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Superadobe ou terra ensacada Giuliana Capello - 28/09/2010 às 12:05
A história da criação dessa técnica de bioconstrução remete ao arquiteto iraniano Nader Khalili (1936-2008), que desenvolveu o superadobe como opção para construções na Lua ou em Marte, utilizando-se apenas de solo local e sacos de plástico. Estranho? Um tanto, mas sabe que a Nasa publicou seus estudos e que a técnica de Khalili virou uma espécie de alternativa para o planejamento e desenvolvimento de casas para sem-teto pelas Nações Unidas? Pois é, e a coisa não para por aí.Vale muito a pena visitar o site do Cal-Earth e conhecer mais detalhes sobre o superadobe. Aqui no Brasil já tem muita gente testando a técnica, especialmente os grupos de permacultura e bioconstrução. Há até uma versão tupiniquim, que utiliza sacos de cebola ou batatas, opção que reduz custos e simplifica ainda mais o processo de construção.
É verdade que o jeitão da arquitetura em superadobe pode soar estranha para muitos de nós. Originalmente, as casas construídas em superadobe eram circulares, com abóbadas que possibilitavam a construção da casa inteira com um único material e técnica. Se imaginarmos a dificuldade de levar materiais para a lua, por exemplo, fica mais fácil conceber a ideia. Bastaria incluir na nave espacial uma grande bobina de saco plástico e, na Lua, preencher sacos e mais sacos com solo do nosso satélite natural. Ficou mais simples?
Bom, outra vantagem é a possibilidade de construções baratas e ecológicas para reduzir o déficit habitacional na Terra. E é aí que entram as inovações feitas a partir da ideia original: é possível construir casas, digamos, mais convencionais, em formato quadrado ou retangular, por exemplo. Os sacos podem ser queimados com maçarico para aceitar revestimento de terra e pintura natural, deixando a obra com um acabamento mais normal para quem gosta de uma arquitetura mais discreta…
O fato é que a novidade (para nós, porque em muitos lugares ela já é usada há tempos) vem ao encontro de muitas necessidades do nosso século: dar conta de tirar das ruas ou de moradias insalubres milhões de pessoas, reduzir o custo socioambiental da construção civil e oferecer alternativas de construção que cabem em processos de mutirões organizados por comunidades, gerando autonomia para populações em situação de risco. Quer mais?
Ok, vamos lá: construir com terra gera habitações saudáveis, que não expõem os moradores a produtos químicos tóxicos que agem devagar e continuamente, causando doenças como dores de cabeça, problemas respiratórios e até câncer. Há muitos estudos que tratam dos danos provocados pelo aumento da diversidade de materiais industrializados que colocamos, cada vez mais, em nossas casas. Casas de terra respiram, trocam ar com o ambiente externo, são termicamente confortáveis e muito duráveis e seguras também.
É claro, temos uma montanha de preconceitos para transpor até que consigamos realmente enxergar a técnica como viável ou minimamente pensável. Mas se aceitamos incluir produtos tão pouco testados em nossas vidas (alimentos, produtos químicos, cosméticos, ondas eletromagnéticas e tudo mais), por que abrir mão de algo tão inofensivo e interessante? Faço um convite a todos para que procurem se informar e ajudem a divulgar essa técnica. Acredito no mix entre soluções high tech e ideias muito simples para compor a lista de boas práticas que farão diferença no nosso século. Que tal, vamos nessa?
ver este postcomente
28/09/2010 às 17:53 Anonymous - diz:
Daniel – diz:Olá a todos….adoro esse assunto, a casa que pretendo construir em breve, se Deus quiser será de superadobe. Segue a minha contribuição, dois sites muito interessantes (inglês) sobre essa técnica construtiva: http://earthbagbuilding.wordpress.comhttp://earthbagplans.wordpress.comO segundo que é do mesmo autor tem vários exemplos de plantas, pra todo tipo de gosto. Basta escolher…e por último, o link do you tube de um filme dividido em 6 partes aonde o próprio Nader Khalili fala sobre o seu trabalho (inglês), vale a pena. Abraços a todos.
28/09/2010 às 17:55 Anonymous - diz:
Daniel – diz:Faltou o link do you tube rsrshttp://www.youtube.com/watch?v=DFHjB4GEt_U
28/09/2010 às 18:25 Anonymous - diz:
André – diz:Enquanto eles não colocarem uma privada e toda instalação elétrica e hidráulica, considerarei essas construções como abrigo e não casa.
28/09/2010 às 18:29 Anonymous - diz:
Andre – diz:poh, que que é isso… como que este site publica assim o email dos comentaristas!??? Vocês não sabem que existem máquinas de spam que procuram endereços de email nos sites não?
29/09/2010 às 18:30 Anonymous - diz:
Michel! – diz:Minha casa terá super-adobe!EEEEEEEEEEEEE
01/10/2010 às 10:34 Anonymous - diz:
Gui Castagna – diz:André, construções de super adobe podem ter instalações hidráulicas e sanitárias, embutidas ou aparentes…Abs!
03/10/2010 às 11:46 Anonymous - diz:
Pedro Vilarim – diz:olá sou professor de arquitetura e na nossa faculdade temos um canteiro de técnicas alternativas. Já testamos a técnica de construção com PETs e nossa próxima experiência será com superadobe. Quem quiser trocar experiências e materiais é só entrar em contato http://canteiroverde.blogspot.com
03/10/2010 às 17:46 Anonymous - diz:
Sergio – diz:Legal, gostei, mas gostaria de saber como faz para fazer as instalações eletricas e agua eesgoto??se alguem puder me passar mais inforações..Agradeço.
07/11/2010 às 13:59 Anonymous - diz:
Renilda Messias Machado – diz:Sempre gostei da vida ao natural, e vou construir uma casa de super adobena minha cidade.Já estou procurando um terreno para adquirir.Sou uma pesoa sosinha.Se alguemtiver ideia de uma planta, ou sugestoes, por favor me envie.agradeço desde já.Estou esperando!
06/12/2010 às 11:59 Anonymous - diz:
Frank – diz:Pois é gostei tanto da tecnica que estou fazendo minha casa de superadobe com a cara e coragem. minha duvida tambem é quanto as instalações hidraulicas e eletricas. Olá professor pedro! pode nos ajudar com esta parte ai?
06/12/2010 às 12:06 Anonymous - diz:
frank – diz:Ja estou trabalhando no meu terreno.consegui dois caminhões de terra o que estou tendo que peneirar..rsrsr(nada é de graça). Desenhei a planta baseada na minha necesidade e “inspirado” em outras que encontrei na net. Outra duvida que tenho é quanto ao acabamento.Como faço para rebocar a casa e deixar com aquele aspecto belissimo que vemos nas fotos? o que se usa: argila? barro c esterco de vaca? cimento e barro? quem souber me diga.
17/01/2011 às 00:32 Anonymous - diz:
Bruno Sena – diz: Gostaria de saber onde adiquirir o saco polietileno em rolo e as especificações do mesmo.Obrigado.Aguardo retorno.
14/02/2011 às 20:14 Anonymous - diz:
SIMONE – diz:OLÁ, TENHO PESQUISADO SOBRE CONSTRUÇÕES ALTERNATIVAS E DE TODAS AMEI O SUPERADOBE. GOSTÁRIA DE SABER SE DÁ PRA USAR ESSA TÉCNICA NO LITORAL COM A TERRA ARENOSA DO LOCAL? E COMO SE FAZ O ACABAMENTO, INSTALAÇÕES ELÉTRICA E HIDRÁULICA?
20/07/2011 às 16:47 Anonymous - diz:
Luciano Lousado – diz:Estou sediado em Unai-MG, a 150km de Brasilia, gostaria de alguem para me informar local onde poso adquirir o rolos de polietileno para fazer uma casa de super adobe.Grato. Luciano
28/10/2011 às 20:39 Dragica - diz:
Olá para todos
gostaria de acrescentar que eu já morei numa casa parecida com super adobe acho na verdade que era de cob e ambiente era muito agradavel tanto no inverno quanto no verão Ela tinha uns 100 anos
sou da Europa e agora moro no Brasil e vou fazer essa casa de superadobe ..adorei
11/04/2012 às 17:13 Maria Ines - diz:
Olá pessoas!
Quando criança morei em uma casa que vi construir. Era toda de barro de rio, batido, que preenchiam vãos de paus de palmito (na época era o que tinha muito no mato). O fogão era de barro com cinza. Era interessante, mesmo quando chovia muito não penetrava água pelas paredes e o fogão podia ser lavado. Eu não sabia desses valores que hoje conheço por isso busquei na memória os detalhes e quando eu fizer minha casa de superadobe vou tentar um acabamento como esse. Quem sabe se uma boa mistura de barro com cinza… só não sei se é correto usar cinza e onde conseguir.
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Giuliana Capello é jornalista ambiental especializada em construções sustentáveis, guarda-parque e permacultora. É colaboradora das revistas Arquitetura & Construção, Casa Claudia e Bons Fluidos. Formada em design de comunidades sustentáveis, mora na Ecovila Clareando, a 100 km de São Paulo. Sua casa, construída com técnicas de bioconstrução, reflete princípios que adota em seu cotidiano: conexão com a natureza, simplicidade voluntária e consumo responsável. Aqui, conta histórias de quem deixou a cidade grande para viver no campo ao lado de amigos - e tornar a vida mais plena, criativa e sustentável.
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