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Ecovila e sustentabilidade econômica Giuliana Capello - 27/10/2009 às 21:27
Eis um dos desafios mais importantes para uma comunidade que se forma nos moldes de uma ecovila. Como fazer entrar dinheiro para suprir as necessidades das famílias? Na Ecovila Clareando, estamos apenas no início dessa jornada que, sabemos, nunca terá fim. E o fato de não existirem fórmulas prontas, que possam ser replicadas em todo lugar, faz com que cada caminho seja único.Quando penso no futuro, imagino a diversidade como grande aliada. Muitas atividades, ainda que pequenas, podem ser mais eficientes na geração de renda para o grupo do que uma ou duas grandes fontes de grana para todos. E digo isso até por conta da riqueza de saberes que temos na comunidade. Tem gente que sabe fazer pães integrais deliciosos, gente que tem habilidades para artesanato, gente que curte cuidar da horta e do pomar, gente que gosta de música, gente que é brilhante para dar cursos. Unidas, essas atividades se somam e podem gerar uma gama rica de possibilidades para a sustentabilidade econômica da ecovila.
Um bom exemplo disso é a Ecovila Damanhur, na Itália, que gerencia cerca de 80 atividades sustentáveis. Pois é, e tudo ecológico mesmo! Da produção de vinho orgânico às pequenas empresas que produzem placas de energia solar, tudo lá dentro é a soma das habilidades dos moradores. Ou melhor, é maior do que a soma dessa diversidade…
Com a maturidade, a comunidade criou uma moeda própria, chamada Crédito, e descobriu na cooperação a oportunidade de viver respeitando a natureza e ajudando as pessoas para além das fronteiras da ecovila. Isso, no entanto, leva tempo e requer persistência. O que não dá é para desanimar. É preciso começar por alguma coisa. Dar um primeiro passo. Sair da inércia.
No fim de novembro (dias 20, 21 e 22), faremos nossa primeira experiência mais efetiva: um curso de bioconstrução para integrantes da comunidade e público externo. A programação inclui teoria e prática com tijolos de adobe, telhado verde, sistema ecológico de tratamento de esgoto e pau-a-pique. Teremos três focalizadores: Edson Hiroshi Seó (agrônomo e um dos idealizadores da ecovila), Eliésio Alves (permacultor da Escola de Bioarquitetura e Bambu, de Visconde de Mauá) e Ian Jaak (também permacultor e bioconstrutor). Parênteses: se você tiver interesse em saber mais sobre o curso, mande um e-mail para a equipe de coordenação: edcazeloto@yahoo.com.br. Ainda dá tempo de se inscrever.
Assim como ocorre em várias outras ecovilas e institutos de permacultura, o curso terá várias funções: arrecadar dinheiro para a construção do nosso centro comunitário, trocar conhecimentos com pessoas de fora da ecovila, dar andamento a obras da comunidade, oferecer nossa experiência em bioconstrução para pessoas interessadas no tema e que poderão, num futuro próximo, também multiplicar saberes.
Será uma primeira experiência com participantes de fora. Já fizemos vários mutirões, mas sempre com o pessoal da ecovila. Sinto que será muito prazeroso abrir os portões de nossa comunidade para receber os participantes e contar um pouquinho do que já pudemos aprender desde a formação da comunidade. E, claro, também será importante começar a sentir e trazer para a realidade que ninguém tem mais aquele sonho bucólico de ter uma cabana e um amor. O momento planetário exige mais. E estamos dispostos a encarar o desafio! Vamos ver no que vai dar…
Foto: Praça da Paz, na Ecovila Clareando, com a minha casa, escondidinha, lá no fundo…
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31/10/2009 às 13:36 Anonymous - diz:
Cintia Hirth – diz:Olá, gostei mto deste blog, tenho interesse em construir uma casa com algumas destas ideias. Me interessei até pelo curso para aprender sobre o assunto.Abraço, Cintia
05/05/2011 às 02:11 Anonymous - diz:
This has made my day. I wish all postgins were this good.
06/05/2011 às 12:55 Anonymous - diz:
Cool! That’s a cveler way of looking at it!
06/05/2011 às 22:38 Anonymous - diz:
OjVywc tdlrfsvlbyma
14/07/2011 às 13:39 Anonymous - diz:
Rogério Ferreira – diz:O agricultor planta uma semente e pretende colher uma vagem com oito a dez sementes.Isso é lucro? Isso é impróprio? A empresa que não paga as contas fecha!Mas investimentos públicos, sobretudo na área social, não precisam comprovar retornos; pois o lucro é impróprio aos olhos da esquerda.E assim não emancipam os pequenos, e garantem a ciranda viciosa, atendendo ao interesse dos oligopólios.
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Giuliana Capello é jornalista ambiental especializada em construções sustentáveis, guarda-parque e permacultora. É colaboradora das revistas Arquitetura & Construção, Casa Claudia e Bons Fluidos. Formada em design de comunidades sustentáveis, mora na Ecovila Clareando, a 100 km de São Paulo. Sua casa, construída com técnicas de bioconstrução, reflete princípios que adota em seu cotidiano: conexão com a natureza, simplicidade voluntária e consumo responsável. Aqui, conta histórias de quem deixou a cidade grande para viver no campo ao lado de amigos - e tornar a vida mais plena, criativa e sustentável.
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