastar muito. Tem sempre alguém precisando pintar um quarto, a sala, a cozinha… Boa sorte pra você, um abraço!

26/07/2013 às 10:33 A casa sustentável é mais barata – parte 04 (ecotintas) | kolmea.blog - diz:

[...] Tinta com farinha? Sim, é natural e sem cheiro! Uma tinta natural, feita em casa, com panela no fogo, no maior estilo mingau de cereal. A grande vantagem vem do fato de sua fórmula ser 100% natural: é uma tinta inofensiva para a saúde humana e o equilíbrio do planeta. Outro ponto positivo? Vamos lá: ela se baseia em um saber antigo, de povos do Marrocos e regiões adjacentes, que há séculos usam a cal para revestir superfícies lisas como paredes, bancadas de pias e até banheiras. O nome da técnica é tadelakt, que pode ser executada com algumas variações, dependendo da aplicação e do efeito visual que se deseja obter. Trata-se de uma mistura de elementos naturais (farinha de trigo, argila branca, mica, quartzo e água), que permite revestir superfícies internas com ótimo resultado estético e, ao mesmo, sem comprometer a qualidade do ar interno. Sabemos que as tintas imobiliárias contêm componentes agressivos à saúde humana, que são gradualmente liberados na atmosfera – também com potencial de geração de impactos ambientais. São os chamados compostos orgânicos voláteis ou COVs. Em geral, as pessoas imaginam que o problema se restringe ao período em que a tinta apresenta cheiro, mas não é bem assim: os COVs continuam sendo emitidos à atmosfera mesmo após a eliminação dos odores do produto, causando problemas para a saúde dos moradores, tais como dores de cabeça, insônia, distúrbios neurológicos, fadiga etc. Já existem algumas certificações de construção sustentável atentas ao problema, bem como fabricantes se empenhando em reduzir o percentual de COVs em seus produtos. De qualquer forma, buscar alternativas caseiras eficientes, econômicas e saudáveis ajuda a simplificar toda essa história, certo? Então, vamos à receita de tadelakt: Grude: 2 partes de farinha de trigo (branca ou integral) 8 partes de água Em uma panela grande, cozinhe a mistura mexendo sempre, até adquirir consistência de um grude mole (mais ou menos por uns 20 minutos). Tadelakt: 3 partes de argila branca 1 parte de mica 1 parte de quartzo 1 parte do grude preparado com farinha Misture tudo em um balde grande e vá adicionando água aos poucos, mexendo bem, até adquirir consistência para aplicar com pincel ou trincha. Se desejar, você pode acrescentar pigmentos minerais para obter diferentes cores e tonalidades. Acabamento: 4 potes de pasta para dar brilho em panelas e louças água [...]

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GIULIANA CAPELLO

é jornalista ambiental especializada em construções sustentáveis, guarda-parque, permacultora e autora do livro Meio Ambiente & Ecovilas (Senac São Paulo). É colaboradora das revistas Arquitetura & Construção, Casa Claudia e Bons Fluidos. Formada em design de comunidades sustentáveis, mora na Ecovila Clareando, a 100 km de São Paulo. Sua casa, construída com técnicas de bioconstrução, reflete princípios que adota em seu cotidiano: conexão com a natureza, simplicidade voluntária e consumo responsável. Aqui, conta histórias de quem deixou a cidade grande para viver no campo ao lado de amigos - e tornar a vida mais plena, criativa e sustentável.

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12/05 - O que fazer com a madeira que sobrou?

05/05 - Histórias de reúso, economia e bons amigos

28/04 - Frio na barriga…

21/04 - Mutirão de solo-cimento

14/04 - Encontro de ecovilas!

07/04 - Sua casa pode ser uma ecovila

31/03 - Meu telhado verde, verdinho, verdinho

24/03 - Celebrar ajuda a enfrentar problemas

17/03 - Yoga e sustentabilidade

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03/02 - Mosaico de vidros usados

27/01 - A insustentável mão-de-obra

20/01 - Sorvete de inhame!

13/01 - De que é feita a minha casa?

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16/12 - Composteira de novo!

09/12 - O Natal pode ser ecológico?

02/12 - A alegria de viver em comunidade

25/11 - Infância ecológica

18/11 - Devagar é mais gostoso

11/11 - Mitos e vícios modernos

04/11 - Crise financeira ou chance para o planeta?

28/10 - O que eu vou fazer numa ecovila?

21/10 - Fãs de pau-a-pique

14/10 - Construir com as próprias mãos

07/10 - Parto natural e ecológico

30/09 - Confissão: eu não passo roupas

23/09 - As ecovilas e as mudanças climáticas

16/09 - Slow life: vida mais calma, lenta e confortável

09/09 - Paredes vivas de Cob

02/09 - Dividir para ter mais

26/08 - Tomada de decisão por consenso

19/08 - Simplicidade voluntária

12/08 - Bicho de ecovila

05/08 - Brechó arquitetônico

29/07 - Histórias de João-de-barro

22/07 - Tapioca: regional, gostosa e sustentável

15/07 - Para ter uma composteira caseira

08/07 - Mutirão de telhado verde

01/07 - Malhação para o planeta

24/06 - Minha casa na ecovila

17/06 - Catadores de esperança

10/06 - Água no copinho plástico? Tô fora!

03/06 - Música para sentir a natureza

27/05 - Bioconstrução e desastres naturais

20/05 - Democracia, consenso ou autocracia??

13/05 - Entulho não é lixo!

06/05 - Viva o pequeno agricultor!

28/04 - Educação para o campo

22/04 - Meu bairro, minha cidade

15/04 - Por trás do velho clichê

08/04 - Para construir uma comunidade

01/04 - O prazer das compras solidárias

25/03 - O tempo do sol e da lua

18/03 - Poluição e Arte dentro do túnel

11/03 - Riqueza para além do dinheiro

04/03 - Catadora, com muito orgulho

26/02 - Nós e a natureza, conectados

19/02 - High tech ou low tech?

15/02 - Impressões de uma ecochata (?) na Campus Party

12/02 - Horta vertical para pequenos espaços

05/02 - Receitas naturais para curar a ressaca do carnaval

29/01 - Aprendendo a costurar com a avó

22/01 - Festa infantil não precisa ser descartável!

15/01 - Telhado ou jardim?

08/01 - Consumo verde: tarefa difícil mas necessária

18/12 - Permacultura: do linear ao cíclico

14/12 - Um mergulho na Permacultura

04/12 - Cinco dias com o arquiteto descalço

27/11 - Banheiro seco? Como assim?!

20/11 - Sustentável é também saber ouvir

13/11 - Permacultura: transformando problemaem solução

06/11 - Uma delícia de mutirão

30/10 - O dia em que adotei a Sofia

23/10 - Falta de civilidade é fogo (na mata)!

16/10 - Design natural é tudo de bom!

09/10 - Dividir a lavanderia com o vizinho?!?

02/10 - Abaixo as fraldas descartáveis!

02/10 - Sim, absorvente ecológico!

25/09 - Histórias de uma outra gastronomia

25/09 - Uma outra gastronomia – parte 2

21/09 - Sem carro e sem delivery

18/09 - Por uma dieta que respeite o planeta

11/09 - Minhocas via Sedex

04/09 - Mais adubo e menos lixo

28/08 - Lugar de madeira é…

28/08 - Construtoras precisam se adaptar

24/08 - Seu Zé e as arvrinhas

21/08 - Reunião de condomínio? Não, de ecovila!

14/08 - Disk-pizza e permacultura na geladeira

07/08 - Domingão na feira de trocas

07/08 - Feira de trocas – parte 2

07/08 - Feira de trocas – parte 3

31/07 - Guarda-roupa coletivo espanta o frio

25/07 - Até quando seremos gaiatos?

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